Novelli, o baixo do Clube da Esquina

Enviado por Marco Poa

Algum tempo atrás fiz um ‘post’ com os baixistas internacionais que mais admirava.

Alguém me perguntou: é os nossos?

Infelizmente, naquele momento, não achei nenhuma informação realmente relevante sobre o baixista brasileiro que mais admiro e que sempre me chamou atenção…NOVELLI!

Recentemente zapeando na web achei no “Museu Clube da Esquina” um gigantesco depoimento dado pelo próprio músico, que assim começa:

Meu nome é Djair de Barros e Silva. Nasci em Recife, Pernambuco, no dia 20 de janeiro de 1945.

 

FAMÍLIA

Pais

Meus pais se chamam José Henrique de Barros e Silva e Alice Marques de Barros. O meu pai era comerciante. Ele tinha – naquela época chamavam de compartimento – umas lojas no mercado de São José, que é como é o Mercado Central aqui, como na Bahia é o Mercado Modelo. Em 1957, ele vendeu tudo que tinha e levou a família pra Garanhuns, que é uma cidade na serra agreste de Recife. E Garanhuns tem um festival de música muito interessante que já tem uns 10 ou 12 anos. Então eu vivi parte de minha infância em Recife e um pouco mais em Garanhuns, antes de ir pro Rio de Janeiro pra fazer o que acontece até agora.

 

FORMAÇÃO MUSICAL

As influências

Lembro muito bem da minha infância em Recife. Foi muito musical, convivi com uma coisa limpa, pura de carnaval, de brincadeira, sem violência, a música no alto-falante e no rádio, alto-falante em praça e a coisa do rádio. A primeira impressão foi de ouvir uma música, sempre uma música brasileira, um pouco misturada com um bolero mexicano, com uma canção italiana ou até francesa. E americana, claro, até hoje, e começar a descobrir um interesse do dom. Então, por exemplo, eu brinquei carnavais puros, onde as pessoas jogavam talco, pó-de-arroz. Lança-perfume era pra dar um refresco, não era pra tomar um porre, ficar doidão. Era pra refrescar, porque dá um friozinho. Tinha os blocos e os palhaços, aquela coisa africana de maracatus, os reisados. O reisado é uma coisa mais ibérica, um pouco árabe também. Caboclinhos, um negócio mais indígena. E sempre na rua. Vem daí uma informação de brincadeira, mas também já de música.

 

FORMAÇÃO MUSICAL

Iniciação musical

Essa coisa de sarau caseiro eu não vivi muito. Talvez pelo fato de o meu pai trabalhar muito, não ter muito tempo pra esses desfrutes, na minha origem não tinha muito não. Eu me lembro que eu cantava, que a coisa original da minha história de música era cantar, eu não tocava nenhum instrumento. E quando tinha visita lá em casa, numa hora que meu pai tinha uma possibilidade de receber, ele me colocava pra cantar. Nós éramos 9 irmãos, mas ele me colocava pra cantar, eu pequenino assim. E eu cantava com muita vergonha, muito envergonhado, ficava atrás de uma porta cantando músicas do Cauby Peixoto, Custódio Mesquita. Tinha um alagoano que eu adorava, cantando “Adeus meu norte querido” – Augusto Calheiros, fantástico –, que era a mesma música que eu ouvia nos alto-falantes da praça e rádio, essas coisas.

 

Historia completa…

 

http://www.museuclubedaesquina.org.br/museu/depoimentos/novelli/

 

Um pequeno Resumo sobre sua vida:

 

Djair de Barros e Silva nasceu em Recife, em 20 de janeiro de 1945. Filho de José Henrique de Barros e Silva, comerciante, e Alice Marques de Barros, Novelli tem oito irmãos.

Em 1957, mudou-se com a família para Garanhuns, no agreste pernambucano.

Em 1959, passou a freqüentar diariamente a Rádio Difusora de Garanhuns, onde descobriu as novidades da música daquela época.

Em 1962, aos 17 anos, foi para o Rio de Janeiro, onde teve contato com alguns músicos e vendia bolsas escolares para se manter. Seis meses depois, seu pai foi buscá-lo de volta. Com um grupo de amigos, no final de 1962, fundou o “Nouvelle Vague” o conjunto de bailes no qual era crooner e que lhe rendeu seu nome artístico, Novelli.

Em 1965, o “Nouvelle Vague” mudou-se para Recife. Naquele mesmo ano, Novelli incluiu o baixo acústico em sua performance e fez dele seu principal instrumento. Meses depois, retornou ao Rio de Janeiro e passou a trabalhar como baixista na noite carioca. Nessa época, conheceu Milton Nascimento, Wagner Tiso e outros membros do que viria a ser o Clube da Esquina. Em 1978, participou da gravação do disco “Clube da Esquina 2”.

Entre tantos exemplos magnificos da sua arte, pinço os dois abaixo:

[video:https://www.youtube.com/watch?v=phMFds6FtM4

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora