Fibria fecha segundo trimestre com lucro de R$ 614 milhões

Jornal GGN – A fabricante de papel e celulose Fibria encerrou o segundo trimestre de 2015 com um lucro líquido de R$ 614 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 566 milhões registrado nos primeiros três meses do ano, e pouco abaixo dos R$ 631 milhões apurados no mesmo período do ano passado. De acordo com a empresa, a variação ante o primeiro trimestre se deve à melhora do resultado financeiro.

“Analisando o lucro sob a perspectiva caixa por ação, a qual exclui efeitos como depreciação, exaustão e variação monetária e cambial, o indicador foi 14% superior ao primeiro trimestre de 2015, devido ao maior preço médio líquido em reais e maior volume vendido. Em relação ao segundo trimestre de 2014, a elevação de 94% ocorreu em função da valorização do dólar médio de 38% frente ao real e aumento de 3% no preço médio líquido, compensando a queda no volume de vendas”, diz a companhia, em relatório divulgado ao mercado.

A companhia registrou receita líquida de R$ 2,309 bilhões, com crescimento de 16% em relação ao trimestre anterior, devido ao maior preço médio líquido em reais, que pode ser explicado pela valorização de 7% do dólar médio, maior preço em dólares e maior volume de vendas. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o aumento do preço médio líquido em reais justifica a elevação de 36% da receita líquida. Nos últimos doze meses, a receita líquida foi de R$ 8,054 bilhões, valor considerado recorde para um período de doze meses.

Leia também:  O vício nos juros altos e o abandono das políticas de combate à inflação, por Lauro Veiga Filho

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado também é o maior para um período de 12 meses, acumulando R$ 3,682 bilhões até o fim de junho. No segundo trimestre, o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,157 bilhão, 95% superior ao verificado no mesmo intervalo de 2014. Já a margem Ebitda ficou em 50%, com expansão de 15 pontos percentuais sobre o segundo trimestre do ano passado, quando registrou margem de 35%. 

O fluxo de caixa livre no trimestre foi R$ 466 milhões (antes do pagamento de dividendos), aumento de 25% em comparação ao primeiro trimestre por conta do aumento do EBITDA e melhora no capital de giro. Em relação ao ano passado, o EBITDA também explica a evolução, parcialmente compensado pela variação negativa do capital de giro.

A Fibria produziu no segundo trimestre 1,321 milhão de toneladas de celulose, com crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado e aumento de 2% sobre o trimestre anterior. As vendas somaram 1,282 milhão de toneladas, representando o segundo volume mais alto para um segundo trimestre na história da empresa.

A dívida líquida em dólar atingiu US$ 2,653 bilhões, 13% inferior à do segundo trimestre de 2014. Tal queda, associada à elevação do Ebitda, resultou na redução da alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, para 1,95 vez, em dólar, ficando pela primeira vez na história da Fibria abaixo do patamar de 2 vezes. A dívida bruta da empresa encerrou junho em US$ 2,906 bilhões, 24% inferior a igual trimestre de 2014 e estável em relação ao montante registrado no fim de março.

Leia também:  O vício nos juros altos e o abandono das políticas de combate à inflação, por Lauro Veiga Filho

“A receita da companhia foi beneficiada por uma série de fatores positivos, dentre os principais:  elevação de 3% no preço internacional da Celulose (+US$ 20,00) a partir de junho; desvalorização cambial de 38%; e o forte volume de vendas, tendo em vista o histórico sazonal”, explicam os analistas da Concórdia Corretora, em relatório, ressaltando que tais efeitos seriam parcialmente compensados pelo aumento proporcional das despesas operacionais, porém, a subtração de R$ 839 milhões de créditos do BEFIEX (Benefícios Fiscais e Programas Especiais de Exportação) no segundo trimestre do ano passado gerou um Ebitda Ajustado muito superior neste trimestre. “Entretanto, o resultado financeiro fortalecido, advindo da maior disponibilidade de caixa, e variação cambial positiva, serviram de contraponto ao aumento de gastos, trazendo resultado líquido relativamente estável”. 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome