Montante de crédito imobiliário volta a perder força em abril

Apesar da queda, dados superam o visto em janeiro e fevereiro deste ano

Jornal GGN – Em abril, o montante de financiamento imobiliário voltou a se reduzir em termos mensais, após reação positiva ocorrida em março. De acordo com levantamento divulgado pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o montante de financiamentos com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizou R$ 3,5 bilhões, com redução de 20,5% em relação a março e de 62% comparativamente a abril do ano passado.

Mesmo com a queda, o resultado apurado em abril é maior que o observado em janeiro e fevereiro. No primeiro quadrimestre, foram financiados R$ 14,4 bilhões, montante 56,7% menor que o apurado nos quatro primeiros meses do ano passado. Em 12 meses, foram aplicados R$ 56,7 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança do SBPE, retração de 49,3% em relação ao apurado nos 12 meses precedentes.

Em abril de 2016, 14,4 mil imóveis foram financiados nas modalidades de aquisição e construção em abril, um resultado considerado “mais alinhado” com o observado em janeiro e fevereiro, e abaixo do realizado em março, em relação ao qual caiu 26,6%. Em comparação com o visto em abril de 2015 – quando as condições de oferta e demanda de crédito se mostravam mais dinâmicas, segundo a Abecip – houve uma retração de 67,7%.  No primeiro quadrimestre, foram financiados 62,2 mil imóveis, recuo de 59,6% em relação ao mesmo período de 2015, quando 154,1 mil unidades foram alvo de financiamento bancário.

Nos 12 meses compreendidos entre maio de 2015 e abril de 2016, o crédito imobiliário viabilizou a aquisição e a construção de 249,6 mil imóveis, com redução de 52,4% relativamente ao número de unidades financiadas nos 12 meses precedentes.

Quanto à poupança SBPE, os saques nas cadernetas de poupança em abril continuaram superando os depósitos, resultando em captação líquida negativa de R$ 6,3 bilhões. Com os sucessivos resultados negativos na captação durante o primeiro quadrimestre, o saldo das cadernetas caiu 3% em relação a abril de 2015 e atingiu R$ 494 bilhões.

Segundo a Abecip, o atual cenário macroeconômico, com a taxa de juros básicos da economia em patamar elevado (14,25% a.a.), as cadernetas continuam pouco competitivas em termos de rendimento comparado ao das demais aplicações financeiras.

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