Por que ninguém mais quer ser professor na escola pública?

O desinteresse dos alunos pelos estudos, aumento dos casos de indisciplina, violência e atos infracionais nas escolas preocupam os educadores. Além dos baixos salários e as más condições de trabalho, são as principais causas geradoras de angústia, insatisfação, medo, desestimulando-os ao exercício da profissão. Frase como, por exemplo: “os jovens de hoje não tem limites”, “não querem saber de nada”, “não estudam”, “são apáticos”, “sem educação”, tornaram-se comum. As escolas públicas são muito mais vulneráveis a esses problemas pelas suas características: plural, universalizada, composta por uma clientela heterogênea quanto à condição econômica, social e cultural.

A educação básica na escola pública vai mal. As universidades reclamam, dizem que os alunos que chegam as universidades tem informação, mas são incapazes de compreendê-las. De que será a culpa? Da escola? Dos educadores? Do Estado? Dos Jovens? A racionalidade nos indica que a culpa não é dos nossos jovens, afinal, eles não nasceram prontos, foram produzidos assim na configuração política e social em voga. Sabemos que desde que o “mundo é mundo” os jovens sempre manifestaram certa rebeldia. O que mudou foi à configuração da rebeldia. A indisciplina e a violência revelam-se cada vez mais cruel e perversa.

A indisciplina e a violência na escola é a reprodução da violência que ocorrem na sociedade. A escola não é desconectada da sociedade, faz parte dela. As condições políticas e sociais do país, má distribuição de renda, impunidade, corrupção, baixa escolaridade e de renda da maior parte da população são exemplos de problemas sociais que refletem na escola. Além disso, as mudanças sociais contemporâneas ocorridas no modelo de família refletem na formação dos jovens.  Atualmente os pais necessitam trabalhar, as crianças e adolescentes tem ficado cada vez mais aos cuidados de terceiros ou sós, numa fase da vida tão importante para a educação de valores indispensáveis à boa convivência humana. O pior é que, muitas vezes, a família não é referência. Esses problemas se agravam nas famílias de baixa renda, eles não podem pagar uma cuidadora capacitada ou colocar numa escola infantil de qualidade. Faltam vagas nas creches e de projetos alternativos que acolham essas crianças e adolescentes enquanto os pais trabalham.

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Pois bem, esses jovens indisciplinados e violentos estão nas escolas, não é a maioria, mas são muitos. Não estão lá para estudar, estão ali porque a escola é um ambiente social deles ou porque são obrigados. No final dos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio os problemas se agravam. Aumentam à falta de respeito, alunos se recusam a fazer atividades e estudarem, atrapalham as aulas, brigas, xingamentos, palavrões, depredação do patrimônio público, bulling e ameaças são exemplos de ocorrências diárias no cotidiano das escolas. A figura do professor, que antes, e não faz muito tempo assim, talvez uns vinte ou trinta anos atrás, tinha a função de professar o conhecimento, hoje não é, mas assim. Hoje, ele tem que mediar conflitos, chamar atenção dos alunos, enfim, tentar primeiro manter a ordem para que a sala de aula tenha condições de fazer o que ele fazia antigamente.

 A questão é que manter a ordem da sala está cada vez mais difícil, os professore não obtém êxito. É humilhado, ameaçado e ofendido com palavrões. O bom aluno que tentar defender o professor e a ordem, também é ameaçado.  Outros, menos violentos quando é chamado atenção, olham para o professor com “cara” de deboche e respondem: “tô suave”; “não dá nada não professora”. Ah! Vai me mandar para a diretoria? Vai chamar meus pais? Conselho Tutelar? Boletim de Ocorrência? Fica a vontade “fessora”.  “Não dá nada não”. Suspensão? Que bom vou ficar uns dias em casa e ficar mais na internet, “na brisa”, vou curtir.

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Os educadores trabalham em situações extremas de nervosismo, medo e angústia. Preparam aulas maravilhosas e não conseguem colocar em prática. Não é possível produzir se o ambiente e as condições não são favoráveis, o resultado é a baixa qualidade do ensino e não está pior porque muitos não desistem. A maioria é consciente de suas responsabilidades: transformar vidas, mudar a realidade caótica de muitas crianças e adolescentes, prepara-los para serem cidadãos críticos, conscientes, responsáveis e com uma formação moral e ética por uma sociedade melhor. O paradoxo é que eles são responsabilizados pelo fracasso e o insucesso escolar. Angústia dupla. Na hora de receber o salário, outra angústia.

Jovens, educadores e pais são vitimas do modelo educacional político social e histórico. A melhoria da qualidade da educação acontecerá na medida em que o país melhore a qualidade de vida da sua população, valorize a nossa cultura e desvincule do modelo de práticas curriculares eurocentrista, uniformizadora e colonizadora. Por enquanto, qualquer intervenção nas escolas é apenas um paliativo e isso não dispensa qualquer ação dos sistemas de ensino. Por exemplo, capacitar os educadores é muito importante, mas hoje não é esse o principal problema. O maior problema é tê-los. Ninguém quer ser professor com o salário que ganha e com as condições de trabalho vigente e se nada for feito a educação brasileira travará em breve.

85 comentários

  1. correção

    Eu não desisti por falta de consciência da minha responsabilidade. Teu texto é perfeito, alás muitas das suas palavras já usei em meus próprios textos. Mas a questão da desistência dos professores, tem um pormenor que não sei se você não conhece, ou não se lembrou, que além de tudo isso há a questão ergonômica e a soma de tudo, pode provocar a SÍNDROME de BURNOUT, que é a síndrome da desistência laboral. O cérebro manda um comando de “desligamento”antes que o trabalhador tenha um AVC ou o coraçao tenha problemas irreversíves. Muitos professores já morreram em plena sala de aula, ou no dia seguinte, em casa.

    Estou aposentada por invalidez. Cinco meses antes do acontecido, eu regia 5 corais e flautistas que eu ensinei, para autoridades governamentais em comemoração ao Natal. Era extremamente dedicada ao meu trabalho. Sou a quarta geração de professoras da família.

    Se puder dar uma olhada a minha página, agradeço.

    Um abraço,

    Profesora Íria

    • Desconhecia essa síndrome

      Boa noite!

      Interessante você citar essa síndrome pois sou jovem mas tive esses sintomas, uma vez tive um stress tão grande que pensei que ia ter um enfarto, no outro dia eu estava com dores no peito. Vou ler sobre isso! Desconhecia! vou desistir da área, eu não aguento mais!

  2. Comentários

    Oi Luiz Claudio

    Gostei muito do teu texto. Muito difícil achar na mídia alguém que fale a verdade. Agradeço,

    Só gostaria de falar que independentemente da responsabilidade em relação à educação, existe a SÍNDROME de BURNOUT. O cérebro manda uma ordem de “desligamento ” do labor como auto defesa. Não fosse isso muitos morreriam de AVC durante a aula. Sou profesora de Música, quarta geração de professoras da família, amor total à educação, porèm aposentada aos 48 (hoje tenho 50 anos), com o título de INVÁLIDA, com 40% dos meus proventos.

    Cinco meses antes da desistência eu me apresentava às autoridades paranaenses com o meu e mais 5 corais de outras escolas ensaiados por mim, além do meu grupo de flautas, como se nunca nada fosse dar errado.

    Se puder entrar na minha página  quem sabe até curtir, seria um prazer e um privilégio meu.

    Um abraço.

     

  3. Comentários do artigo.

    Excelente texto!!

    Sou professor de escola pública e confesso que realmente a situação nas escolas está insustentável.

    O Governo tem duas opções: valorizar ou valorizar a educação e o professor.

    Respeito agora, urgente !!

    O Brasil precisa de luz imediata!!

    Prof.Sérgio

  4. Autoridades têm obrigação de

    Autoridades têm obrigação de valorizar e pagar melhor os professores não resta dúvida, mas nem que ganhassem 20 mil mensais dariam conta de educar criaturas que vêm de casa sem um mínimo de educação e respeito a quem está ali para ensinar, comportamento das crianças  e adolescentes, não importa a classe social, é deplorável. Quem vai se sujeitar a ser tratado como cachorro por alunos pobres e ricos sem nenhum interesse? E outro ponto crucial é a pedagogia, o sistema de ensino que não atrai nenhum adolescente, sistema falido, é preciso um esforço nacional entre vários setores para criar um sistema que desperte a vontade de aprender, de ficar na escola, que propicie descobertas, do jeito que está, não haverá professores e muito menos alunos ou os corpos estarão lá mas a mente… Pais devem acordar para a responsabilidade que têm com seus filhos, mesmo que tenham que trabalhar, a escola não tem obrigação de educar as criaturas sem nenhum limite que mandam para serem ‘consertadas’ quem pariu Mateus que o eduque para que possa receber ensinamentos na escola!

  5. Responsabilidade

    Os governantes tem a sua parcela de culpa. Mas a sociedade também tem. Leciono na rede pública. Lá há canais que permitem a participação da comunidade – Os Conselhos de Escola. Mas quantos pais participam? Reuniões de pais e mestres, momento em que a escola pode discutir o desempenho individual do aluno com seu responsáveis, são vazias. Poucos comparecem e os que comparecem, são pais de alunos que geralmente apresentam um bom rendimento (alguns chegam e logo querem ir embora, alegando mil desculpas). Pais dos alunos que apresentam problemas de aprendizagem e de disciplina, raramente aparecem. Muitas vezes, governantes são como a personagem Geni da música do Chico Buarque. 

  6.      Este é um dos poucos

         Este é um dos poucos textos que diz exatamente o dia a dia de uma sala de aula de uma escola pública onde situações de violência, abondono da responsabilidade dos pais, degradação da família entre outros está diretamente refletida e direcionada neste espaço (que é a sala de aula). Lugar onde muitos professores sofrem constantemente agressões verbais e até morais, enfrentando até passar do seu limite, trazendo angústias e dor. Algo difícil de mencionar, pois não há uma ferida visível, mas que sangra, levando com ela seu propósito, seu objetivo e seu entusiasmo.

     

  7. Escola pública

    Seu texto documenta a tragédia cotidiana da vida dos professores e professoras da escola pública.

  8. É justamente assim, esse

    É justamente assim, esse texto não poderia explicar melhor a situação dopofessor na escola pública.Sou professora da rede pública e é mesmo assim a situação.

    • Escolas privadas

      Infelizmente esta realidade não está apenas em escolas públicas…mas nãs escolas privadas também, o que acaba sendo pior, pois ainda tem a pressão dos pais ignorantes “estou pagando”, então quero resultados…mas não veem que o filho também precisa de orientação e limites em casa, então o culpado acaba sempre semdo o professor, que ora não é bom profissional, ou ora não domina a turma…que fim teremos?

  9.  O pior de tude é que a

     O pior de tude é que a escola é uma instituição especializada, na transmissão do comhecimento e hoje é forçada a fazer coisas, para as quais não foi criada e nem tem condições físicas e humanas para dar respostas.

      O judiciário é cretino quando cobra coisas absurdas das escolas e de diretores. Exemplo aqui no RS, gente do SOE, tem que fazer serviço de oficial de justiça , indo atrás de menores, a preços de salários de professores. A escola tem que ser hoje creche, centro psicológico, reeducadora de deliquentes, assistência social, etc.

      Os diretores são pressionados principalmente pelo judiciário, de forma direta , ou atravé dos governos estaduais e municipais.

       O direito de punir, parece não existir mais. Só existem deveres para professores e diretores.

        O judiciário que vá cuidar da inflação de processos no Brasil, que não dão conta, mesmo com seus altos salários e regalias. Deixem a educação com os educadores.

  10. Essa leitura me caiu bem

    Essa leitura me caiu bem hoje. Vejo os absurdos do nosso sistema e lamento a situação e a inapetência das pessoas em tentarem mudar esse quadro, e o pior que é me enquadro nesses. Vejo adolescentes se transformando em futuros delinquentes e a sociedade apenas assiste a perpetuação do caos. Não há medidas efetivas. É tudo muito teórico. A educação não se dá só com professores, nem com tecnologia, é preciso um sistema justo, inteligente e eficaz. Não temos. Os jovens não tem limites, ninguém dá. Os profissionais tem medo, medo porque a lei não é aplicada, não funciona. Quando o jovem começa a delinquir não vejo um acompanhamento sério de assistentes sociais, psicólogos. Somos omissos, mas o mundo do crime não. No futuro esses casos deixados pra lá serão os bandidos que depois de fazer suas vítimas serão “reeducados” no nossos humanitário sistema penitenciário. É tudo engodo. A educação precisa melhorar, mas não só ela, mas todo o sistema. Infelizmente as palavras não mudam nada.

  11. Cinco anos e uma certeza

    Olá Luiz Claudio e colegas do Blog do Nassif

    Tenho trinta e três anos e há 5 como professor na rede pública de SP e faço do texto a síntese de tudo o que se passa em sala de aula tanto na perspectiva dos jovens como na dos professores.

    A situação é de fato caótica nas escolas, não há condições de exercer o mínimo sem passar por nervoso ou coisa pior em sala. Além do já citado no texto, acrescento a burocracia escolar que  ADORA PAPÉIS preenchidos de forma a dar números às diretorias de Ensino para dar a impressão de tudo está as mil maravilhas.

    Nos HTPCs (Hoje chamados de ATPCs) as coordenadoras vem com um discurso de que temos de dar o nosso melhor em sala… que os alunos são assim mesmo… que temos de cativá-los, etc. e tornar as aulas mais atrativas; vídeos e textos motivacionais que mais deprimem que ajudam os professores.

    Estou para tomar a decisão de este ser o último dando aula. Simplesmente não aguento mais toda a máquina de moer sonhos – dos alunos e professores. Minha saúde física e emocional já não é mais a mesmo de começo de carreira. Só para exemplificar, era um leitor assíduo até o ano passado e hoje mau consigo ler material didático tamannha o cansaço e falta de vontade. Só não exonerei o cargo ainda por causa das dívidas contraídas em sua maior parte pelo baixo salário.

    Simplesmente não dá mais.

    (desculpem o desabafo)

    • Realidade

      Fernando…

      Esta é a realidade de 99% dos professores..os outros 1% certamente estão mentindo e se enganando…eu leciono a 15 anos e estou pronta para mudar de profissão também…pois passo os dias querendo sumir! Então uma mudança precisa ser feita!

      Um abraço e boa sorte a você!

  12. Escolas,,, diretores,,,coordenadores,,professores,,,,

    Continuando: funcionários,,,,sociedade,,,,governos,,,,: Todos são responsáveis pelo mal  resultado nas escolas.

    Sabe para quem sobra? Evidentemente….para a parte mais fraca: Os alunos.

    Frequento escola desde 1978 quando aos 3 anos meu primeiro filho foi matriculado  no Maternal.

    Em 1992 ele saiu com o antigo Colegial feito.

    Era um aluno bom….nada a reclamar….

    Em 1998 meu segundo entrou na escola.

    Este ano termina o Ensino Médio.

    O primeiro estudou em escola particular do início ao fim.

    O segundo tb….exceto o E.Médio que fez em uma ETEC.

    Resumo: Salvando as exceções….fiquei decepcionada com a falta de envolvimento da escola

    dos professores e demais profissionais da área.

    Mais fácil responsabilizar os alunos.

    Que vão para a escola e não são acolhidos.

    Criança e adolescente precisa de estímulo para ir a escola,,,aprender,,,,e se empenhar.

    Tive sorte pois os meus dois filhos me ouviram.

    Mostrei os benefícios que eles teriam no futuro se se apaixonasse pela escola,,,pelos professores,

    pelos livros,,,,pelo saber.

    Fico penalizada ao saber que tipo de profissional muitos vão encontrar.

    E feliz quando lembro dos bons e ótimos professores que meus filhos cruzaram pelas salas de aula.

    Entretanto reforço….: a responsabildade….para não dizer culpa…..são dos profissionais da área e da-

    queles que boicotam a educação brasileira.

    Minha missão escolar se acaba este ano….daqui pra frente será Universidade.

    Quem sabe como será?

    Yara Maria Marques…

     

     

     

     

     

     

     

    • Você deve estar de

      Você deve estar de brincadeira ,né?Está culpando os professores pelo estado da Educação no nosso país?Isso,continue assim.Continue se eximindo de sua responsabilidade de mãe e transfira para a escola aquilo que é seu dever. Então os alunos vão para a escola e não são acolhidos?E os professores que vão trabalhar podem aguentar xingamentos, violência de todo tipo não é? Cada uma que aparece…

    • vc de estar de bricadeira

      com certeza essa pessoa ai (mamae) nunca pisou em uma sala de aula para lecionar! nao sabe o que esta falando!eh muito facil por a culpa nos professores dizendo q os filhos nao sao acolhidos!!me poupe ne senhora!!!

  13. desistindo da profissao

    Estou a pouco tempo na profissao em esola publica, e assim como tantos vou desistir..estou ficando doente, depressiva, sinto nao tenho mais vida…pois tudo isso me sufoca, nao sai da minha cabeça.

    é muito triste.

      • Eu te entendo cara! Eu
        Eu te entendo cara! Eu lecionei Geografia em ensino fundamental II e ensino médio em escola pública entre 2009 e 2010, se foi ruim dar aula para ensino médio, muito pior dar aula em ensino fundamental II, simplesmente comecei a detestar dar aula e cai fora, hoje faço um curso tecnológico em construção civil em uma FATEC também e vou querer fazer Engenharia Civil depois de concluir o curso que estou fazendo, hoje estou com 30 anos e hoje eu trabalho na nova área e vejo que não me arrependo nenhum pouco de ter saido da educação, não existe nada mais estressante do que ser professor, nem quando estiver mais velho vou querer saber de voltar e acho que até trabalhar com carceragem é menos estressante, isso eu posso garantir!

  14. Esta mesma situação não tá

    Esta mesma situação não tá diferente na escola privada. Não aparece tanto porque estar tudo escondido. E só viver ou verificar de perto. O grande problema é que a educação tradicional estar em crise.  Outro problema , é que nunca neste país a educação  foi levado a sério,tanto pela sociedade como pelos governos. Basta ver mísero salário dos professores. Infelizmente, o que houve foi a universalização da educação, sem uma preocupação com qualificação. Quem pensam que educar, é simples e barato, estar fora de eixo ou estar querendo lucrar com esta situação. Infelizmente, não estamos educando, mais adestrando para atender os interesses do mercado. Neste sistema, ser consumidor é mais importante que ser cidadão. Não tenho dúvida, que a saida para estar situação estar nas ruas, como ficou bem expresso nas manifestações este ano.  O povo brasileiro precisa  mostrar a cara e realizar as mudanças necessárias.  

  15. Comentar seu texto

    Tonchis,

     

    Bom dia. Tenho uma história de 26 anos dentro da escola pública. Adoeci no final desse tempo. Precisei de me tratar por 4 anos e compreender que teria de deixar. Embora, permaneça no Ensino Superior. Não sei lidar com outro universo que não educação.

