A carretilha de Neymar

Jogadores do Athletic Bilbao irritados após jogada de Neymar na final da Copa do Rei

Por Rui Daher

Quando o Dominó de Botequim funcionava boa parte do papo era boleiro. Não duvido que, reaberto, assim continuará. É irresistível.

Sábado passado, em Barcelona, o time da casa ganhou de 3 a 1 do Athletic Bilbao e se tornou campeão da Copa do Rei.

Mais uma vez brilhou o tridente do Barça, MSN – Messi, Suárez, Neymar. O M marcou um gol antológico. O S deu passes fantásticos. O N fez um gol e uma polêmica.

Nos minutos finais, resultado já definido, Neymar tentou um lance de efeito, uma das plásticas que revela a alegria e a magia do futebol e, também, de outros esportes, por que não? Desenvolver habilidades e superar marcas é a vida esportiva.

Perto da bandeirinha de escanteio, o brasileiro aplicou uma carretilha, para nós, uma “lambreta”, para os europeus, sobre um defensor do time basco. Recebeu falta e foi punido como se ele houvesse cometido a falta … de respeito.

Nova regra da FIFA? Está no manual? Pode ser. Sabemos o quanto a Federação e seus dirigentes e intermediários são respeitosos com o alheio.

Deu sururu, Neymar quase sofre agressão (das tantas que leva dos delicados gladiadores da “La Liga”). O esperto e cauteloso técnico do Barcelona, Luís Henrique, reprovou a jogada e disse que, talvez, reagisse de forma até pior.

Ora, ora, caballeros, que babaquice é essa? Se caneta, chapéu, lençol, elástico, drible-da-vaca, rolinho, pode, por que a carretilha não?

Caso um jogador de futebol desenvolva a habilidade de driblar com a bunda será desrespeito com o adversário, com a Gretchen, e com quem mais? Se um brasileiro superar um jogador merengue, correndo de ponta cabeça sobre as duas mãos e com a bola presa entre os dois pés, terá ofendido alguém? Garrincha, vivo, levaria cartão vermelho depois de amarelar dois “João” com suas idas e vindas sobre a pelota estática?

Bestas mal-humoradas de Espanha, calma. A carretilha é uma jogada, um drible para a frente, evolutivo, forma de usando-se os calcanhares fazer a bola passar por cima da cabeça do infeliz e pegá-la atrás dele. Se não sabem fazê-la, deixem para quem sabe.

O mesmo em outros esportes. No basquete, por exemplo. Os incríveis voos de Michael Jordan e os meneios de corpo de LeBron James ofendem a alguém? É feio no tênis rebater a bola por baixo das pernas? E a largadinha de costas no vôlei?

Criatividade, invenção, treino, habilidade, genialidade, não são ofensas; carrinhos desleais, chutões para se livrar da bola, passes errados, são. Para o público é a diferença entre a alegria e a decepção.

Nos jornais espanhóis, articulistas e enquetes com os torcedores entenderam isso. Viram na jogada a magia do futebol, que impede o futebol se tornar chato, enfadonho, monótono.

Tanto o técnico como o capitão do Barcelona disseram que tais jogadas, vistas como normais no Brasil, são ofensivas na Espanha. Matar touros por esporte só ofende a esposa do touro, certo?

Neymar, aquele que o complexo de vira-lata previa fracassar na Europa, tem a palavra:

“Não vou mudar. Isso é futebol. É um drible como outro qualquer. Não sei por que se irritam se é parte do esporte. Não há motivo para irritação”

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41 comentários

  1. Craque
    Repetindo o comentário feito para JNS sobre o mesmo episódio:

    “Esse menino… só conseguem pará-lo na agressão.  O garoto é bom! :-)”

    E os medíocres inventam regras que os defendam e justifiquem em sua medianez.

  2. O menino, os meninos que aprenderam “na “sevirancia” sabem que

    tem hora, meu, que o negócio é se virá, mas tem que sabê fazê, né não?”

    Babem os que não sabem tirar leite de pedras.

    Aqui no Brasil, muuuuuuuita gente aprendeu e continua sobrevivendo..

    • Esquizofrenia

      Odonir,

      A reação dos jogadores espanhóis à jogada de Neymar beira a esquizofrenia.

      É assim, com estas medidas tidas como puliticamente incorretas, que se enterra o interesse do torcedor pelo esporte, e aqueles que tentarem se igualar so fantástico Michael Jordan, cuidado se precisarem jogar na Espanha. Como se pode perceber, aberrações não ocorrem apenas no patropi, onde DRousseff procura por GAlckmin para barrar o projeto de redução de maioridade penal.  

      • ESQUIZOFRENIA 2

        Qual o problema de Dilma procurar Geraldo pela não aprovação da redução da maioridade? Aberração é o próprio projeto. Menos, cara! Menos!

