#TchauQuerida X #RespeitemAsUrnas, por Danilo Strano

#TchauQuerida X #RespeitemAsUrnas

por Danilo Strano

Batalha gerou mais de 7 milhões de citações sobre o impeachment nas redes sociais

Dia 17 de abril de 2016 será lembrado pela batalha online entre  favoráveis e contrários ao processo de afastamento da presidenta do Brasil. Os números alcançando pela hashtag #ImpeachmentDay, utilizada por ambos os lados, são similares aos das criadas em dias de premiações, costumeiramente as mais bombadas.

Com o início da votação marcado para às 14h, a primeira batalha nas redes sociais começou mais cedo. De um lado os que postavam agradecendo o presidente da câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável pela abertura do processo, do outro, contrários a ele, que pediam o afastamento do presidente (#ValeuCunha x #ForaCunha). Vamos considerar o maior número de citações como uma vitória, pois a ideia da hashtag é envolver o maior número de pessoas. Logo, o primeiro vencedor do dia foi o grupo do #ForaCunha, com mais de 1.5 milhões de posts durante todo dia, frente os 800.000 citações do #ValeuCunha.
Outra batalha muito esperada ocorreu entre o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), inimigos declarados e que quase chegaram as vias de fato durante a votação. Ambos são donos de legiões de seguidores. A hashtag mais utilizada pelos apoiadores do Bolsonaro foi #BolsonaroPresidente, citada mais de 460.000 vezes, frente #JeanWyllysMeRepresenta, que apareceu em aproximadamente 670.000 posts.

Mas o principal confronto do dia foi entre o #TchauQuerida, que criada nas redes sociais, apareceu até em cartazes nas mão dos deputados, versus o #RespeitemAsUrnas, dos que querem a continuidade do mandado da presidenta. O Resultado foi significativo. A hashtag que pedia o impeachment teve 2 milhões de posts no dia, enquanto os que pedem a continuidade, alcançaram 4.1 milhões de citações.

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As manifestações online foram utilizadas como base para alguns votos. O deputado Adail Carneiro (PP-CE), por exemplo, justificou o voto dizendo que atenderia os pedidos das redes sociais.  Outro que lembrou das redes sociais foi o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que votou sim “pelos meninos do MBL e do Vem Pra Rua”, grupos criados nas redes sociais que defendem o afastamento da presidente. Jandira Feghali (PC do B) interagiu durante toda a votação com seus seguidores, inclusive fazendo vídeos ao vivo e perguntando sobre a posição deles. Os três foram exaltadas e ganharam destaque entre os principais assuntos comentados.

Apesar da vitória nas batalhas dentro das redes sociais, local onde se encontra parcela significativa da sociedade, o voto contra o prosseguimento do processo do impeachment foi derrotado na câmera. Com a derrota, uma nova hashtag foi criada, #AlutaContinua, que teve quase um milhão de citações nas primeiras horas pós resultado.

Dados coletados: Hashtracking (www.hashtracking.com)

Danilo Strano – 28 anos, cientista político, especializado em comunicação e redes sociais

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17 comentários

  1. Opção para acelerar o rito do impeachment

    Imaginando que já na segunda quinzena de maio a Presidenta poderá ser afastada do cargo por 180 dias, teremos ainda um longo processo de “julgamento” do suposto crime de responsabilidade, que culminaria em novembro deste ano com a necessidade de 2/3 do senado para o afastamento definitivo da Presidenta e a nomeação formal do Michel Temer até 2018.

    Serão necessários 180 dias para conferir se houve crime? Ainda numa coisa tão simples e objetiva: pedaladas e outras operações contáveis em 2015?

    Uma boa possibilidade para Dilma seria solicitar ao STF uma posição jurídica definitiva em relação ao crime de responsabilidade fiscal: Houve ou não houve crime? Pois, se houve crime, Dilma ofereceria a sua renuncia (sugestão minha), que seria um alivio para todos, mas, exigindo o mesmo para o vice Michel Temer e para numerosos Governos de Estado que teriam cometido os mesmos crimes.

    Se o STF indicar que não houve crime, então o senado poderá votar apenas politicamente, mas o povo ficaria pelo menos sabendo disso, e de que se trata mesmo de um “golpe”.

    Se o STF insistir em não se pronunciar, é sinal que eles são parte do golpe e, no caso, há que lutar com todas as forças e ocupar as ruas, inclusive naqueles 180 dias.

    Até agora, tudo indica esta última opção.

    • Alexis,

      Alexis

      Acho que o Zé da ACU antecipou possível recurso ao STF entre a aprovação na Comissão do Senado (já carimbada a priori pelos golpisttas) e o julgamento da admissibilidade no plenário. Nas opções que você coloca, deveria estar a convocação por Dilma de eleições diretas em vez da renúncia simplesmente, como várias pessoas já colocam. O ideal seria que, se o golpe fosse consumado no senado, um movimento popular pusesse os canalhas golpistas para correr, como aquele fdp argentino, o De La Rua, que teve que fugir de helicoptero. Mas, com todas as instituições da República dominadas pelos golpistas, talvez a única chance de detonar um movimento popular irresistivel pelas diretas já (desta vez, contra o PMDB golpista, o que seria interessante) seja a convocação pela presidente, na hipótese do STF resolver assumir que é golpista.

        • “O ideal seria que, se o golpe fosse consumado no senado, …”

          “O ideal seria que, se o golpe fosse consumado no senado, um movimento popular pusesse os canalhas golpistas para correr, como aquele fdp argentino, o De La Rua, que teve que fugir de helicoptero.”

          • Minha cara Anarquista Lúcida

            Minha cara Anarquista Lúcida

            Você espera que as Forças Armadas, pressionadas pelo povo, reponham a presidente no palácio, como na Venezuela em 2002? Para o governo dela continuar, precisaria também o povo, desta forma ou de outra, fechar a “Assembléia Geral de Bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha”, você não acha? E também o TSE de Gilmar, Toffoli e Fux, não? E até o STF desses três e mais Celso de Mello, Rosa, Carmem, Fachin, e até Luis “Segunda Instância Prende & Não Analisa Mérito do Impitim” Barroso e Teori “Deixa Cunha Quieto & NãoEmpossa Lula” Zavascki, não? E também fechar a Rede Globo, não? Aí já estaríamos falando de Revolução.

            A militância poderá lutar por isso, minha amiga. O povo não lutará por nada disso, minha cara Anarquista. Poderá, e aqui há uma chance, lutar por diretas, como uma chance de mudar a política economica que lhe vergasta o lombo e como uma chance de impedir que se instale de vez uma república de bandidos no Brasil, dominada pela “Assembeia Geral de Bandidos”.

          • Francisco, vc está sendo incoerente

            Ou acredita que um movimento popular possa conseguir algo, ou nao acredita. Eu acho pouco provável, mas, se houver um movimento forte, impossível nao é. Mas nao acho que se deva lutar por um “GOLPE 2” em vez do GOLPE 1. Ou se consegue a manutençao/volta de Dilma, ou é melhor nao ajudar os golpistas a dar ar de legitimidade ao golpe realizando novas eleiçoes. E eleiçoes com que candidatos? Vc tem ilusoes de que a Direita deixaria o Lula se candidatar? Nao vejo nenhum outro no horizonte. Infelizmente, porque acho que um país nao pode ficar dependendo de um único homem. Mas todos os outros possíveis acho de ruins a péssimos. Cuidado, lute por eleiçoes e consiga um Serra da vida…

          • Anarquista, você mistura minhas opiniões com avaliações

            Anarquista, você mistura minhas opiniões com avaliações

            O Alexis propôs renúncia da presidente. Eu disse para ele que, bem, se é para propor renúncia, melhor seria que a presidenta convocasse eleições diretas. Ao final, eu disse que ‘Mas, (…) talvez a única chance de detonar um movimento popular (…)”. Com estes dois trechos, em momento algum estou expressando minha opinião. Onde faço isso – expressar minha opinião – é no trecho “O ideal seria que, se o golpe fosse consumado no senado, um movimento popular pusesse os canalhas golpistas para correr, como aquele fdp argentino, o De La Rua, que teve que fugir de helicoptero”, como repliquei numa das respostas, e torno a replicar aqui. Não vejo, portanto, onde eu possa estar sendo incoerente, minha cara Anarquista. Um grande abraço.

             

          • Sua posiçao ficou + clara, mas discordo que seja melhor

            Convocar eleiçoes daria uma aparência de legitimidade ao golpe. Foi o que houve no Paraguai e em Honduras, lembra?

          • Sem dúvida, mas nesses casos quem convocou foi…

            Nesses casos quem convocou eleições foi a própria direita golpista em cada caso, e não os golpeados Lugo e Zelaya. Mas, sem dúvida, aqui, mesmo a esquerda (Dilma) convocando, será usado pela direita para legitimar o golpe, MAS SOMENTE se a direita ganhar também tais eleições, como é próprio dos golpistas. Abs.

             

  2. É importante notar que

    É importante notar que pesquisas feitas com base em dados que dependem de “popularidade” na Internet são facilmente manipuláveis, basta um único desonesto com as ferramentas certas. Tendo dito isso, os resultados do pesquisador sugerem que os objetivos do seu congresso não têm nenhuma relação com os objetivos do seu povo (que este congresso alega representar). Isso é significativo não acham?

    • Caro, tudo bem?
      Trabalhei com

      Caro, tudo bem?

      Trabalhei com números absolutos para evitar qualquer têndencia na ánalise. Mas sim, em mãos má intencionadas, essas ferramentas são facilmente manipuladas. 

      Concordo com sua persepção, o desejo do povo está distante dessa atitude do congresso. A questão é, como solucionar esse problema? Uma reforma política seria capaz?

  3. No senado os golpistas

    No senado os golpistas precisam de 41 votos, para aceitar o processo. Para o julgamento é preciso de 54 votos. Color foi declarado inocente das acusações, nao assumiu novamente a presidencia, por que renunciou. Dilma nao tem crime e nao vai renunciar.Se o senado nao condena-la, ela assume novamente o cargo. Esta é a palhaçada que nos vamos ter que conviver.

  4. por falar em manipuilação, há

    por falar em manipuilação, há possibilidade do mbl e seus sucedaneos

    criarem robozinhos com linguagens diversificadas para

    pressionar os deputados tb, não há, não?

    essas entidades tipo mbl são comprovadamente subsidiadas pelo que li

    pelos irmãos koch, aqueles que representam a industria pretrolífera ianque….

  5. + comentários

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