Parlamentares britânicos divulgam relatório criticando Facebook e pedindo regulamentação

"As grandes empresas de tecnologia não podem ser permitidas a expandir exponencialmente, sem restrições ou regulação apropriada", defende comissão

Reprodução

Jornal GGN – Parlamentares britânicos alertam para o risco da difusão das redes sociais sem regulamentação, especificamente sobre a disseminação de informações falsas e privacidade dos usuários.

Nesta segunda-feira, a Comissão para Assuntos Digitais, Cultura, Mídia e Esportes da Câmara dos Comuns do Parlamento do Reino Unido divulgou um novo relatório sobre o tema pedindo ao governo maior regulamentação. O grupo propõe a criação de um código de ética para regular o setor, afim de que empresas como o Facebook tenham medições claras de como lidar com conteúdo prejudicial. Além disso, os parlamentares pedem a criação de um órgão regulador independente que tenha poder para abrir processos e aplicar multas quando uma empresa violar o código de ética. 

Segundo informações do jornal Valor, a maior parte do relatório é dedicada a críticas ao Facebook. A empresa do norte-americano Mark Zuckerberg foi acusada pelos membros do parlamento britânico de violar intencionalmente leis de concorrência e de privacidade, ao lidar com dados de usuários para prejudicar os concorrentes.

O escândalo envolve a empresa de análise de dados Cambridge Analytica e levou Zuckerberg a prestar depoimento no Congresso americano, sob a acusação de vazamento e mau uso de dados de 87 milhões de perfis da rede social.

O relatório apresentado nesta segunda pela Câmara dos Comuns é um desdobramento de recomendações apresentadas pelo mesmo comitê em julho do ano passado. Na ocasião, o parlamentares fizeram recomendações antitruste, incentivo a competição nos setor de tecnologia e proteção de dados.

“As grandes empresas de tecnologia não podem ser permitidas a expandir exponencialmente, sem restrições ou regulação apropriada”, afirma trecho do relatório.

2 comentários

  1. Ué, mas não era anti-capitalista o estado regulamentando empresas privadas “grandes demais para quebrar”? O que mais cabe ao estado, no caso dessas firmas, senão dar-lhes recursos públicos, tomar da gente e repassar a essas “geradoras de emprego”? E quem acredita que a turma que ganha poder – econômico e político – através do Facebook e do WhatsApp vai mesmo acatar alguma decisão estatal?

  2. Estes caras não entendem o ciclo destas empresas , o Facebook está morrendo e vai surgir algo novo que eles vão levar 10 anos para regular. O fato é que a sanha regulatória matou a tecnologia européia , a Europa nada atrás dos EUA , China e Coreia , a França teve um protótipo de Internet muito antes da mesma , morreu na regulação e outras coisas.

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