Edvaldo Santana mostra que música não tem limites, por Carlos Motta

Edvaldo Santana é um dos mais originais músicos brasileiros. Suas incursões pelo blues, jazz, música cubana e jamaicana, são reforçadas pela diversidade da canção brasileira.

Edvaldo Santana mostra que música não tem limites, por Carlos Motta

O cantor e compositor paulistano Edvaldo Santana celebra 65 anos de idade, 46 anos de carreira e os 20 anos do lançamento do álbum “Edvaldo Santana”, com um show com repertório baseado nas canções representativas de seus nove discos solos, com destaque para o CD que está sendo celebrado.

No espetáculo, neste sábado, 1º de fevereiro, às 15h30 no Sesc Itaquera, em São Paulo, parte do projeto “A Zona Leste é o Centro”, com entrada franca, Edvaldo vai enfatizar as canções do álbum que está sendo celebrado e será acompanhado por uma big band, formada por dez músicos.

Edvaldo Santana é um dos mais originais músicos brasileiros. Suas incursões pelo blues, jazz, música cubana e jamaicana, são reforçadas pela diversidade da canção brasileira. Influenciado por suas raízes nordestinas, transmitidas oralmente por seus pais, e pela sua vivência urbana na metrópole, ele cria uma estética musical inovadora.

No seu trajeto, Edvaldo encontrou Paulo Leminski e sua poética, se envolveu com a poesia concreta dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos, se tornou parceiro de Itamar Assunção, flertou com a poesia de Arnaldo Antunes, misturou samba rap e blues com Rappin’Hood e Thaide, cantou samba de breque, xote e reggae, devorou a literatura de cordel, se aproximou de Baudelaire e dos artistas da Zona Leste de São Paulo.

O álbum que Edvaldo Santana celebra no show foi lançado em duas edições, pela Tom Brasil e depois pelo selo Eldorado. Produzido em parceria com Luiz Waack, gravado no estúdio DKW, mixado e masterizado por Alberto Ranelucci, com projeto gráfico de Elifas Andreato, tem as participações especiais de Oswaldinho do Acordeon, Titane, Swami Jr. Bocato, Claudio Faria e Fernando Deluqui.

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A banda que o acompanha é formada pela bateria do londrinense Eduardo Batistella, o baixo do argentino Mintcho Garrammone, a guitarra de Luiz Waack, os teclados de Ricardo Cristaldi e Daniel Szafran, a percussão de Ricardo Garcia, o coro das cantoras Ana Amélia, Mona Gadelha, Damy, Rubens e Beto Nardo, e os saxofones de Hugo Hori e Marcelo Mangabeira, com fotografia de Abel Fragata e assistência de produção de Waldir Aguiar.

No repertório estão “Covarde”, “Mestiça”, Paulistanoide, escritas por Edvaldo, e também “Samba de Trem”, parceria com Mauro Paes e Artenio Fonseca, “Ruas de São Miguel”, com Roberto Claudino, “Dor Elegante”, de Paulo Leminski e Itamar Assumpção, “Sonho Azul”, parceria com seu pai Felix de Santana Braga, Zensider, com Ademir Assunção, “Canção Pequena, com Akira Yamasaki, e “Beija Flor”, com Arnaldo Antunes.

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