Eike Batista prejudica a imagem da economia brasileira no exterior com calote

Jornal GGN – Ex-bilionário. Assim foi classificado o empresário brasileiro Eike Batista pelo portal norte-americano Business Insider, em artigo que fala dos bastidores do “calote” aplicado pela OGX esta semana para seus credores. A empresa de óleo e gás do conglomerado deixou de pagar juros de US$ 45 milhões referentes a um empréstimo. A resolução para esta questão deve ser definida oficialmente até o dia 30 de outubro.

De acordo com o artigo do portal especializado em economia, a OGX tem um pouco mais de US$ 3,6 bilhões em títulos em circulação, incluindo US$ 1 bilhão de bônus com vencimento em 2022 e US$ 2,6 bilhões em títulos, com vencimento em 2018. A Standard & Poors já alertou o mercado que não espera que a OGX consiga fazer seu próximo pagamento de juros referentes a 2018.

Ainda segundo a reportagem, com a inadimplência, a OGX conseguiu atingir a marca de maior calote aplicado por uma empresa latino-americana na história – o que a matéria chamou de apropriado, avaliando a história empresarial de Eike.

A explicação para críticas tão severas: na primavera de 2012, Eike era o sétimo homem mais rico do mundo, com um império de seis produtos da empresa em um dos países que mais crescem no mundo. Agora ele perdeu 99% de sua riqueza e seu império está caindo aos pedaços. E o Brasil, à sombra da situação de Eike, também enfrenta sérias dúvidas do mercado sobre sua situação econômica.

Nenhuma parte da história é tão terrível ou reflexiva, além da promessa quebrada de Batista (e, em certo sentido, do Brasil), como o colapso da OGX. Seus problemas não são difíceis de entender. A empresa previu ao mercado um produto que não poderia entregar. Os campos de petróleo de Batista não produziu as riquezas que ele esperava.

Sua esperança agora é a de reestruturar seu império, obter mais dinheiro de investidores, e continuar a desenvolver seus campos de petróleo – é por isso, inclusive, que ele está retendo dinheiro.

Eike Batista tem contratado advogados e consultorias de negócios para reestruturar suas empresas e tentar sanar suas dívidas. Porém, como os dados históricos brasileiros para resolver essas pendências, a tendência é de que ele continue se segurando, mas por pouco tempo: a dívida da OGX bate na casa dos US$ 3 bilhões.

A matéria lembra também que, de acordo com o Banco Mundial, o Brasil ocupa o 143 de 185 economias – quando se trata de insolvências.

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8 comentários

  1. Calote esperado.
    Empresas e

    Calote esperado.

    Empresas e exploração de recursos naturais que se transferem para empresas exteriores tal qual a OI.

    Modelo de “benefícios” dos órgãos públicos para criar gigantes se mostrou, para muitos desde o início, que era bola furada.

    Prejuízos muito maiores para o país do que para os acionistas.

    Mas parece que o “mainstream” dos nossos comentaristas de economia só focam no lado do “investidor”.

     

  2. Tudo isso é bem triste. Quem

    Tudo isso é bem triste. Quem errou ? Apenas Eike Batista ? Ou todos que apostaram com ele de que era possivel e viavel a empreitada. Enfim, acho que homens têm que pensar grande, pensar la na frente, mas sem se esquecer de que quanto mais alto se vai, maior o tombo. 

     

  3. Pois e? E os jantares

    Pois e? E os jantares políticos com a turma do PMDB do Rio e a petezada? Ele não era o queridinho do projeto megalomaníaco de se ter um milionário Brasileiro? Essa conta tem que ir tb para o BNDES/GOVERNO, mas nós contrituintes é que irão pagar os 30 BI.

     

  4. Nem tanto ao céu, nem tanto…

    Aqui tem dois extremos. 

    Um que acreditava que Eike era Midas, ou seja, tudo que tocasse se transformaria em ouro.

    Outro, é acreditar que alguém com sua história e capacidade de articular recursos e montar grandes projetos pode virar pó.

    Nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

    As empresas de energia, gas, minério e logistica (porto) acredito que tem potencial, p. ex. o porto de açu, o carvão no rs, etc.

    O grande problema foi o petróleo. Hoje é fácil falar, mas apesar de minha ignorância no assunto, sempre desconfiei de uma empresa de petróleo criada da noite para o dia. De repente valia bilhões, como se o litoral brasileiro fosse uma Arábia Saudita intocada. Ninguém explorava simplesmente pq não queria, mas o potencial estava ali, só esperando o Eike e os operadores da bolsa…

  5. é sempre assim, no julgamento

    é sempre assim, no julgamento infringente de nossa elite, pela história implacável sem apelos ou embargos que infrinjam nossa gente:

    o pai, um dos b.r.a.s.i.l.e.i.r.o.s do século xx

    já o filho, um dos fiascos m.o.n.u.m.e.n.t.a.i.s

    numa entrevista, comandante rolim do tapete vermelho da tam, com outra frase de mesmo sentido, disse: o sucesso e.s.p.e.t.a.c.u.l.a.r do empreendimento adrenalina alta por conta e risco da aposta no mercado futuro é a condição i.m.p.l.a.c.á.v.e.l do jogo capitalista entre ser celebrado um genial empresário fundador de um império econômico ou ser desprezado como um louco mitômano afundado em dívidas e calotes.

    pois é… tal pai tal filho

  6. Situação delicada para o Brasil

    Convém analisar sem paixões o objeto e o pé em que se encontram as empresas X e o poder de manobra do sr. Eike.

    Olho vivo, que cavalo não desce escada.

  7. A imagem ruim é das bolsas de valores

    O empreendedorismo do Eike teria continuado muito bem se ele não tivesse colocado os seus negócios na Bolsa de Valores. Aquele bilhão de patrimônio físico (porto, minerações, etc.) continua igual, e até melhor, com a incorporação de capital de verdade de importantes fundos estrangeiros. O que mudou foram os muitos bilhões de valor venial insuflados pela bolsa, e que foram reduzidos a vento, como um balão de aniversário.

    Numerosos “investidores de grana” ou agiotas de mercado apostaram, como num hipódromo, em um dos poucos empreendedores brasileiros: “vai Eike faz a gente ganhar muita grana!” Apenas que perderam, assim como fazem aqueles “donos” de passes de jogadores de futebol, que apostaram que um determinado atleta iria arrebentar no estrangeiro e o cara jogou aquela pelada de sempre, voltando para o Brasil e dando alegrias a um time da segundona.

    O Eike, se continuar sozinho, ainda chegará mais longe que milhares de críticos oportunistas e de capitalistas de bolsa, que nunca fizeram nada produtivo na vida, que não seja utilizar dinheiro mal havido ou de herança para inflar os valores de marcas ou grifes estúpidas, e achando ainda que isso valha alguma coisa. Falta apenas um deles gritar “o Rei está nu!” que desapareceriam muitas nuvens e miragens do mundo dito capitalista.

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