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As 19 mortes na região de Osasco, que podem ser fruto de vingança de policiais, relembram os Crimes de Maio e reacendem o debate sobre federalização

Em São Paulo, a rixa entre Polícia Civil e Polícia Militar é tão velha que mesmo os mais experientes agentes do meio têm alguma dificuldade em datar. A queda de braço abrange desde relativas pequenezas de ralo, como discussão entre delegados e oficiais da PM insubordinados, no cotidiano da delegacia, a campanhas salarias. Mas a coisa fica feia mesmo quando as fissuras são expostas em escândalos envolvendo crimes contra a vida supostamente praticados pelos mesmos agentes de Estado que são pagos para zelar pela segurança da sociedade. É isso o que ocorre com a chacina de 14 de agosto de 2015, na região de Osasco, com saldo de 19 mortes. 
 
Com as investigações no início, chama atenção o temor da Polícia Civil e de membros do Ministério Público que já viram como a Corregedoria da PM agiu em chacinas semelhantes, a exemplo de 2006, no massacre que ficou conhecido como Crimes de Maio. Até hoje, as cerca de 500 mortes, sendo metade delas ligadas a agentes do Estado por um estudo de Harvard, não foram esclarecidas. Nesse ritmo, é de se perguntar se as autoridades permitirão a reedição dos Crimes de Maio no caso Osasco, ou em todos os outros que ocorreram nos últimos anos e foram esquecidos pela mídia.
 
No Crimes de Maio, famílias buscaram indenização, sem sucesso. Apenas um policial foi condenado, em 2014, mas recorre em liberdade. A maioria dos processos foram arquivados porque as investigações da Corregedoria foram inconclusivas. E a Procuradoria Geral da República, que poderia abrir o caminho para a federalização das investigações desse massacre, segue sem parecer sobre o assunto.

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