     

    Mas, diferente de muita gente, a agressão sofrida não veio dos meus alunos (ou não foram pelas agressões vindas deles). Veio exatamente desse contexto social, político e histórico que vivenciamos. Isso sim, calou fundo nas minhas energias. Não conseguia nem mais ir a um movimento grevista, porque aquilo tudo (considerando principalmente o desrespeito) levava-me a dores horríveis de cabeça, a ponto de me sentir com a cabeça oca, vazia, sem capacidade pra raciocinar. Perder-me de mim mesma, sem referencial.

     

    Nesse contexto, meus alunos (ou todos os nossos alunos) são frutos de uma sociedade cujos referenciais de valores são os que pautam pela linha do descartável. Como os fichários que usam. Joga-se tudo pela janela ou no lixo. Inclusive a própria vida. Matam-se ou são banidos porque quem não têm o direito de sonhar. E quem não sonha, não tem perspectivas de futuro. Sem futuro, par que o hoje serve?

     

    Obrigada por nos permitir a leitura. Tenho, também, tentado levantar  minha voz através da escrita. Sem sonhar que é possível, não mais se pode viver, naõ é?…

    Abraços.

  16. Interessante

    Olá.

     

    Gostei muito do seu texto. Sou professora da rede pública e convivo com a realidade descrita nele. Confesso que estou pensando realmente em mudar de profissão, pois acredito que estudei tanto e me dediquei a vida toda para ser RESPEITADA, e não tratada como uma miserável numa sala cheia de delinquentes. Cansei. Antes, queria seguir carreira na educação, agora, será só um paliativo. Recentemente, tive o pneu do meu carro esvaziado por um “merda” simplesmente porque este passou o ano todo sem fazer nada, enchendo o saco na sala de aula, dando uma de maloqueiro, chefe de gangue… Já passei muitas coisas, mas isso me desiludiu. 

     

    Desculpem o desabafo. 

  17. Triste realidade

    Amei seu texto, mas é isso mesmo, é muito triste presenciar isso, o que estão fazendo com nossos jovens? Cada dia que passa o aluno de escola pública sabe menos, são desinteressados. Ola, não sei o que será do nosso Brasil daqui uns 20 anos .

  18. Adeus escola pública!

    Sou professor efetivo, acabei de prestar o concurso; fui bem classificado. Peguei 20 aulas de Sociologia numa escola que – disseram – é “boa”.

    Fiz uma “mauiêutica sociólogica” com todos os alunos.

    Alguns dados interessantes que obtive:

    – mais de 90% disseram que esperam uma melhora no ensino.

    – mais de 80% disseram que a Sociologia é necessária para eles conhecerem e exercerem os seus direitos

    Já tomei a decisão de desisitir.

    “Desistir por falta de consciência da responsabilidade em formar cidadãos e blá blá blá”. Engraçado que eu estava com essa ideia. Ficava matutando em casa – antes de assumir o meu cargo: “É Deus que está fazendo tudo isso; vou poder ajudar o meu próximo; ensinar aos jovens tudo o que aprendi até hoje”.

    Sou professor de Sociologia, pela UNESP, e tenho mestrado em História da Ciência, também pela UNESP. Não sou só eu: conheço vários professores que também são bem formados, possuem mestrado e estão na escola pública. Será a necessidade de se ter um trabalho?

    CELULARES: eles – os alunos – não têm nem o que comer em casa. Mas TODOS têm celulares. Fiquei chocado ao ver jovens com tablets (é assim que se escreve essa bosta?) de última geração, coisa de mil, 2 mil, 5 mil reais. Na minha opinião deveria ser proibido os alunos entrar com celulares na escola.

    Metade das salas são boas e metade ruins. Algumas salas são como se fosse tipo uma cadeia, e a impressão que dá é que você, professor, é um agente carcerário.

    Depois de 3 ou 4 semanas, vou pedir exoneração/demissão do cargo. Sou solteiro. Não tenho filhos. Por que Deus ou sei lá quem determinou-me a cumprir a sublime missão de educar filhos alheios?

    Até pensei que Deus tinha escolhido tudo isso por mim. Contudo, hoje, pensei: “Se foi Deus quem escolheu por mim, porque não é Ele que está lá suportando aqueles adolescentes rindo na tua cara, te desafiando?”.

    Tem um jovem lá que vai vestido de Zé Pelintra. Vocês sabem o que é isso? Zé Pelintra é um espírito da Umbanda, que aparece vestido de calça branca e gravata vermelha. Pois é, o “moleque” parece ele (é sério isso). Fica andando pela sala, como se ali fosse uma “bocada de pó” e ele mandasse “na parada”.

    Adeus escola pública! Eu não quero. Minhas aulas estão lá viu? Vou acabar de preencher os conteúdos na caderneta – fala sério gente! CELULAR esses filhos da mãe têm! Mas dinheiro para colocar catracas eletrônicas para registrar eletronicamente a presença dos alunos não?

    Por que os celulares nao poderiam ser usados para voce passar a matéria e mandar por email do teu notebook para o android deles? Assim, o professor teria mais tempo para dar uma boa aula dialogada… Mas, se podemos complicar, não é?

    Você lá dando aulas, e eles rindo na tua cara… Sim, têm os querem aprender. Mas já disseram aí acima: clientela heterogênea…

    Hoje não é mais cobrado do professor o conhecimento a ser transmitido, mas sim a sua capacidade, habilidade, o seu jogo de cintura em lidar com todas essas contradições que, afinal, são geradas pelas próprias demandas do currículo.

    Pára! Gente, vão por mim: o crime não compensa!

     

     

     

     

    • Engraçado

      Ri muito de seu comentário!

      Não pela situação, mas pela forma bem humorada com que escreveu!

      Você tem futuro…parte para outra! Estou tentando fazer isso também!!!

      um abraço

    • Duas horas da manhã e eu
      Duas horas da manhã e eu lendo isso, porque depois de uma noite de horrores não consigo dormir.
      Meu primeiro ano e já peguei turmas no período noturno, a sensação é de estar na cadeia mesmo, só que sem ter como se defender.
      Pensava eu, que por ser nova e mulher passava por isso. Grande engano.
      Lendo isso tudo, li meu dia a dia. Triste realidade.
      O que fazer?
      Rezar para conseguir outra colocação no mercado de trabalho e passar em um concurso.
      Amo Biologia, mas não vejo futuro nesse presente desgastante, onde me sinto inútil, desprezada, desrespeitada, e muitas outras coisas.

  19. Por que ninguém mais quer ser professor na escola pública?

    Quero agradecer o seu texto. São poucos os que falam a favor dos professores. O discurso da maioria, principalmente de pessoas que nunca estiveram eu uma sala de aula, só responsabiliza os professores pelo mau desempenho dos alunos e pela sua indisciplina. É muito mais cômodo pensar assim do que fazer uma análise mais ampla. Enfrentamos todo tipo de abuso e desrespeito e não temos como nos defender. Os pais se isentam das suas responsabilidades e temos que trabalhar sem estrutura, sem apoio. Quando tentamos nos defender de alguma afronta e ter autoridade em sala de aula os maus alunos ainda conseguem reverter a situação a favor deles, com a desculpa, de que os estamos constragendo ou até com filmagens descontextualizadas ou planajedas por grupinhos para nos desmoralizar. Está se formando uma geração sem valores, sem escrúpulos, que quer conseguir as coisas sem esforço nenhum ou fazendo o menor esforço possível. E que não se importa com ninguém.

  20. Decisão tomada
    Trabalhava como bancária e decidi mudar de ramo e finalmente fazer aquilo que gosto: ser professora.
    Formada em Letras, trabalhei com Vendas, na TAM e em Banco. Trabalhei bastante e também ganhei muito dinheiro, mas o que queria mesmo era fazer o que gosto, a profissão na qual estudei. E por isso, estava procurando informações sobre dar aulas e nem ingressei na área e a decisão já foi tomada! Desisti. Não vou dar continuidade à este sonho. Serei realista e irei voltar a trabalhar em qualquer empresa, e exercer um cargo qualquer.

    Agradeço ao autor do texto e a todos que comentaram.
    Abraços e boa sorte!

    • Decisão tomada

      OLHA, CADA UM É CADA UM. TENTE SIM EM ALGUM PERIODO DO DIA SER PROFESSORA, VÁ COM CALMA, MAS TENTE. HÁ PESSOAS QUE ENTRAM EM SALA SEM PENSAR NO SEU PÚBLICO. MUITAS VEZES SÃO CRIANÇAS E ADOLESCENTES QUE VIVEM QUASE NO MUNDO DO CRIME OU PERTO DELE. MUITOS PROFESSORES LIDAM BEM COM ELES, TÊM MUITA LIDERANÇA, CONSEGUEM CONQUISTAR E MOTIVAR. CRIAM ATIVIDADES EM QUE O ALUNO NÃO É APENAS UM OUVINTE PASSIVO. SE VOCÊ QUER OUVINTES PASSIVOS, NEM NAS MELHORES ESCOLAS DO MUNDO VOCÊ CONSEGUIRÁ DAR AULAS. A VIDA MUDOU, O PROFESSOR TAMBÉM TEM DE COMPREENDER E APRENDER FALAR COM ESSA GERAÇÃO DOS COMPUTADORES E FACEBOOK. TUDO DEPENDE DE COMO VOCÊ SE COLOCA PARA ESTE ALUNO.

