Trilha sonora do filme Garota de Ipanema (1967) de Leon Hirszman

Garota de Ipanema (trilha sonora)

Garota de Ipanema é uma trilha sonora do filme homônimo do diretor Leon Hirszman, lançado em 1967. O LP conta com canções em sua maioria da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes, de 1967, como “Lamento do Morro”, “Ela é Carioca”, “Garota de Ipanema” – além da participação de Chico Buarque (em “Noite dos Mascarados” e “Chorinho”).

Faixas

  1. “Noite dos mascarados “(Chico Buarque) Interpretação: Chico Buarque / Elis Regina
  2. “Lamento do Morro” (Tom Jobim – Vinicius de Moraes) Interpretação: Nara Leão
  3. “Surf Board” (Tom Jobim)
  4. “Ela É Carioca” (Tom Jobim – Vinicius de Moraes) Interpretação: Tamba Trio
  5. “Poema dos Olhos da Amada” (Vinicius de Moraes – Paulo Soledade) Interpretação: Vinicius de Moraes
  6. “A queda” (Tom Jobim)
  7. “Tema de abertura: Garota de Ipanema” (Tom Jobim – Vinicius de Moraes)
  8. “Por você” (Francisco Enoé – Vinicius de Moraes) Interpretação: Ronnie Von
  9. “Chorinho” (Chico Buarque) Interpretação: Chico Buarque
  10. “Ária para se morrer de amor” (Vinicius de Moraes) Interpretação: Baden Powell
  11. “Rancho das namoradas” (Ary Barroso – Vinicius de Moraes) Interpretação: MPB-4 / Quarteto em Cy
  12. “Tema da desilusão: Garota de Ipanema” (Tom Jobim – Vinicius de Moraes)

Ficha técnica

  • Vinicius de Moraes — produção executiva
  • Eumir Deodato — arranjos
  • Antonio Carlos Jobim — regência
  • Luiz Eça — arranjos nas faixas 2 e 4

http://pt.wikipedia.org/wiki/Garota_de_Ipanema_(trilha_sonora)

Como não encontrei vídeos com os todos artistas que interpretaram as músicas no LP, postei vídeos com outras interpretações como o cantor e compositor Zé Renato, que já integrou o grupo Boca Livre, canta neste vídeo a música “Por você”, lançada no premiado CD É tempo de amar, no qual interpreta apenas músicas da Jovem Guarda, originalmente gravada por Ronnie Von para a trilha sonora do filme Garota de Ipanema, de Leon Hirszman.

Confira a letra de “Por você”:

Se você quiser a lua
Eu lhe digo: tome, é sua
Porque eu fiz a lua pra você

Se você quiser a estrela da manhã
Amanhã mesmo
Eu pego e mando pra você

Por você todas as flores
Exibiram novas cores
Tudo pura inveja de você

E milhões de passarinhos
Nos seus ninhos
Compuseram
Este lindo iê-iê-iê

Por você, senhorazinha, menina
Que mais linda não vai ter nunca mais
E que além de ser pra frente, barra-limpa
E papo firme por demais

Por você
Se for o caso
Eu lhe juro que me caso, meu amor
Eu caso com você

É um atraso
Mas eu caso
Porque estou perdidamente apaixonado
Por você

Por você, senhorazinha, menina
Que mais linda não vai ter nunca mais
E que além de ser pra frente, barra limpa
E papo firme por demais

Por você
Se for o caso
Eu lhe juro que me caso, meu amor
Eu caso com você

É um atraso
Mas eu caso
Porque estou perdidamente apaixonado
Por você

 

Leon Hirszman
o navegador das estrelas
Helena Salem
Biografia   328 páginas

Leon Hirszman foi um dos fundadores do Cinema Novo, movimento que começou a se esboçar no início dos anos 60 e se firmou ao longo daquela década, agrupando jovens diretores que renovaram temática e artisticamente a produção cinematográfica brasileira. A interação de Hirszman com esse movimento foi sempre de tal ordem que hoje, decorridos dez anos de sua morte, ele ainda é lembrado por seus pares como um elemento aglutinador, ou, nas palavras de Cacá Diegues, “O maior articulador que o cinema brasileiro já teve” e um “exemplo de convivência universal”, como proclama Nelson Pereira dos Santos. Esse reconhecimento põe em relevo características muito especiais desse artista que sempre se mostrou preocupado em pensar a cultura brasileira e que ao longo de três décadas transitou pelas diferentes esferas da nossa vida cultural.

Filho de judeus poloneses que emigraram para o Brasil nos anos 30, Leon Hirszman nasceu num subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro em 1937. Apaixonado por música popular e pelo cinema desde garoto, formou-se no entanto em engenharia. Leitor ávido de novas idéias, passou do socialismo lírico para o marxismo e a militância comunista. Mas o racionalista, que amava o debate e o discurso claro e convincente, era também um ser humano apaixonado e até místico. Essa contradição fez dele um criador de múltiplas faces, do que dá testemunho sua filmografia, onde se alinham obras A falecida, Garota de Ipanema, São Bernardo, Eles não usam black-tie exemplos da melhor ficção cinematográfica, e documentário como ABC da greve, Partido alto, a série intitulada Cantos de trabalho, um apanhado da diversidade musical do Brasil, e, sobretudo, Imagens do inconsciente, uma trilogia que incursiona pelos universos interiores revelados pelas atividades artísticas de três freqüentadores do setor de Terapêutica Ocupacional fundado e dirigido pela Dra. Nise da Silveira no Centro Psiquiátrico Pedro II do Rio de Janeiro.

Esta biografia, que restitui em toda a sua integridade a figura do cineasta Leon Hirszman, é o resultado de um meticuloso trabalho de pesquisa empreendido pela jornalista e escritora Helena Salem. Com a experiência adquirida na elaboração de Nelson Pereira dos Santos: O sonho possível do cinema brasileiro, já em segunda edição, e de 90 anos de cinema: uma aventura brasileira, Helena Salem logo se deu conta da necessidade de fazer o mesmo percurso interdisciplinar do seu biografado. Daí que, além de consultar o vasto material de imprensa da época, a bibliografia pertinente e os filmes do diretor, entrevistou dezenas de interlocutores de Leon Hirszman: diretores de cinema (Walter Lima Jr, Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Eduardo Escorel, Bernardo Bertolucci, entre outros), atores (Fernanda Montenegro, Othon Bastos), músicos (Caetano Veloso, Edu Lobo), fotógrafos (Lauro Escorel, Luís Carlos Saldanha), economistas (Maria da Conceição Tavares), filósofos (Leandro Konder), psicanalistas (Joel Birman), psiquiatras (Nise da Silveira), além de familiares e amigos. Os testemunhos dessas pessoas permitiram à autora matizar a personalidade e o pensamento desse artista que deixou uma obra extensa, variada e fascinante. Obra que é estudada com apurado senso crítico por Helena Salem – o que enriquece extraordinariamente o seu livro e o torna indispensável para se conhecer um período importante da cinematografia nacional.

http://www.editoras.com/rocco/022039.htm

 

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