        • Acho que ele quis dizer que

          Acho que ele quis dizer que absurdo era ter que chegar a esse extremo. Que em condições mais civilizadas isso não seria necessário. Chefes de poder executivo estariam reunidos para colocar o país pra frente, não pra evitar uma marcha ré.

        • Esquizofrenia 3

          Paulo,

          Em relação à esquizofrenia, ao menos leia corretamente,

          “A reação dos jogadores espanhóis à jogada de Neymar beira a esquizofrenia.”

          Em relação à aberração DR com GAlckmin, isto só acontece no patropi. Quanto ao projeto em si, concordo, é uma total aberração que está sendo empurrada goela abaixo da sociedade, pois nos últimos dez anos os menores de 18 anos foram responsáveis por menos de 5% dos crimes.

          É por isto que este dado estatístico é escondido do noticiário, tem um post aqui no blog sobre isto

  3. Não sei porque tanta fumaça

    Não sei porque tanta fumaça por causa deste lance.A verdadeira “carretilha”,a bola passa sobre o adversario.Neste caso a bola passou pelo lado.È que o futebol ficou tão medíocre que uma tentativa de um drible comum pela varzea vira notícia.

  4. A única crítica que eu tenho sobre isso

    é porque ele só tenta fazer essas jogadas de efeito quando o seu time já praticamente gnhou o jogo.

    Ele devia jogar assim desde o começo do jogo , tentando abrir o placar , levando o time à vitória.

    Mas parece que falta coragem pra ele e é isso que diferencia um Messi , Cristiano Ronaldo de um Neymar nos dias de hoje.

    Fazer essas jogadas de efeito com o jogo ganho qualquer jogador mediano pode tentar fazer.

    • É só isso mesmo. Quero ver

      É só isso mesmo. Quero ver ele fazer isso quando o jogo estiver no zero a zero. Uma coisa é o drible em direção ao gol, para desmontar a defesa. Outra é, final de jogo, ficar dando espetáculo próximo da bandeira de escanteio. Lembram do sururu entre Corinthians e Palmeiras, quando o Edilson ficou fazendo embaixadinhas?

      • Carlo e Sérgio,

        antes de ir para o Barcelona, quando o Neymar fazia justamente aquilo que vocês pedem em seus comentários, era acusado de irresponsável, não jogava para a equipe, só queria brilhar.

        Foi para a Europa, mudou o estilo de jogo, passou a servir até mais como garçom do que como artilheiro, jogar em conjunto. Claro que nunca faria aquilo se o jogo não estivesse ganho. Não é louco e amadureceu no Barça.

        Não bastasse isso, foi o terceiro artilheiro do campeonato espanhol, atrás somente de Cristiano e Messi. É pouco para quem acabou de chegar lá?

        Neymar tem um único problema. Aquele que dizia Tom Jobim: no Brasil, sucesso é ofensa pessoal.

    • QUAL A REGRA DO FUTEBOL QUE PROÍBE ISSO?

      QUAL A REGRA DO FUTEBOL QUE PROÍBE ISSO, QUALQUER QUE SEJA O PLACAR OU O TEMPO DE JOGO? Ora, ele estava espremido perto da baliza de escanteio, ou ele tentava uma jogada de efeito, diferente, ou entregava a bola para o adversário puxar o contra-ataque. O que ele deveria fazer? Deveria, educadamente, entregar a bola para o adversário?

    • Também acho. O Ronaldinho

      Também acho. O Ronaldinho Gaúcho nos tempos áureos de Barcelona esbanjava muito mais habilidade do que qualquer jogador que já tenha jogado o esporte (falo em habilidade, não que ele é o melhor de todos tempos). Só que o Ronaldinho jogava assim o tempo inteiro, inclusive enquanto estava perdendo. O que o Neymar fez é coisa de pelada (amistoso), ainda mais que o outro time não possui 5% da folha salarial do Barcelona, então de certa maneira é falta de respeito. Imagine se a Alemanha durante o 7 a 1 começasse a rebolar, dançar e tocar de letra, se a torcida brasileira ia levar na boa. 

      • O RONALDINHO, NO BARÇA, UMA VEZ DEU UNS CINCO CHAPÉUS.

        Uma vez o Ronaldinho Gaúcho, no BARÇA, deu uns cinco chapéus, para frente e para trás, na lateral, sem objetividade e sem caminhar rumo ao gol, e todo mundo bateu palmas – ninguém fez falta. Mas, com o Neymar, os críticos brasileiros parecem ter “complexo de vira-latas”.

  5. Era só o que faltava

    E se o drible fosse aplicado por Messi?

    E se outro tipo de drible – até mais humilhante – fosse protaginizado por Messi, o que fariam? 

