Boeing altera nomes de aviões da ex-Embraer, comentário de José Lima

A joint venture Boeing Embraer - Defense ainda precisa ser regulamentada por órgãos internacionais antes de entrar em operação

Foto: Mateus Bonomi/Agif

Por José Lima
comentário no post Fora de Pauta

Boeing altera nomes de aviões da ex-Embraer

C-390 Millennium é ‘versão básica’ do KC-390, diz especialista

Da Sputnik

A Embraer e a Boeing anunciaram nesta segunda-feira (18) que o nome do avião de transporte multimissão KC-390 passará a se chamar C-390 Millennium.

A nova designação da aeronave foi feita durante a feira Dubai Airshow, nos Emirados Árabes Unidos, juntamente com o nome da joint-venture entre Embraer e Boeing que está à espera da aprovação de órgãos regulatórios para operar. A empresa se chamará Boeing Embraer – Defense.

O nome comercial do Millennium deixou de usar o K, que designa as aeronaves que possuem capacidade de reabastecimento aéreo.

Ele permanecerá sendo chamado KC-390 para os clientes que desejarem que a aeronave mantenha as características de conseguir ser reabastecida durante o voo.

Para Claudio Lucchesi, especialista em aviação e autor do livro “O Voo do Impossível”, que conta a história do Bandeirante, o avião que gerou a criação da Embraer, o C-390 Millenium pode ser chamado de uma “versão básica” do KC-390.

“O que aconteceu foi o lançamento de uma versão básica da aeronave que está sendo designada C-390. Essa versão não tem a capacidade de reabastecer outras aeronaves em voo. É uma versão básica, de modo que cada país que vai adquirir a aeronave pode optar por colocar certas capacidades ou não”, disse à Sputnik Brasil.
Segundo Lucchesi, a ideia é que a aeronave tenha um preço mais acessível e atraia mais vendas.

“O que foi feito foi o lançamento de uma versão que pode ter o preço mais baixo porque é uma versão básica”, analisa.

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Em agosto deste ano, Portugal assinou um contrato para adquirir cinco aeronaves com entregas previstas para 2023. A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu sua primeira aeronave em 4 de setembro de 2019.

Segundo a empresa, todos os contratos assinados anteriormente estão mantidos.

 

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3 comentários

  1. A Coreia do Sul, um país com área de 1/3 de São Paulo arrasado pela guerra e que na década de 50 enviou uma comissão ao Brasil para ver os “50 anos em 5” do Juscelino, tem hoje várias montadoras de carro, de transportes terrestre de passageiros e cargas, de informática, de telefonia, estaleiros, de energia, ferroviário, farmacêutica etc, que são indústrias nacionais e que geram altos valores agregados numa economia. O Brasil não não tem nada disso.Tinha uma indústria aeronáutica promissora que foi desnacionalizada. O que restou ao país foi commodities, quando sabemos que este segmento não torna o país uma potência econômica. A Petrobras com suas refinarias e infraestrutura poderia alavancar a economia mas com a privatização logo será uma exportadora de commodities, o petróleo, e nada mais. Pobre país!!! Que futuro terão nossos filhos e netos?!

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