Em homenagem póstuma a Maria d’Apparecida Marques, por Luciano Hortêncio

Que Nossa Senhora Apparecida te receba e te leve ao Criador, MARIA D’APPARECIDA MARQUES. Que não tenhas levado qualquer mágoa desse nosso mundo insano. Que leves somente os bons momentos de sucesso e glória, quando eras aplaudida e aclamada no Brasil como ” A Mulata é a Tal”. Carregues contigo também as honrosas homenagens do povo e do governo da França e as boas lembranças de amizade e ternura que tiveste de tua mãe e família adotiva.

Teu corpo permaneceu insepulto por mais de dois meses e isso nos fez grande mal e nos causou grandes transtornos, porém tua alma imortal dele já se desprendeu e desde 04 de julho já está, seguramente, cantando e encantando o Criador e o Grande Coro dos Anjos.

Muita gente lutou para que teu corpo tivesse um sepultamento digno. Lourdes e Luis Nassif, Henrique Marques Porto, Maria Luisa Souto Maior e seus dois amigos brasileiros que residem em Paris e muita gente mais que, anonimamente, de uma forma ou de outra, torceram e fizeram pensamento positivo para que fosses sepultada como muito bem mereces.

Os trâmites oficiais são os trâmites oficiais… Tudo está bem quando termina bem. Deixo aqui a singela homenagem desse admirador do Ceará, luciano.

Anacleto de Medeiros – MARCHA FÚNEBRE Nº 1.

Álbum: Banda de Música de Ontem e de Sempre – FENAB.

Regência de Luiz Gonzaga Carneiro.

Ano de 1990.

http://www.jornalggn.com.br/blog/luci…

Coisas que o tempo levou.

 

Músicos:

Alexandre Areal – clarinete;

Daniel Wellington de Araújo – trompa;

Dimas José Ribeiro – Tuba;

Fernando Henrique Machado – saxofone barítono;

Gedeão Lopes de Oliveira – trompete;

Gedeão Silva – Saxofone alto;

Gerino Zuza de Oliveira – trompete;

Isabela Sekeff Coutinho – clarinete;

Johnson Joanesburg Anchieta Machado – saxofone tenor;

José Antônio da silva Nascimento – bombardino;

José da Silveira Vilar (Pedrinho) – caixa;

José de Oliveira Monte amado – pratos;

Marco Salvadsor Salustiano Donato – bombo;

Nivaldo Francisco de Souza – flautim;

Paulo Roberto da silva – trombone;

Raimundo Martins – trompa;

Ricardo José Dourado Freire – clarinete;

Roberto Crispim da Silva – trompa.

 

 

 

3 comentários

  1. Homenagem

    Luciano,

    Excelente homenagem. Com fundo musical de Anacleto de Medeiros. Essa “Marcha Fúnebre” faria Chopin colocar a mão em concha num ouvido para ouvir melhor e comparar com o segundo movimento de sua Sonata n. 2, opus 35, que se tornou a música fúnebre mais conhecida em todo mundo. A marcha de Anacleto é fúnebre, é solene, mas é leve, brasileiríssima. 

    Estou acostumado (tristemente acostumado) a ver cair no esquecimento o nome de alguns grandes cantores líricos brasileiros -homens e muheres que construíram a história da ópera no Brasil. Certamente isso vai acontecer também com Maria D’Apparecida. “Quelle merde!” Não, Maria não diria isso, a não ser para fazzer graça. Ela tinha muito bom humor, apesar de, às vezes, ficar enfezada.

    Ela já seguiu viagem faz tempo, como você lembrou. Enterro e cerimônias fúnebres interessam aos vivos. No caso de muitos, quando alguém reza uma Ave Maria por um falecido, o próprio já se entendeu com a eternidade, com a natureza da vida, ou com Deus, como se queira. Que tenha sido assim com Maria.

    Somos a memória que temos. Nada mais do que isso. Até que um dia, pluft!, tudo se apaga. Enquanto estivermos por aqui nossa memória evocará Maria D’Apparecida, uma artista que teve inteligência para ser diferenciada, transitando pela ópera tradicional, pela canção brasileira e pela música popular.  

    Grande abraço,

    Henrique

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