Indústria de máquinas fatura 2,1% a mais em setembro

Jornal GGN – A indústria brasileira de máquinas e equipamentos encerrou o mês de setembro com um faturamento de R$ 6,663 bilhões, resultado 2,1% acima do apurado em agosto, segundo dados divulgados pela Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Entretanto, o total foi 16,9% menor em relação ao registrado em 2014. O faturamento acumulado pelo setor ao longo do ano chega a R$ 64,911 bilhões, 9% abaixo do visto em 2014 e 7,8% menor no comparativo com os 12 meses anteriores.

O chamado consumo aparente do setor – índice que apura a produção interna mais importações (e exclui as exportações) foi de R$ 9,784 bilhões, queda de 10,6% em relação a agosto e retração de 19,4% na comparação com o mesmo período de 2014. Desta forma, o consumo aparente acumulado nos nove primeiros meses de 2015 totaliza R$ 100,349 bilhões, 5,8% a menos frente ao mesmo intervalo do ano passado. Desconsiderando o efeito cambial, ou seja, com câmbio igual ao mesmo período de 2014, o resultado apurado para o consumo aparente mostra queda de 19,5% no ano (jan-set) na comparação com o mesmo período de 2014.

O déficit comercial apurado pela indústria de máquinas e equipamentos nacional ficou em US$ 617,39 milhões em setembro deste ano, queda de 40,1% ante o déficit de agosto e recuo de 50,6% na comparação com o saldo negativo de setembro do ano passado.

A diminuição do déficit foi resultado de exportações que somaram US$ 680,68 milhões no mês, montante 21,9% maior do que o registrado em agosto, mas 7,5% inferior ao anotado em setembro de 2014. “O crescimento, na ponta, ainda não pode ser interpretado como início da  retomada, apesar da taxa cambial favorável”, diz a Abimaq. “A paralisia nos financiamentos à exportação,  combinada com volatilidade cambial, são fatores que estão dificultado a inversão do cenário”.

Já as importações de máquinas e equipamentos somaram US$ 1,298 bilhão, queda de 18,3% sobre o resultado de agosto e recuo de 34,6% ante o nível alcançado em igual mês do ano passado. “Esta queda é coerente com o ambiente recessivo na indústria brasileira de transformação, e deve se manter ao longo de 2015, com redução da ordem de 25%”, diz a entidade. “Infelizmente esta queda não  é compensada pelo aumento das vendas no mercado interno pelos fabricantes nacionais e portanto antecipa uma forte redução da taxa de investimento sobre o PIB pelo terceiro ano consecutivo, reduzindo a probabilidade de crescimento econômico após o “ajuste fiscal””.

Conforme a Abimaq, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos mecânicos utilizou 66,2% de sua capacidade instalada. Comparado com o mês anterior (agosto/15, 67,4%) a queda foi de 1,7%, e na comparação com o mesmo mês de 2014 (setembro/14 76,3%) a queda chegou a 13,2%. A carteira de pedidos, caiu 2,6% contra o mês imediatamente anterior e 24,6% comparada com setembro do ano passado.

O comportamento do emprego está acompanhando o desempenho da receita líquida: desde meados de 2013 o número de pessoas ocupadas na indústria de bens de capital mecânico vem diminuindo, com maior  intensidade a partir de 2015. O setor encerrou o mês de setembro de 2015 com 322 mil pessoas empregadas contra mais de 359 mil em setembro de 2014, que  significa o fechamento de mais de 37 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses

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