  21. Simplesmente desisti.

    TENHO 40 ANOS, SOU FORMADO EM LETRAS E LECIONEI INGLÊS POR 6 ANOS EM CURSOS PROFISSIONALIZANTES. APESAR DE MEGRADUAR AOS 33, LOGO ARRUMEI EMPREGO NUMA ESCOLA TÉCNICA,MAS…NO INICIO O IDEALISMO VEIO A TONA E NO FIM O DERROTISMO.POR TODOS OS MOTIVOS JA CITADOS NO COMENTÁRIO.QUEREM SABER :ENGAVETEI MEU DIPLOMA. ESTOU A PROCURA DE OUTRA COLOCAÇAO NO MERCADO DE TRABALHO. ACHO QUE VOU VOLTAR A SER SEGURANÇA , PELO MENOS POSSO USAR A FORÇA QUANDO NECESSARIO. PROFESSOR NAO DÁ MAIS….

    ABRAÇOS

    ANDRÉ

    • Segurança

      Concordo com você colega, eu sai da área da segurança para dar aula e me convenci que além de ganhar a mesma coisa,  o meu encomodo era o dobro não resisti e voltei para a área da segurança, pórem não parei de estudar estou no meio do mestrado e pretendo dar(VENDER) minhas aulas em uma faculdade.

  22. Adeus sala de aula!!!

    Ontem lecionando para turmas e turmas de pseudo-alunos vagais brasileiros, hoje com uma proposta de trabalho em T.I. no Canadá, GRAçAS A DEUS CONSEGUI CONVERTER UM ERRO EM BÊNÇÃO!!! (laughing a lot).

     

    ps: I have pity on you all

  23. Desisti antes de começar
    Sou formada em Administração e tenho MBA em Controladoria de Empresas.

    Conheço uma pessoa que é pedagoga e me deu a dica de trabalhar como professora através do “contrato emergencial”, que ocorrerá nos primeiros meses de 2015.

    Me interessei porque o mercado de trabalho está muito difícil, apesar de ter experiência na área financeira, formação, mas se manter numa multinacional não é fácil.

    Enfim, estou pensando muito nessa profissão, já que estou com 35 anos, e poderia conciliar a maternidade com o trabalho, inclusive penso em fazer uma licenciatura, porém… lendo os comentários acima, fiquei horrorizada.

    Sei que professor não é valorizado, mas ser desprezado, humilhado e responsabilizado por atos delinquentes de bandidos com máscara de aluno, é desesperador.

    Acredito que existam alunos interessados em aprender, estudar, ter um futuro limpo, livre das drogas, das más companhias, mininizar os problemas que a vida nos prega… mas as custas de um ser humano que sonha, que tem objetivos, que luta, estuda pra passar com clareza e responsabidade os conhecimentos, e é diminuido a nada dentro da sala de aula, sem nenhum respeito, sem ser punido pelo sistema que só contribui para a “burrice” da sociedade, e que não tem sequer condições de lutar pelos próprios direitos e cobrar os deveres das autoridades, é impossível lutar contra o mundo.

    Com muito carinho, atenção e realismo, vou estudar até que ponto vale a pena me desgastar, com seres que não tem estrutura familiar, carinho e respeito dentro de casa. Ensinar o que não querem aprender, é quase impossível.

    Desta forma, teríamos que ter um governo com vontade e interesse nos jovens, que serão o futuro (que futuro?)…. Vejo nosso futuro como o filme Ensaio sobre a Cegueira… o caos… que já estamos enfrentando, mas não querem enxergar.

  24. Por que ninguém mais quer ser professor na escola pública?

    Os professores de hoje devem achar que a culpa não é do professor de escola pública. mas acredito que num processo de médio pazo o professor vem sim sendo o principal fator de degradação da educação pública. Se olhar-mos o passado do Brasil veremos que sempre houve pobresa e que a escola pública já passou por situações financeiras piores e nem por isso tinham resultados tão ruins. Os principais fatores tem sido a má formação de professores e a falta de vocação, outro, a política tem sido a principal porta de entrada de falsos professores que visam muito mais se locupletar. como já foi dito a criança é um papel em branco e aceita tudo. É inaceitavel o professor que usa a frase “esses alunos não querem nada”. Acredido muito mais em “esse não é um professor”, “esse não inspira seus alunos”. Claro que hoje já devemos está na segunda geração de mal educados e que o professor de hoje, sofre os efeitos dos maus professores da 1ª geração, tornando muito difício a situação da educação pública que precisa agora de uma reforma geral, uma norma de contuda que padronise as ações do professores. 

    • Faz o seguinte: Vai dar

      Faz o seguinte: Vai dar aula… depois dá palpite… Não sabe de nada!!! Escreveu um monte bobagens e ainda por cima com muitos erros de português!

    • Qual escola você é Professor?

      Você deve ser um excelente professor. Deve ter uma disciplina impecável e sua vocação para professor deve ser invejável.

      Nos dê sugestões de como fazer para conseguir atingir os 100% de alunos que temos. Porque você pelas informações consegue. 

      Você leciona em qual escola e com quais  faixas etárias você trabalha?

       

      Abraços.

  25. Por que ninguém mais quer ser professor na escola pública?

    Os professores de hoje devem achar que a culpa não é do professor de escola pública. mas acredito que num processo de médio pazo o professor vem sim sendo o principal fator de degradação da educação pública. Se olhar-mos o passado do Brasil veremos que sempre houve pobresa e que a escola pública já passou por situações financeiras piores e nem por isso tinham resultados tão ruins. Os principais fatores tem sido a má formação de professores e a falta de vocação, outro, a política tem sido a principal porta de entrada de falsos professores que visam muito mais se locupletar. como já foi dito a criança é um papel em branco e aceita tudo. É inaceitavel o professor que usa a frase “esses alunos não querem nada”. Acredido muito mais em “esse não é um professor”, “esse não inspira seus alunos”. Claro que hoje já devemos está na segunda geração de mal educados e que o professor de hoje, sofre os efeitos dos maus professores da 1ª geração, tornando muito difício a situação da educação pública que precisa agora de uma reforma geral, uma norma de contuda que padronise as ações do professores. 

    • ah…vai te catar.
      aposto que

      ah…vai te catar.

      aposto que você nunca recebeu pó de giz na cara para pôr a culpa dessa forma nos professores.

      Você deve viver de teorias. Vai dar aula em uma escola pública para ver como é a realidade.

    • escola- REALIDADE E TEORIA

      não recebo  alunos  como folhas em brancos , recebo alunos bandidos, filhos de bandido,  A imensa maioria vive uma realidade diferente  ja estão influenciados pelo meio e com uma familia quebrada que nao se interessa por ele ,  que não faz diferença se aprendeu ou nao , se  assistiu e participou da aula,  querem se livrar dele , e querem q só passe de ano,.. qdo tem reunião dos pais   em uma escola de 1000 alunos se vão 10 é mto

      é facil falar

      eu tabalho, só com o quadro,  folhas, xerox, livro,  e pilot de quadro branco é por minha conta

      mtos alunos desta escola ja chega bandido ,  assaltante a mão armada

      mtos sao traficantes e só entram pra vender

      os outros só querem  ficar no zap zap

      é tanto problema que dá varios livros

      com certeza  vc nunca deu uma aula

    • A criança que entra na escola
      A criança que entra na escola não é um papel em branco. Ou você não sabe que ela já vem com os moldes da sociedade e dos pais que a educam?
      Você nunca deve ter entrado numa escola, não é?
      Não sabe do que está falando. Precisa ter a prática da vivência para entender a realidade da educação no Brasil.

    • Com certeza vc não deve ser

      Com certeza vc não deve ser professor.  Esse papo furado de “inspirar aluno”…chega dói.  Ora bolas, esse sistema educacional só forma funcionário público, o que se ouve é uma extrema dedicação ao ENEM, mesmo que a localidade do aluno não tenha todos os cursos para que ele possa escolher melhor.  Na minha região, filho de pobre só passa em licenciatura.

      O que um licenciado fará: Formará outro funcionário público grevista?

      Sem falar que muitos não querem fazer faculdade porque os cursos técnicos são mais rápidos, práticos e pagam até melhor que nível superior em algumas áreas.

      A pessoa só aprende quando quer.  Para mim, a estrela de uma aula sermpe foi e sempre será o CONTEÚDO e não o professor, porque se um conteúdo não tem e nem terá nenhum significado em minha vida, porque dedicar tanto tempo, sofrimento e atenção a ele?

      A motivação deve vir de dentro para fora. Particularmente nunca tive problema com aluno que quer aprender e que tem uma meta própria.  Os cursinhos faturam porque os alunos estão interessados, eles não precisam ser convencidos a nada.

       

      Não há o incentivo ao empreendedorismo e nem ao despertar das habilidades naturais do indivíduo. Resultado: pessoas forçadas prejudicando o andamento das aulas e o culpado é o professor. Para mim essa expressão “domínio de sala” é papo furado, pois até o secretário de educação não conseguiu manter os alunos sentados durante uma hora.

       

      O que falta é verificar logo na entrada do ensino médio os que realmente querem seguir carreiras que dependam de universidades e fornecer todas as ferramentas necessárias. Encaminhar os demais para cursos técnicos que valessem o mesmo que a certificação do ensino médio.  Pronto, a expressão controle de sala deixaria de existir, porque os que gostam de estudar nunca dão trabalho.

      • CARO COLEGA,
         
        CONCORDO

        CARO COLEGA,

         

        CONCORDO PLENAMENTE COM SUA COLOCAÇÃO.

        OUTRO DIA, OUVI DE UM COLEGA A SEGUINTE DECLARAÇÃO:

        “A ESCOLA É PARA TODOS. MAS NEM TODOS SÃO PARA A ESCOLA”

        ACHO QUE O QUE TEM PEGADO É A OBRIGAÇÃO QUE O GOVERNO IMPÕE A QUEM NÃO QQUER ESTUDAR. POR MIM, O ALUNO DEVERIA ENTRAR NA ESCOLA, APRENDER A LER, ESCREVER, CALCULAR (TUDO MUITO BEM), TER AULAS DE ÉTICA E MORAL…

        E DEPOIS DISSO, VIRIA A PERGUNTA:

        MEU FILHO, VOCÊ QUER SEGUIR PARA ALGO MAIS ACADÊMICO OU TÉCNICO.

        AÍ SIM, CURSOS PROFISSIONALIZANTES NELES!

         

  26. Os alunos das escolas particulares as vezes são piores

    Sou professor efetivo da Rede Estadual e ganho apenas 1180,00 míseros reais para lecionar 20h semanal. Todavia, como ninguém sobrevive somente com este salário, inventei de lecionar numa escola particular. Pense no arrependimento!!!!! Ao menos nesta escola, em matéria de desrrespeito e bagunça, os alunos conseguem ser piores que os alunos da escola pública. Todos os dias que vou dá aulas fico sem voz, rouco, desgastados, desanimado, desestimulado, em outras palavras, me sinto um “bosta” por não conseguir mudar esse quadro. Gente! Lecionar é um inferno! As vezes tenho vontade de pegar uns alunos e encher de porrada tamanha raiva que eles me fazem passar…São dissumlados, debochados, verdaeiros moleques filhos de uma puta. Desculpem os púdicos, mas eu não consigo mais encontrar outros adjetivos para esses moleques travestidos de alunos. Pior que inventei de casar e agora preciso dessa me sujeitar a isso até encontrar outra coisa melhor pra viver. Meu Deus!!! Tanta gente me falava e eu não quis ouvir!!!! Como fui burros, igênuo, idiota ao pensar que poderia mudar alguma coisa na educação, fazer diferente. Nossa! Entrei na educação com tantos planos, com tantos projetos e hj vejo, para minha tristeza, que esta molecada não querem absolutamente nada. Eu sei que tem suas exceções, tem alguns alunos que querem alguma coisa, mas é fato que a MAIORIA NÃO QUEREM NADA. Escola virou lugar para bate-papo, namoro e acredite, em alguns bairros, local de tráfico e uso de drogas. De pensar que eu passei quase 10 anos da minha vida entre 2 graduações e   2 especializações pra nada! Me sinto um derrotado, um idiota! Como pude ser tão igenuo ao ponto de achar que eu iria chegar numa sala e encontrar meninos e meninas dispostos a aprender alguma coisa!!! Se tem uma coisa que muitos professores não conseguem fazer em aula direito é dá aulas! Por que? Porque os alunos simplesmente não deixam: inquietação, sai-sai da sala de aula, conversas paralelas ntermináveis, falta de educação básica para uma boa convivencia, indiciplinados, alguns pontencialmente perigosos etc. Somado a isso, no que se refere as escolas públicas, ainda temos que conviver com um ambiente pesado devido a estética dos prédios escolasres os quais parecem mais com protótipos de presídios. Nada contra os agentes carcerários, mas as vezes me sinto como se estivesse trabalhando num mini-presídio tamanha sujeira, imundicíe, bagunça e depedreção do espaço. Ao menos essa é a realidade das duas escolas públicas que trabalho. O ambiente é extrememanete depreciativo. Após um dia de trabalho, saiu daquele espaço como se estivesse carregando 50kg nas costas tamanha a carga negativa que é trabalhar em ambientes como estes….dá pra imaginar isso?

    Gente, eu não sei quando foi que isso começou e nem sei onde vai terminar. A unica coisa que sei é que agora é que quero muitoooooooooooooooooo arrumar outro emprego, sair definitivamente dessa área. Fui preparado para lecionar, não para mediar conflitos ou ficar de babá para esses filhos de uma mãe (nada contra as babás). O professor não consegue dá aulas em sala. A unica coisa que fazemos é concliar conflitos, tentar manter o ambiente em ordem para tentar fazer alguma coisa.  

    Voltando a escola particular: a unica coisa de boa que tem em algumas escolas particulares são as estruturas do espaço fisico: salas limpas e climatizadas, apoio tecnológico, organizaçõ e só, pois, no mais, quando se refere ao comportamento dos alunos estes são iguais ou piores que muitos das escolas públicas.      

    • Livro que trata do tema em debate.

      Caro colega Professor “Arrependido”. Compreendo sua situação por que também vivencio diariamente a realidade da sala de aula. Eu e meu irmão (que também é professor) acabamos de lançar o livro “Indisciplina e impunidade na escola – Por que professores estão adoecendo e alunos não estão aprendendo”. Nosso livro pretende contribuir para que a sociedade possa compreender o que está acontecendo nas escolas e para que os professores possam se libertar de algumas ideias impostas por teorias educacionais que culpabilizam os professores sem propor uma transformação estrutural que possibilite uma relação pedagógica capaz de garantir a aprendizagem. O livro pode ser adquirido através do site das Livrarias Curitiba. Recomendo a leitura.

       

    • Me identifico com tudo que

      Me identifico com tudo que você disse. Tenho 24anos, ensino há dois anos, sou recém-formada e já estou as malas para sair. Sala de aula é um inferno. Não quero acabar meus dias naquele lugar.

  27. O artigo de Luiz Cláudio

    O artigo de Luiz Cláudio Tonchis retrata muito bem as condições de trabalho vividas pelos professores da atualidade, principalmente de escolas públicas e aponta, de forma clara e corajosa, os reais motivos pelos quais muitos estão desistindo de ser professor, ou ainda, adoecendo. Eu e meu irmão (que também é professor) acabamos de publicar o livro “Indisciplina e Impunidade na escola – Por que professores estão adoecendo e alunos não estão aprendendo”, pela Editora Nova Letra) Nosso livro pretende contribuir para que a sociedade possa compreender o que está acontecendo nas escolas e para que os professores possam se libertar de algumas ideias impostas por teorias educacionais que culpabilizam os professores sem propor uma transformação estrutural que possibilite uma relação pedagógica capaz de garantir a aprendizagem. O livro pode ser adquirido através do site das Livrarias Curitiba. Acredito que nosso livro possa ser muito útil a todos que se interessam por esse tema ou vivenciam as angútias de ser professor no atual contexto da educação pública brasileira.

    Otávio Schimieguel (oschimieguel@gmail.com)

  28. Um engano achar que o

    Um engano achar que o problema maior da educação está na escola pública e, pior ainda, na sua diversidade. O nosso ensino privado também trata muito mal o professor, visando apenas o lucro, na maioria das vezes. Olha o perigo dessa argumentação aí, gente! 

  29. texto perfeito

    Nunca li um texto mais perfeito que descrevesse a nossa realidade dentro das escolas! Sou professora da rede Estadual de SP há 14 anos. Não estou aguentando mais… Já voltei a estudar e me preparo para deixar a profissão antes que ela acabe comigo…!!!  E não me venham com essa conversa de que é falta de vocação… Não, não é! Só quem está lá sabe o que é trabalhar em escola hoje em dia… A saúde da maioria dos professores está devastada!

    Mas não se preocupem. O Governo de SP já encontrou a solução para a falta de professores. Está fechando centenas de salas, agrupando os alunos nas salas que sobram (entupindo essas salas com 50, 60 alunos e até mais! ) e fazendo os professores que ficam trabalhar por dez… e ganhar por meio!!!!

    Prevejo um caos ainda maior na educação… Triste!

     

     

  30. Por que ninguém quer ser professor de escola pública?
    Eu também exonerei.
    Formada em Química, descobri vivendo na pele tudo isso que vocês relataram. Mas mantive o ideal que acessando as crianças mais cedo, seria possível melhores resultados.
    É, e não é verdade está teoria, pois a desordem família e social continua contaminando e destruindo a educação.
    Péssimas políticas públicas, pessoas apenas de direitos (nunca de obrigação) apodrecem tudo que tocam. Até mesmo às crianças.

  31. Uma das metas da PNE é a

    Uma das metas da PNE é a universalização do acesso ao ensino porém esta meta não diz como fazer isto de forma que as salas não fiquem super lotadas. Há evidentemente uma busca por números onde a qualidade é o de menos . Começa pelos anos inciais onde há bloco pedagogico sem repetencia onde o aluno chega ao 4º ano mal sabendo ler e escrever impedindo assim do professor do 4º ano dar seu conteudo de forma satisfatoria e isto se reflete nos anos seguintes chegando com absoluta certeza ao ensino superior isto quando chegam lá , pois  o número de desisencias é superior a 50% . Não tem jeito, um país desenvolvido se faz com pessoas desenvolvidas e o cenario só mostra que nem tão cedo deixaremos de ser subdesenvolvidose para muitos é até melhor que seja assim porque povo ignorante é mais facil de ser ludibriado .

  32. concordo plenamente..porque

    concordo plenamente..porque quando mandamos para a diretoria o aluno fala não dá nada não, só que eles tem razão  realmente não dá nada mesmo, eu fui separar uma aluna,  com o aluno que estavam se tarracando mesmo de verdade, a briga estava feia , eu levei um tremendo de um murro no ombro, porque era direcionado para a aluna, fiz a defesa e levei, sala de aula hoje é guerra , não se tem mais respeito, nas reuniões que precisamos tratar desses assuntos com os pais, sõ participam os pais que não tem grandes problemas , os que precisam se inteirar das necessidades dos filhos não se apresentam, são convocados e nunca vem, então socorrer a quem……a floxetina!!!!!!!!

     

     

  33. Saí da sala pra aula pra ser feliz profissionalmente

    Fiz faculdade de Letras, passei com louvor, fiz concurso para professor, passei em 2 cargos simultaneamente, cheguei na escola com vontade de ensinar, mas fui derrotado pelo sistema onde o professor precisa primeiro dominar a sala, e só depois passar algum conteúdo, pois o mínimo já é o bastante para uma clientela sem interesse.

