Vendas no varejo variam -0,5% em setembro

Jornal GGN – Em setembro, o comércio varejista recuou 0,5% frente ao mês imediatamente anterior para o volume de vendas, sendo esse o oitavo resultado negativo seguido, enquanto a receita nominal permaneceu praticamente estável (0,1%) pelo segundo mês consecutivo, ambos nas séries livres de influências sazonais, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Quanto à média móvel, o volume de vendas registrou variação negativa de -1% pelo terceiro mês consecutivo, enquanto a receita se mantém estável (-0,1%) desde dezembro de 2014. Nas comparações obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo registrou, em termos de volume de vendas, uma redução de 6,2% frente a setembro do ano anterior, sendo esse o resultado o sexto negativo. Com isso, as taxas acumuladas ficaram em -3,3% no ano e -2,1% para os últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 1,8% em setembro, 3,5% no ano e 4,5% em 12 meses, respectivamente.

A passagem de agosto para setembro mostrou variação de -0,5% no comércio varejista, com predomínio de resultados negativos, alcançando oito das dez atividades: veículos, motos, partes e peças (-4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (-1,6%); material de construção (-1,5%); tecidos, vestuário e calçados (-1,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,8%); combustíveis e lubrificantes (-0,7%). Por outro lado, móveis e eletrodomésticos (0,0%), após sete recuos consecutivos, ficou estável este mês. Já o setor de maior peso na estrutura do varejo, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%), mantêm-se praticamente estável pelo segundo mês consecutivo.

Na comparação com igual mês do ano anterior, em termos de volume de vendas, todas as oito atividades do varejo registraram variações negativas. O principal destaque foi móveis e eletrodomésticos (-17,9%), seguido por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%); combustíveis e lubrificantes (-8,7%) e tecidos, vestuário e calçados (-12,9%). Tais segmentos responderam por mais de 80% da taxa global. Nos demais setores, os resultados foram: livros, jornais, revistas e papelaria (-14,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,0%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,1%), este último com a primeira queda da série histórica.

Na passagem de agosto para setembro de 2015, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista registrou recuo em 23 das 27 unidades da federação. As maiores quedas situaram-se no Maranhão (-5,3%) e em Mato Grosso do Sul (-3,0%). Entre os estados com variação positiva frente a agosto, destacaram-se São Paulo (1,5%) e Alagoas (1,7%). Frente a setembro de 2014, o volume de vendas caiu em todos os estados, exceto Roraima, que teve avanço de 2%. As maiores quedas ocorreram no Amapá (-18,9%), Paraíba (-15,0%) e Alagoas (-13,2%). Quanto à participação na composição da taxa, destacaram-se São Paulo (-4%); Rio de Janeiro (-6%) e Rio Grande do Sul (-8,9%).

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