Pianista Sylvia Thereza volta ao Brasil, por Carlos Motta

Ela retorna à sua cidade natal, em duo com o músico belga, em apresentação única na Sala Cecília Meireles, nesta quinta-feira, dia 12 de março.

Pianista Sylvia Thereza volta ao Brasil

por Carlos Motta

Quase um ano depois do lançamento no Brasil de seu último CD, “O Manifesto Romântico”, a pianista carioca Sylvia Thereza retornou ao país  para se apresentar em quatro capitais, desta vez com uma bandeira social importante como pano de fundo: a qualificação de milhares de jovens de projetos sociais por meio de um extenso programa de intercâmbio e atividades pedagógicas de excelência.

Depois de recitais solos em Goiânia e Brasília, e com o violoncelista belga Alexandre Debrus em Fortaleza, Sylvia Thereza retorna à sua cidade natal, em duo com o músico belga, em apresentação única na Sala Cecília Meireles, nesta quinta-feira, dia 12 de março. Em São Paulo, a pianista se apresenta em recital solo no Museu Brasileiro de Escultura, no domingo, dia 15, às 16 horas.

Desta vez, sua vinda ao país não será apenas para interpretar obras de Schumann, Brahms, Rachmaninoff e Schostakovich. Com o apoio e parceria de robustas instituições nacionais e internacionais (entre elas o Instituto Kodaly, da Hungria) e conceituados artistas do cenário internacional,  a pianista está trabalhando para a realização do “Mestres em Residência”.

O programa vai estabelecer um intercâmbio entre renomados músicos, sólidas instituições europeias e inúmeros projetos sócio-artísticos, buscando treinar e qualificar mais de 24 mil jovens, inicialmente, em diversas cidades do país.

Além de beneficiar os alunos, a ideia também é proporcionar aos professores e monitores dos projetos sociais contemplados com o programa um intercâmbio visando a evolução de suas habilidades, sensibilidade artística e ampliando suas perspectivas de futuro. Como faz em todos os seus concertos pelo mundo, haverá uma cota de ingressos para alunos de escolas públicas e projetos sociais.

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Participando com Sylvia Thereza de parte da sua turnê, o belga Alexandre Debrus, celebrado violoncelista na Europa e que teve entre seus mestres Rostropovich e Mischa Maisky, é um dos músicos já confirmados no programa. Sylvia volta a se apresentar no Rio de Janeiro no dia 22 de março, como solista convidada da Orquestra Petrobrás Sinfônica.

Não é de hoje que a pianista carioca vem atuando na educação e qualificação de crianças e jovens desfavorecidos. Como parte de seu compromisso social e filosofia musical, Sylvia foi coautora, no Rio de Janeiro, de um projeto pioneiro que introduziu a música erudita  para mais de 12 mil crianças  e que teve como madrinha a atriz Malu Mader.

Apesar de ter se apresentado nas mais importantes salas do mundo e ensinado, ao lado de Maria João Pires, na mais seletiva escola para solistas internacionais da Europa, a Chapelle Musicale Reine Elisabeth, Sylvia se mantêm conectada e engajada com as crianças brasileiras. Na Bélgica, é cofundadora e  diretora artística da Associação Uaná – Association for the Arts, instituição que visa reunir artistas para esse fim: o de produzir arte com a missão de colaborar com projetos sociais.

Por meio da Uaná, vem proporcionando cultura e rompendo barreiras sociais para crianças necessitadas e deficientes, unindo para isso grandes nomes do mundo artístico e educadores, através de projetos de  educação musical, concertos, exposições e discos.

Com uma vasta experiência como solista e camerista, tendo estudado com renomados nomes do cenário mundial, Sylvia logrou atingir desde cedo um notável grau de maturidade pianística. Mestres como Maria da Penha, Myrian Dauelsberg, Bella Davidovich, Allan Weiss e Maria João Pires proporcionaram a cultura artística que lhe permitiu despontar no cenário internacional.

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Sylvia Já se apresentou em importantes salas de quase todos continentes tendo atuado como solista de importantes orquestras e regentes. Foi premiada na “Edição Martha Argerich” do Concurso Internacional de Piano de Vigo, na Espanha, em 2019, que teve Martha Argerich, Nelson Freire, Tamas Vasary e Sergio Tiempo no júri.

Nascido na Bélgica, Alexandre Debrus é filho de músicos, tendo recebido de sua mãe violoncelista as primeiras orientações aos quatro anos de idade. Posteriormente estudou com  mestres do quilate de Rostropovich, Mischa Maisky, Luc Dewez, Marc Drobinsky e YvanMonigheti. Sua discografia compreende 21 CDs como solista e camerista para selos como Pavane Records, EMI Classics, RCA Victor Red Seal (BMG)e Warner Classics. Recentemente gravou sob o selo Pavane Records as 6 CelloSuites de Johann Sebastian Bach para violoncelo solo, bem como os Trios 1 e 2 de Félix Mendelssohn Bartholdy, como  membro do Trio Carlo van Neste.  Além das várias bolsas de estudo que lhe foram conferidas, foi agraciado com diversos prêmios dentre os quais o primeiro prêmio da competição “Mathilde Horlait Dapsens”.

Alexandre foi vencedor da bolsa de 2004 da Fundação Belga de Vocação e recebeu em 2007 o título de cidadão honorário da cidade de Nagakute no Japão. Entre 1999 e 2006, foi nomeado professor  de música de câmara do Conservatório Real de Música de Bruxelas. Tem atuado regularmente como solista e camerista em países como  Bélgica, França, Suíça, Alemanha, Sérvia, Itália, Espanha, Grécia, Estados Unidos, Rússia, Argentina, Japão, China e Israel.

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Como professor é sempre convidado para dar aulas em diversos festivais em vários países.  Em 2020,  recebeu o Troféu Fuga, concedido uma vez por ano pela União de Compositores Belgas  aos artistas que se dedicam à música contemporânea no país. (Informações da assessoria de imprensa da artista)

Serviço

12/3, quinta-feira – Sylvia Thereza (piano) e Alexandre Debrus (violoncelo) – Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47, Rio) –  19 horas
Programa: Schumann, Brahms, Rachmaninoff e Shostakovich.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Locais de venda: Bilheteria da SCM – Segunda a sexta de 13 às 18 horas ou até início do concerto e ingressorapido.com.br
Capacidade da sala: 670 lugares

15/3, domingo –  Museu Brasileiro de Escultura – Rua Alemanha 221, Jardim Europa, São Paulo – 16 horas
Programa: Beethoven e Schumann
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) (ingressorapido.com e bilheteria)

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