    Mesmo tendo muito conteúdo a apresentar da minha matéria, depois de 4 anos resolvi largar tudo, fazer outro concurso em outra área e ser feliz profissionalmente, mesmo não sendo docente mais.

     

    Infelizmente, a coisa só tende a piorar.

    • preciso dessa coragem

      Ola! preciso dessa coragem, eu quero mais que depressa mudar de prosissão,e  seguir algo que esteja fora da sala de aula. Sou pedagoga e estou buscando estudar algo fora disso, pois não da mais, é medonho nos dias de hoje, Alguma dica?

  34. Estou na tarja preta

    Boa noite. Li todos os comentário e me identifico com cada sofrimento. Hoje posso afirmar sem sombra de dúvdas que a educação acabou com minha saúde. Nunca na vida pensei em ter ansiedade, trauma, síndrome do pânico e tristeza só de pensar em ir lecionar. Saí chorando várias vezes de sala de aula por conta de alunos que não me deixam dar aula e são hiper mal educados, minha garganta está um caos e eu quase infartei. Tenho 30 anos e apara mim está sendo difÍcil demais. Ao levar 3 alunos indisciplinados à diretoria, o diretor ainda me  acusou: “falta de controle de turma”. Eles não dão importância ao conteúdo, brincam, respondem mal educadamente, vivem no celular, por mais atrativas que sejam as aulas eles não estão nem aí, exceto alguns poucos.Fora que me deram 18 turmas de mais de quarenta alunos e estou extremamente desgastada e doente, quase surto tive que ir ao psiquiatra e esse me indicou remédios de tarja preta porque meu quadro está sério. Não me vejo muito tempo nessa profissão, ainda estou nela para pagar as contas mas depois adeus para sempre! E olha que esse é um dom natural meu o de ensinar mas simplesmente eu estou totalmente transtornada e prefiro a morte do que continuar assim!

    • Sim, desista.
      Olá, colega. Dei aulas por.1 ano e meio. Foi o bastante para eu começar a me angustiar quando pensava que teria que dar aula na segunda após passar um fim de semana corrigindo provas para as quais eu literalmente dera a resposta em formato de questionário múltipla escolha na semana anterior, mas que mesmo isso não foi suficiente para evitar que quase todas as notas fossem abaixo de 5, muitas até 0. Não me angustiava pelas notas, mas pelo comportamento desrespeitoso e agressivo, em geral, dos alunos. Fiz um concurso para Guarda Municipal e estou bem melhor agora. Não penso em por meua pés numa sala de aula nunca mais. Por isso quero te dizer: Desista sim! Desistir de ser professor é vida; é libertador, é revigorante; parece que você está resgatando sua dignidade como ser humano e cidadão. Desista sim, você não irá se arrepender.

  35. Será?

    Sou professora de uma escola do Estado faz quatro anos, já tive momentos em que chorei de tristeza, outros de alegria, vi crianças que assaltavam pedindo para assistir à minha aula, recebi abraços tão sinceros que não conseguiria descrever aqui, apanhei de um aluno e defendi outro de apanhar da mãe drogada na porta da escola. 

    Enfim, para mim a dificuldade está no salário, no ingresso, pois sou cat. O e muitas vezes não fico com a mesma turma no próximo ano e vejo um trabalho árduo se perder. 

    Considero todas as declarações de meus colegas reais, não acho que o professor seja o único culpada da falência educacional, mas acredito que ser professor é uma profissão difícil e que merece ser vista como tal, muitas vezes pensei em desistir, outras tantas tirei forças dos meus ideais para prosseguir. 

    Acredito que podemos dividir a culpa, sabem, vamos pensar um pouco.

    O Estado falha com a educação desde sempre, mas nós nos formamos e brincávamos durante as aulas apesar do medo que tinhamos de nossos professores;

    Os pais dos alunos sempre viram a escola como um depósito de crianças, mas nós iamos e quando eramos questionados diziamos que nossos pais não olhavam nossos cadernos. 

    O mundo nunca foi fácil, nunca foi perfeito, mas podemos sim, olhar para nossa profissão e assumir parte da responsabilidade. Porque reclamar do Estado, dos pais, da política, do sistema, não vai ajudar, mas se nós como educadores conseguirmos salvar um aluno no meio dos milhares que passarão por nossas salas de aula, teremos feito nossa parte. 

    Quanto ao colega que acha que a culpa é toda nossa, não vou responder, acho que ele deve ser algum tipo de idealista maluco que conhece o mundo por meio de livros. 

    E aos colegas que estão adoecendo por se cobrarem demais, pensem em tudo que já fizeram e ainda poderão fazer pelas nossas crianças, pois se abandonarmos essa missão, nosso futuro e de nossos filhos estará pior do que nossa atualidade. 

     

    POR FAVOR, VAMOS ACREDITAR, NÃO PODEMOS PERMITIR QUE ESSAS CRIANÇAS SEJAM BANDIDOS, POIS NO FUTURO SERÃO NOSSAS BOLSAS E DE NOSSOS FILHOS QUE ELES ROUBARÃO. 

    Vamos tentar plantar sementinhas, se não der certo, porque sei que será dificil, ao menos teremos a certeza de que tentamos. Não vamos abandonar essas crianças, elas já não têm o apoio dos pais, do Estado, da sociedade, se nós, professores não acreditarmos, estarão jogados a própria sorte, e será trágico. 

  36. Nada está perdido. O nó da
    Nada está perdido. O nó da questão está na família que perdeu suas características, em país que não exercem seus papéis de disciplinadores com a desculpa do não tenho tempo ou tempos são outros.

  37. As causas não são somente

    As causas não são somente essas, não falou-se e eu quero falar da questão que na minha opinião mais entristece: a corrupção impera na Educação. Existem falsos professores, enrolões, pessoas que não assumem a missão de cuidar e zelar da educação e adoram status, nem pisam numa sala de aula, estão sempre vestindo cores partidárias para ganharem mais quatro longe da sala de aula. Porém, desfilam seus títulos, que diga-se de passagem, sei lá se realmente têm méritos. Alunos, jovens indiciplinados temos sim, mas não são os piores, piores são os professores, secretários entre outros que estão ganhando do serviço público e não respeitam, não fazem o seu papel.

    • Murro em ponta de faca

      Talvez tenham se cansado de dar murro em ponta de faca e apenas seguir com a maré.

      Já que ninguém quer, eu vou deixar a vida me levar.

      O professor é parte mais fraca da corda. Existem os que tentam, mas depois de um tempo ficam ser forças e o que sobra é aceitar a situação e viver com ela.

  38. “O que ainda está por vir”

    Ser professor, em escolas públicas, é descer aos subterrâneos da sociedade contemporânea. É compreender como se reproduz as nossas desgraças sociais: solidão, abandono, lavagem cerebral da mídia, violência, talentos e sonhos da juventude disperdiçados e estraçalhados. É claro que isso exige alguém com a capacidade de não submergir de primeira, o que é muito difícil. Ser professor é para os fortes. Mas, apenas para os extremamente sensíveis.

    Ser professor é lidar com uma dura realidade, sem atenuantes. Numa sociedade onde a “realidade” é fabricada pela mídia, e caminhar por shopping centers arejados e “limpinhos” é como um sedativo que muitos consomem para tanta feiura e violência do dia a dia, a escola pública escancara o que está por detrás disso tudo e quanto custa para os jovens, para nós mesmos, viver assim…

    Ser professor é, portanto, uma jornada profunda em direção ao centro do sofrimento social que experienciamos atualmente. Entender como ele é forjado. Exije uma enorme capacidade de resistir. As vezes, é cortar a nossa própria carne, não por que somos masoquistas. Mas, por que adquirimos uma percepção tão ampla, tamanha lucidez do pesadelo em que nos encontramos, que já não podemos ignorá-lo. Uma lucidez que nos transtorna.

    Enfim, ser professor é arregaçar as mangas. Sair do discurso. Por o corpo à prova. Ir à luta. Despedaçar-se para juntar os pedaços.

     

    Assistam: 

    O que ainda está por vir?

  39. Mudar ou não mudar de profissão? Eis a questão

    Li o texto e praticamente todos os comentários. Observando que os comentários vem de vários lugares do Brasil. O que deixa bem claro que o problema NÃO É LOCALIZADO, MAS GENERALIZADO.

    Um item de pouco destaque nos comentários, que considero muito importante é a “culpabilidade individual” do problema. Isso significa que a direção, NRE, Secretaria de educação e tudo o mais trata o problema da relação “professor x aluno”, como se fosse só de UM PROFESSOR. Então se “acusa” cada professor individualmente, como se somente ele tivesse problema ou com a turma ou com determinado aluno, em uma tentativa de dizer: “o problema é só com você, portanto é você que tem que resolver”.

    E se por acaso o professor já estiver em situação emocional delicada e perceber que não consegue resolver, pois de fato não vai conseguir, pois o problema NÃO É INDIVIDUAL, MAS COLETIVO, vai gerar um sentimento de “incompetência”. algo como: “todos conseguem, menos eu”

    Tendo fazer um trabalho diferenciado, usando tecnologia (http://www.rp71.com.br) onde os alunos podem postar seus trabalhos sem necessidade de imprimir. Tudo online. Mas como não tenho apoio da direção, acabam por alegando algumas notas baixas ao site, porém quando comparo os alunos com notas baixa comigo, eles estão com notas baixas em mais 2 ou 3 matérias no mínimo.

    Enfim, é uma batalha muito grande no cotidiano. Por vezes penso em sair de sala de aula. No mínimo tentar ir para o administrativo da escola, apesar das perdas salariais. Tentar um outro concurso tenho dúvidas. Já estou para completar 20 anos de magistério e ainda me faltam outros 10/15 anos de trabalho. Então fica a dúvida: mudar ou não mudar?

     

  40. Complicado.

    A situação é gravíssima dentro de sala de aula. Indisciplina absurda, assédio moral, salário baixo, altíssima insalubridade. Boa parte dos professores abafam o caso por precisarem de dinheiro. A profissão vive uma crise de identidade gravíssima. Mas, o pior mesmo é o aluno, que perdeu qualquer parâmetro de respeito ou limite de conduta.

  41. Nem com crianças consegui

    Eu comecei fazer Letras e desisti exatamente por isto. Pq logo no estágio como auxiliar de professora peguei uma sala de adolescentes que desafiava mesmo, olhva feio, brigavam entre si.. foi um terror, não consegui ficar nem 1 mês. Aí fui prestar concurso para auxiliar de educação infantil, pensei, lidarei com crianças pequenas, nao vai ser ruim…. Ledo engano. Fui parar numa creche municipal, onde são apenas duas auxiliares para cuidar de 27 crianças. Um absurdo. Vejo criança com todo tipo de problema, eles tem entre 3 e 4 anos e já são problemáticos. A maioria é hiperativo. Não para por nada, não prestam atenção nem em desenhos, correm e se batem. Como é que duas ´pessoas consegue cuidar de 27 crianças assim? Se somos autoritárias eles já começam gritar?: “Vc não manda em mim!” O pior, se alguém se machuca a responsabilidade é NOSSA! Portanto, concluí que educação num geral no Brasil Não vale a pena!!! To fora desta área. Quero passar beeem longe de escola!!!!!!!!!!!!!!!!!

  42. Eu desisti

    Saio da sala de aula com dores de cabeça e as vezes me ataca fibromialgia, já sai com herpes estourando na boca… Analisando o que tem acontecido percebo que os alunos por terem muita liberdade por não terem mais limite algum, parecem conosco qd assistindo a televisão em casa… passamos de canal a canal para encontrar alguma coisa que nos agrade, perdemoos a paciência, sem apreender nada… Eles têm reagido assim dentro da sala de aula, conectam com vc por uns 30 segundos, depois conectam-se com o que o amigo tem a dizer, com a bagunça, com uma outra atividade qualquer, depois vêem que tem alguma coisa na lousa e perguntam se é pra copiar, um ou outro começam a copiar, alguns cansam… daqui a pouco um levanta querendo ir ao banheiro, enquanto outro aluno risca o caderno do vizinho que levanta e o agride com um soco…  a menina do canto passa batom, outras duas cantam alegremente uma canção… Como boa professora que quer ensinar você chama a atenção de A e B para a explicação da matéria ou qualquer questionamento que fez à classe barulhenta, onde apenas 3 ouviram de fato o que vc estava dizendo, sem se contar que seu tom de voz aumentou, atingindo os mesmos decibeis da sala toda… Isto tudo acontece depois que passou um vídeo de 15 minutos, que demorou quase a manhã toda escolhedo para ilustrar um assunto, ou ficou elaborando um trabalho de campo para uma outra sala e  lidou com uma turma agitada que se atropelava nos corredores e chutando as portas das outras salas. Quem vive a realidade de como vem comportando os pre adolescentes do fundamental II… Mesmo que em sua conciencia há um desejo de querer contribuir por um mundo melhor investindo sua energia na formação destes pequenos indivíduos vem a frustação, o cansaço vencem, a dor de sua impotência. Deve ser porque todos abandonaram suas funções, a sociedade e os que esperam resoluções dos males por alguém e… esse alguém deverá ser um professor fazedor de milagres que se vê tão humano frágil como qualquer outro e claro que sozinho não fará verão

    • Olá, cara

      Olá, cara colega!

      Impressionante como o seu relato é idêntico ao que ocorre na minha vivência em sala… Os alunos têm o mesmo (mau) comportamento independente de cidad eou estado.

      Já li outros relatos em outros sites e blogs… E me sinto abraçado e acalentado ao ler que não estou sozinho nessa angústia. Mas, veja, bem, minha cara colega: até quando você pretende ficar nessa dolorosa estrada?

      Você já pensou em algum plano B?

      Porque é isso que venho pensando e tentando colocar em prática… Sair desse suplício. Vejo colegas adoecendo, ficando cancerosos, deprimidos…

      Vejo colegas se estressando, acho que até com o boa intenção, que é a de ver essa geração indo pra frente, no entanto, enquanto eles se descabelam, seus “alunos” estão lá ouvindo música, chupando seus pirulitos e mascando seus chicletes suuuuper tranquilos…

      Enfim…

      Como disse um coelga meu que desistiu…

      “O ÚLTIMO QUE SAIR, APAGUE A LUZ.”

  43. tantas razões.

    Gostaria de agradecer ao texto e me solidariezar com os colegas. 

    Lendo o que vocÊs escrevem, senti vergonha da injustiça entre a qualidade de vida dos professores do ensino superior e do professor da educação básica. Sempre penso nisso e, lendo o texto de Touchins e os comentários dos colegas, eu pensava, no que fazer? Como ajudar?

    Atuo com formação continuada de professoras e professores e sempre compreendo o porque os educadores não se colocam como estudantes, refletindo o que fazem, como e porque dessa forma, o que dá certo e o que deu errado em sas práticas. A resposta de minha dúvida está nos texto de vocês. Quem vai dedicar seu tempo livre ao estudo, precisando esfriar a cabeça um pouco! Evidente que estão certos, ninguém consegue mudar o mundo com o suicídio.

    Gostaria apenas de lembrar mais umas coisas que Touchins não colocou em seu texto. No passado, as pessoas acreditavam em valores sociais e morais, coisas que faziam parte de nossa educação. O mundo público e o privado eram separados e as pessoas se respeitavam, devem lembrar da cobrança dos pais de outros tempos sobre o respeito dos seus filhos aos mais velhos. Tudo isso se perdeu. Hoje,  é cada um por sí que impera. Ser professor nesse contexto é possível?

    Ontem copiei o link do texto do professor Touchins e enviei a colegas. O tema proposto para um encontro de estudos que participaria era Homo ludens e, depois de ler a dureza da vida de vocês, só pude dizer a esses otros professores do ensino superior que,  “enqanto isso ( o qe acontece na sala de aula da escola real do mundo real) na sala de justiça, lemos Homo Ludens…. “A universidade precisa repensar não apenas a formação de professores mas a sua relação com o mundo.

    Obrigado por suas palavras, espero qe elas cheguem a muitas poessoas.

  44. Bom saber que não estou

    Bom saber que não estou sozinho neste barco. Também estou saturado do descaso com a educação. Famílias simplesmente entregam os filhos para a escola educar. A busca pelo conhecimento ficou em decimo plano. Hoje o professor tem que lidar com a indisciplina, com a falta de vontade dos alunos, com o desrespeito. Tudo isso cansa. Preparar aula e não obter exito desmotiva, faz com que paramos para pensar nas praticas educativas, e na desistência da profissão estudada. Colocamos numa balança e analisamos se realmente vale apena o esforço, a tentativa e tudo o que temos que aguentar em sala de aula para receber um salario minguado. Tenho vários colegas que tem outro serviço para poder sobreviver, pagar as contas, vendem perfume, roupas. É revoltante! Ano que vem também estou desistindo porque acho a minha saúde mais importante que insulto de criança e adolescente mal educado.

  45. Também desisti…

    Porque ser professor virou um tormento, um castigo.

    Ganhamos mal; somos desrespeitados por vários “alunos”; muitos pais relapsos e irresponsáveis nos deram a tarefa de “educar” os seus filhos; sociedade não nos valoriza; muitos políticos estão se lixando para a educação do país; vários diretores vêm sempre com a mesma fala hipócrita e nojenta: “Professor, você não está sabendo dominar a classe e seus alunos”; vários “especialistas” da educação, que creio eu, mal pisaram numa escola pública, vêm com teorias superficiais e imcompletas de como os professores devem agir em sala de aula; supervisores de ensino têm autoridade mais do que suficiente para passarem os alunos não merecedores, pois fica feio ter um alto índice de reprovação, mesmo sendo justo e merecido eles não passarem de série; em nome de uma falsa promoção de autoestima, não podemos “constranger” os alunos, mas eles podem nos constranger todos os dias; existem alguns diretores, especialmente de escolas particulares, que são verdadeiros capachos de pais irresponsáveis, pois mesmo que seus filhos mereçam nota baixa, eles não admitem isso, pois pelo fato de estarem pagando, eles que decidem que nota seus filhos merecem e os diretores, que eu os qualifico de “meia-tigela”, acabam aceitando essa condição para não perderem o “aluno”.

    Uma das melhores coisas da minha vida foi ter caído fora de tudo isso, pois fiquei muito doente e deprimido, apesar de lamentar, e muito, essa situação, pois essa profissão: Professor, deveria ser, na minha opinião, muito mais valorizada e nobre, até.