     

  6. QUEM TEM COMPETÊNCIA DÁ CARRETILHA, ELÁSTICO, CANETA.

    Quem tem competência dá carretilha, elástido, caneta etc., quem não tem faz faltas violentas e desleais, como aquela da Copa do Munda, que poderia deixar Neymar paraplégico (OBS.: O Pelé perdeu um rim numa jogada violenta no campeonado dos EUA). Qual é o pior? Ora, estão querendo assassinar o futebol arte e torná-lo uma batalha de gladiadores, que deveria ser disputada no Coliseu da antiga Roma. 

  7. Se fosse o Messi…bem, o negócio de Messi é futebol!

    Se fosse o Messi…bem, no caso do Messi o drible seria à frente, em direção ao gol e, provavelmente, concluído com um golaço, tal qual o primeiro tento da partida. No caso do jogador brasileiro…foi aos 500 do segundo tempo, no cantinho do campo, jogo decidido, atitude desrespeitosa. Para completar, faltou apenas se jogar, mãos no rosto, simular uma agressão. Quem sabe na próxima. 

  8. Acho Que estão certos.

     

    Final de jogo, placar elástico, muita rivalidade.

    Além de saber perder, é preciso saber ganhar também. E o Neymar não tem esta noção.

    • Seletivo hein?

      O senhor acusa Neymar de não saber ganhar e se cala ante o rival que não  soube perder.

      Muito seletivo, hein?

      Para mim isso soa como pré sintoma de odioso preconceito.

  9. desde novo já é pilantra.

    pela enrolação da negociação com o barcelona, já dá pra perceber o carater. quando estiver mais velho vai bater os indices da dupla teixeira/marin.

  10. A ultima temporada do Messi

    A ultima temporada do Messi convenceu-me que é o melhor jogador de todos os tempos. Conduz a bola e finaliza melhor que Pelé e Maradona. 

  11. Instigam o moleque abusado,

    Instigam o moleque abusado, mas quando alguém quebrar a perda dele… lamentarão o estrago que ajudaram a produzir. 

    • Ah, o Brasil profundo,

      inteligente, politicamente correto. Certo está quem quebra as pernas de meninos ousados. O novo Brasil, sisudo, militaresco de conotação esquerdóide, que merda virou isto!

  12. Como as enterradas na NBA

    Concordo com o Rui Daher. Houve um tempo, no basquete, que ao fazer uma enterrada o jogador tinha a cesta anulada e tomava falta técnica. Era no basquete da FIBA (Federação cujas regras são aplicadas na maior parte do mundo). Na NBA as enterradas não só não eram penalizadas, como aplaudidas. Entre os artistas e os brucutus da “honra”, faço como a NBA e fico com os primeiros.

    • O problema das enterradas era outro.

      As enterradas algumas vezes eram penalizadas porque o jogador podia ficar com o braço preso na tabela e derrubar tudo.

  13. Rui, dou 2000% de razão a você!

    Guardei dos meus 20 poucos primeiros anos na França, uma afeição para o jornal “L’ Equipe”, e especialmente um jornalista de futebol o Roustan. Alias é um grande admirador do nosso Sócrates, só para entender um pouco o homem.

    Ele tratou do caso no vídeo blog dele “Roustan TV” (uma delícia para quem entende francês) e desancou os espanhóis.

    Citou inclusive que a alegação que o jogo estava decidido com 3 x1 na 87′, é uma bobagem sem nexo e lembrou vários jogos decisivos onde houve inversão deste placar em 2′ ou 3′.

    E falou em outro blog: assim o Garrincha acabaria numa prisão espanhola, e eu faria questão de ser encarcerado junto para jogar no time dele!

  14. sobre o Neymar

    Galera, vou fazer o advogado do Diabo aqui e vão me desculpar, mas o juiz não apitou falta pela lambreta, mas apitou o lance porque Neymar claramente se jogou no chão quando viu que o zagueiro iria recuperar a bola. Devia é ter tomado um belo cartão amarelo. Os jogadoresdto Atletic foram xingar o Neymar não pela lambreta, mas pelo mergulho que ficou registrado com o número 9.734.657.238.465.234. É um saco, toda vez que percebe que vai perder a bola parece que toma um tiro nas costas. No futebol altamente físico que se joga hoje na Europa, ninguém mais agüenta esse troço.

    Nesse mesmo jogo, em que fez um gol ridículo (percorreu metade do campo em 12 segundos e driblou quatro adversarios antes de chutar a gol), o Messi claramente manteve um dos zagueros à distância com um braço extendido, exatamente o que o zaguero do Atletic fez com o Neymar na hora da lambreta. Em vez de cair no chão, o zagueiro seguiu perseguindo Messi até tomar um humilhante drible da vaca. Na corrida, Messi tomou empurrão, chute na canela e cotovelada, mas manteve a corrida para o gol. O Neymar, en tanto, deu a impressão de ter sido alvejado por uma espingarda.

    Me faz lembrar a carrera do Euller, o Filho de Vento, un atacante muito rápido e agressivo. Mas chegando na área se perdia a bola parecía que caia fulminado por um raio divino acompanhado de metralhadora. Nas temporadas finais de sua carrera, Euller até podía levar tiro ou facada na área, que nunca mais juiz nehum caiu na armadilha. Neymar precisa de ficar de olho.

    • Olha, eu vi o vídeo. O

      Olha, eu vi o vídeo. O empurrão é claríssimo, não tem o que discutir. Pode ser que o Neymar tenha “valorizado”, mas o empurrão é sem bola, o zagueiro se vira de costas para a bola para empurrar o Neymar, é falta indiscutível. Nada a ver com “manter o adversário à distância com o braço estendido”. É só desespero de perdedor; o jogo está no fim, o cara toma um drible e não pode puxar um contra-ataque, faz uma falta sem sentido, que interrompe o jogo e permite ao adversário ganhar tempo, aí tenta fazer descambar para uma confusão generalizada para ver se o juiz dá um desconto maior no final.

      • Então apitou o quê?

        Caro Luis Henrique, respeito a sua opinião, mas se ISSO é uma “falta indiscutível” então estamos falando de um outro esporte. O Neymar se jogou, sim, mais uma vez e o árbitro apitou que o jogador cavou a falta. Não levou um amarelo porque o jogo estava no final. Não foi “empurrão sem bola”, são dois jogadores lutando pela posse da bola, aí o sujeito encostou no Neymar e o nosso craque caiu fulminado por um raio. (Até o meu filho, fão do Neymar, ficou gritando “pô, se levanta, cara, que saco!!”). A título muito pessoal, achei deprimente o gesto do Neymar de sair andando de cabeça baixa enquando era xingado pelos zagueiros adversários. Foi uma imagem terrível.

        Na sua opinião o árbitro apitou o quê? A lambreta? Virou piada, então.

      • Aliás, Luís Henrique, não

        Aliás, Luís Henrique, não concordo com o artigo principal. Sutilezas estão longe de ser sancionadas no futebol espanhol. Vide a habilidade que demonstra o Cristiano Ronaldo em cada jogo, ou então conte as canetas que o Messi já mandou ver na temporada (aliás, quase um terço das canetas do Messi foram encima do nosso Marcelo…).

  15. Vejo que a maior parte da

    Vejo que a maior parte da polêmica é sobre a ocasião do placar elástico.

    O jogador diferenciado que está no time que conquistou a folga no placar, conquistou também o direito de estar solto e ousado. É uma conquista, não tem nada vê com “não saber ganhar”. O trabalho dele é “dar alegria” pra sua torcida e nada mais, ponto. Driblar não é ofender, nunca.

    O time derrotado deve se preocupar com mais futebol, e menos choradeira.

    • Pois é… parece até que

      Pois é… parece até que “respeitar o adversário que está perdendo” é ficar trocando passes laterais no meio de campo, torcendo para o relógio correr…

  16.  
     
    Evidente que

     

     

    Evidente que ridicularizar os outros, é mais agradável. Observem o que fazem os corruptos tucanos do lado de lá, com os nossos do lado de cá.

    Na verdade, o drible está mais próximo da corrupção, que da delegacia do Dr. Juiz Moro. Mesmo no futebol,  pode-se considerar o drible, uma trapaça. Em especial, por aqueles que consideram o futebol uma coisa séria, onde, segundo eles, não cabe o titití, o deboche e o lúdico.

    Para os mais sisudos, aqueles com vocação para os negócios. Os chamados, empreendedores, que conseguiram transformar a “pelada,” ou, como jogava-se na Bahia o “baba,” neste grande empreendimento que envolve centenas de homens sérios. Todos rodopiando em torno da  FIFA e de suas  subsidiárias ao redor do mundo. Onde encontramos em Pindorama, a CBF. Claro. Neste universo de engravatados cartolas, não há vagas, para de carretilhas, lambretas, e dribles da vaca.

    Orlando

     

     

  17. Esses espanhóis são

    Esses espanhóis são babaquinhas.

    Se fosse na época do Garrinha ele ia fazer essa turma toda de “João”.

    Era o apelido que ele dava para quem ele sacaneava, botava na roda, um bando de João.

      • Rui
        Rui, é o que você lembrou mais acima: o politicamente correto, este bom-mocismo enviesado, falso, hipócrita tirou a leveza e a simplicidade dos dias. Ninguém defende a ofensa ou a deslealdade, mas hoje você ser criativo e autêntico é uma heresia. Estamos vivendo tempos fundamentalistas e messiânicos. E o pessoal que defende isto é totalmente “materialista”. Sua religião é o controle!
        Abraço!

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