A curiosa trama da Globo no maior tiro contra o próprio pé, por Luis Nassif

Os grupos de mídia, através de Roberto Civita, trouxeram para o Brasil o padrão Murdock de enfrentamento das novas mídias. Tratava-se de um intenso ativismo políticos, atraindo a ultra-direita, de maneira a fortalecer-se politicamente para influenciar na regulação do setor, impedindo o avanço avassalador das novas mídias.

O mais curioso da história é que, com Dilma Rousseff, eles teriam um aliado óbvio. Dilma sempre defendeu a ideia de fortalecimento de grupos nacionais contra estrangeiros. É o que está por trás do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), das linhas de financiamento do BNDES, do Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

Mas o imenso poder acumulado pela Globo fê-la deixar a prudência de lado. O que demonstra que seus estrategistas foram tão primários quanto os do próprio PT, que minimizaram o risco de impeachment.

Ontem, a decisão do CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) proibindo os Bônus de Veiculação, foi o tiro mais forte na fortaleza da Globo.

De uma fonte com acesso a executivos da Globo:

“O documento do cade também fala em investigar  a Netflix. Netflix e Amazon/PrimeVideo concorrem com a Globo, mas não vendem publicidade.

O PT, nos tempos da Dilma, ajudaria a Globo, limitando e regulando os Google, Facebook e demais.

Os Marinho preferiram dar suporte ao Eduardo Cunha. Um dos executivos da Globo me disse na ocasião “o Cunha trabalha; o líder do PT é preguiçoso.” Eu tinha observado que o  PT seria potencial aliado deles”.

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