    E até podem me achar arrogante, pois me preparei, estudei com grande dedicação e afinco por 4 (quatro) anos, sempre sendo honesto comigo mesmo, nunca precisei obter boas notas fazendo trabalho em grupo, por exemplo, nunca precisei colar em nenhuma avaliação, nunca botei a culpa de algumas dificuldades mais pontuais em nenhuma outra pessoa (ao contrário de muitos “alunos” que fazem isso, constantemente) e creio eu, que por ser e agir assim, conquistei a láurea acadêmica do curso que escolhi – Geografia e quem já fez o ensino superior sabe que poucos conseguem atingir esse nível…

  46. O salário de professor

    O salário de professor realmente é uma porcaria. Encarar o que eles encaram, pra no final do mês receber entre 1500 e 3 mil é dose. Professor devia ganhar no mínimo 5 mil. Aliás, toda profissão que depende de formação universitária, o salário tinha que ser de no mínimo 5 mil. Assim, os Estudos e principalmente a Universidade seriam muito mais valorizados e levados a sério. Pois ninguém quer se matar de estudar na Faculdade pra quando se formar viver uma vida de apertos. E convenhamos, que no nesse nosso País das injustiças, isso é super possível e acontece.

  47. Histórias que se repetem

    É impressionante como um artigo de 2013 gerou uma série de comentários que se repetem depois de cinco anos. Também sou professor em uma escola pública e, assim como os colegas, tenho relatos semelhantes. Estou no Estado há apenas um ano e já penso seriamente em sair. No meu caso fui designado para lecionar algo que não domino nem remotamente. Algo que não me preparei. “Especialização? Para quê?” Devem pensar os funcionários das Coordenadorias Regionais de Educação. Prática comum, eu sei, mas que por si só diminui a quase zero as possibilidades de uma aula atraente. Mas isso se repete em outro âmbito.

    Também enfrento a hostilidade e desrespeito dos alunos. A grande maioria se recusa por completo a ter aulas sobre impostos, direitos dos cidadãos e iniciação científica. As meninas não querem saber sobre as mulheres cientistas esquecidas pela história da ciência. Para os jovens o clima é de total perda de tempo, não apenas pela escola em si, mas por tudo. “Não adianta saber sobre impostos ou direito, o governo rouba tudo mesmo! Ciência? Inútil! O que vale é o que eu acho e pronto. Não precisa fazer sentido para ninguém a não ser pra mim!” Sem dúvidas que o clima social e político do país influencia o que acontece dentro da sala de aula tanto quanto o que acontece dentro das cabeças dos jovens. E das nossas próprias. Como podemos inspirar os jovens a investir em sua formação se nós, que fizemos isso com grande afinco, somos os profissionais graduados que recebem o salário mais baixo? Se for professor no Rio Grande do Sul, então, você receberá abaixo do piso salarial. E essa diferença, que se acumula há alguns Governos, chegou a um passivo de R$ 22,1 bilhões em dezembro de 2017.

    Não é difícil entender a situação dos jovens nas escolas. Ela é um reflexo de tudo o que fizemos e deixamos de fazer sobre nossas vidas, sobre a sociedade e sobre a política. Do quanto culpamos “o outro lado”. E do quão pouco nos responsabilizamos por nossas ações, como cidadãos.

    Ninguém quer mais ser professor. Ninguém quer mais ser médico, advogado, policial, taxista, etc… Queremos apenas ganhar nosso dinheiro e ir para casa. Por que vivemos em grupos se não nos importamos com os outros? Ninguém sabe mais porque vive-se em uma cidade ou em uma comunidade plural, como o Brasil. E o pior: ninguém quer saber. “Respeitar os outros? Para quê? O que vale é o que eu acho e pronto.”

    Penso em deixar de ser professor porque não sei mais como ser um cidadão nesse país…

     

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  50. Libertador

      Pessoal, li esse texto, os comentários e tudo isso veio como uma grande libertação em minha vida. Já vinha pensando em desistir da profissão, esse texto e os comentários de vocês fizeram com que eu batesse o martelo. Não aguento mais ser professora, não suporto mais a sala de aula, fico triste só de pensar em dar aulas. Sabe o que é começar a semana pensando na sexta-feira e não viver o final de semana pensando na segunda-feira, porque na segunda você volta a trabalhar? Sabe  o que é ter horror às programações de domingo à noite da TV ( Faustão, Fantástico, Sílvio Santos) por saber que ao ver esses programas a volta ao trabalho está próxima? Perdi as contas de quantas vezes passei por isso. Sem falar nas vezes que saí de sala de aula para chorar no banheiro, nas vezes em que fiquei doente, nas vezes em que não consegui levantar para dar aula e cheguei à psicóloca aos prantos por odiar meu ambiente de trabalho: salas quentes, alunos sem a mínima educação, falta de respeito, escolas que maquiam resultados para ficar bem perante o governo, diretora “pedindo”  para que transformemos 3 em 6,  qual profissão temos que pagar o café que bembemos, a água que tomamos? 

     Inúmeras vezes ensaiava a decisão de tomar outro rumo na minha vida, mas o sentimento de culpa me consumia, trabalhei em área administrativa e larguei a profissão pelo sonho de ser professora, cursei letras, fiz especilialização, passei em um concurso público e passei até a ganhar melhor do que ganhava na área administrativa, mas sinceramente não tenho paz. Nunca imaginei que chegaria ao ponto de ter que tomar remédios tarja preta que me deixavam pior. 

      Hoje estou de licença médica, graças a uma fenda e um calo adquirido em sala de aula e sabe o que é você agradecer a DEus por ter tirado essa licença e sofrer porque ela está prestes a acabar? não aguento mais a sala de aula, não mesmo, e nesses dias em casa e após ler esse texto eu cheguei a conclusão: Irei estudar para outro concurso, professora NUNCA MAIS. 

      

  51. MARTINA BENSON Eu passei pelo
    MARTINA BENSON Eu passei pelo Inferno quando fui decepcionado por todas as pessoas ao meu redor, me deparei com a postagem de JULIANA AMOR em um blog onde ela elogiou um grupo de hackers que a ajudaram a sair há alguns dias chamada “MUSTAFAHACKGROUP”. as palavras não podem explicar o quanto esses hackers são bons. e como eles me ajudaram fornecendo provas de que meu marido estava me traindo, fazendo do meu caso de divórcio um sucesso, e também ajudando minha sobrinha a mudar seu nível escolar, impedindo-a de Deixando a escola.Na verdade, eles são hackers profissionais e são capazes de qualquer coisa, eles são um dos melhores hackers e desenvolvedores de software com melhor software de penetração Algorithm. o dinheiro não foi um grande problema porque valeu a pena.ele referi a maioria dos meus amigos para eles e eles onde todos satisfeitos.estou compartilhando isso como um favor, para aqueles que precisam de serviços de hackers, por favor, entre em contato com eles em seu e-mail (mustafahackgroup@gmail.com) ou whatsApp +4915735997592.Como JULIANA AMOR sempre dirá, “UM PROBLEMA COMPARTILHADO É UM PROBLEMA RESOLVIDO”. Desejo a todos sucesso, boa sorte para todos vocês.

  52. Infelizmente essa e nossa
    Infelizmente essa e nossa realidade que parece não ter solução. Os alunos de hoje não tem respeito para com o professor. E o pior de tudo que não temos apoio do governo e do estado que deveriam criar estratégias ostensivas para educação. O aluno e vítima do que acontece em sociedade pois absorve as mazelas de corrupção, descaso, drogas, violência etc.
    Os pais não conseguem mais impor se a seus filhos e o resultado disso é o afundamento mais ainda da educação.
    E ainda por cima somos que quase obrigados a aprovar alunos sem conhecimento e sem disciplina.

  53. DESUSTI

    O texto “Por que ninguém mais quer ser professor” aborda todo sentimento que sinto!

    Minha cunhada pedia para que eu fingisse não ver e ouvir nada, sentar e esperar o sinal bater, mas isso nunca esteve em mim.

    Sou aposentada pela Rede Estadual desde 2017  e, apesar de não ter sido fácil, eu conseguia ensinar e envolver os meus alunos. A maioria era alunos e e alguns estudantes, mas havia os adolescentes que só iam a escola para se relacionar com os demais. Esses sim, atrapalhavam a aula porque seu comportamento não era de aluno, muito menos de estudante.

    Comecei na Prefeitura de São Paulo em 2018 e confesso, tudo aquilo que o texto publicado abordou eu senti, como humilhação, ameaça, frustação, medo, entre outros. De nada adiantou minha experiência e tantas mudanças de estratégias. Poucos eram os alunos, não havia estudantes e a maioria era adolescentes a procura de bate papo, desafios, namoros… Eles  só se interessavam pelos projetos onde se envolvia apresentações e jogos. Quando você tem apenas uma sala de aula é mais fácil “atrair os alunos”, mas entrando em 14 salas, não há forças nem energia que te acompalhe. Eu saia um “trapo” de cada sala. Triste é ver professores, que já estão há anos na escola, julgado o seu trabalho e quando você mostra o que faz, aí tentam pedir desculpas. Só quem vive a realidade é que sabe.

    Enfim, vou exonerar porque não tenho idade para enfrentar essa situação. Eu entrei saudável no cargo, mas meu psicológico está todo alterado. Tenho medo só de pensar em voltar. Como disse, se eu tivesse apenas uma turma, encararia, mas não consiguirei manter um vínculo de respeito sem me desgastar e sofrer por pelo menos 6 meses.

    Hoje o que vale é o vínculo construiído entre professores e alunos, o que leva muito tempo e desgaste. Temos que ser “amigos” deles, saber o nome de cada um, o que fazem, o que querem… Eles precisam ter confiança em nós. Só aí eles irão nos “permitir” falar. Tá tudo errado! É um sentimento de impotência, esse que sinto.

    Eu passei num concurso para ensinar e o que adquiri foi uma mente torturada e cheia de medos.  Vocês, professores, sabem do que eu estou falando.

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  55. Esqueceram da falta de união entre professores. Professores falam mal uns dos outros para a diretoria. Não se ajudam, não trabalham em time.

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