A ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES PRECISA DE VOCÊ! *

ENFF 

Situada em Guararema (a 70 km de São Paulo), a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), inaugurada em evento internacional em 23 de janeiro de 2005, foi construída entre os anos de 2000 e 2005, graças ao trabalho voluntário de pelo menos mil trabalhadores sem terra e simpatizantes. Sua missão é a de atender às necessidades da formação de militantes que lutam por um mundo mais justo.
Os recursos para a sua construção foram obtidos com a venda de fotos de Sebastião Salgado e do livro Terra (fotos de Salgado, texto de José Saramago e música de Chico Buarque) e mediante a contribuição de entidades da classe trabalhadora do Brasil, da América Latina e de várias partes do mundo. Os recursos para a sua manutenção e funcionamento são obtidos por meio de financiamento de projetos nacionais e internacionais, por organizações institucionais e privadas, além da colaboração individual.
“… No dia 17 de Abril de 1996, no estado brasileiro do Pará, perto de uma povoação chamada Eldorado dos Carajás (Eldorado: como pode ser sarcástico o destino de certas palavras…), 155 soldados da polícia militarizada, armados de espingardas e metralhadoras, abriram fogo contra uma manifestação de camponeses que bloqueavam a estrada em acção de protesto pelo atraso dos procedimentos legais de expropriação de terras, como parte do esboço ou simulacro de uma suposta reforma agrária na qual, entre avanços mínimos e dramáticos recuos, se gastaram já cinqüenta anos, sem que alguma vez tivesse sido dada suficiente satisfação aos gravíssimos problemas de subsistência (seria mais rigoroso dizer sobrevivência) dos trabalhadores do campo. Naquele dia, no chão de Eldorado dos Carajás ficaram 19 mortos, além de umas quantas dezenas de pessoas feridas….” Trecho do prefácio do livro “Terra” escrito por José Saramago. Leia na íntegra o prefácio
Atualmente, a ENFF encontra-se ameaçada pelo estrangulamento econômico, graças à ofensiva orquestrada pela direita contra os movimentos sociais, particularmente o MST. A escola também é alvo: o capital não aceita a ideia de que os trabalhadores tornem-se sujeitos conscientes de sua história. Sem recursos, a escola corre o risco de encerrar suas atividades.

Por isso, sua contribuição é mais do que nunca necessária.

O espaço físico da ENFF

A escola está erguida sobre um terreno de 120 mil m2, com instalações de alvenaria de tijolos fabricados pelos próprios trabalhadores. O projeto arquitetônico, oferecido voluntariamente, teve como princípio causar o menor dano ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, propiciar o melhor resultado para o sujeito da escola: trabalhadores, alunos, assessores e visitantes.
Ao todo, são três salas de aula, que comportam até 200 pessoas, auditório, dois anfiteatros, uma biblioteca com 40 mil livros (obtidos por meio de doação). Além disso, a escola conta com quatro blocos de alojamento, refeitórios, lavanderia, estação de tratamento de esgotos e casas destinadas aos assessores e às famílias de trabalhadores que residem na escola. Dispõe, ainda, de horta que produz para consumo local, e árvores frutíferas espalhadas. Para o lazer, oferece um campo de futebol e uma quadra multiuso coberta.
A seu pleno funcionamento demanda a dedicação integral de 35 trabalhadores militantes residentes no local, de todas as áreas (da administrativa ao setor pedagógico, passando pela infraestrutura elétrica e sanitária e outros). Além disso, todos os que frequentam os seus cursos se encarregam da limpeza, dos cuidados com a horta e outros trabalhos que a manutenção da escola exige. Para assegurar a possibilidade de participação das mulheres, foi construída a “Ciranda Infantil Saci Pererê”, onde as crianças permanecem em ambiente sadio e cuidadoso enquanto seus responsáveis, principalmente as mães, estudam e/ou trabalham.
O trabalho de formação da ENFF

Nos cinco primeiros anos de sua existência, passaram pela escola 16 mil militantes dos movimentos sociais do campo e da cidade, de todos os Estados do Brasil e de outros países da América Latina e da África.
A escola tem o apoio de mais de 500 professores voluntários – do Brasil, da América Latina e de outras regiões –, nas áreas de Filosofia Política, Teoria do Conhecimento, Sociologia Rural, Economia Política da Agricultura, História Social do Brasil, Conjuntura Internacional, Administração e Gestão Social, Educação do Campo e Estudos Latino-americanos. Além disso, oferece cursos superiores e de especialização, em convênio com mais de 35 universidades e mestrado sobre Questão Agrária, por meio de convênio com a UNESP e UNESCO.
A ENFF também mantém convênio com mais de 15 escolas de formação em outros países e com o Ministério da Educação de Cuba, com o objetivo de implementar no Brasil o método de educação e alfabetização lá desenvolvido e praticado.
PARTICIPE DA LUTA EM DEFESA DA ENFF


Em dezembro de 2009, um grupo de intelectuais, professores, militantes e colaboradores resolveu criar a “Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes”, com os seguintes objetivos:
• Divulgar as atividades da escola • promover campanhas pela adesão de novos sócios e de solidariedade para angariar recursos, incluindo doações de livros, revistas, publicações e material audiovisual para a Biblioteca • apoiar e incentivar o desenvolvimento de projetos de educação e escolarização de crianças, jovens e adultos do campo, da cidade, das comunidades indígenas e quilombolas, bem como projetos contra as discriminações de raça, cor, gênero, sexo e religião • desenvolver parcerias com instituições que atuem na área da formação e educação • viabilizar projetos que estimulem estudos acerca da tradição do pensamento crítico • estimular intercâmbio de atividades internacionais de formação

VEJA COMO VOCÊ PODE SE ASSOCIAR:

Para se tornar associado, é indispensável preencher a ficha de adesão com o compromisso de contribuir mensalmente com um valor mínimo de R$ 20,00, ou com contribuições solidárias de qualquer valor. Os fundos angariados serão diretamente destinados à escola e/ou usados para organizar atividades com o objetivo de levantar mais recursos.

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Faça uma visita monitorada à ENFF, organizada periodicamente por nossa associação [ Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes]. Você sentirá orgulho de pertencer ao grupo de colaboradores que viabilizará o projeto ENFF.
Para obter mais informações sobre como contribuir, procure a secretaria executiva:
Rua da Abolição nº 167 – Bela Vista – São Paulo – SP – CEP 01319-030

Telefones: (11) 3105-0918; 9572-0185; 6517-4780
e-mail:

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Texto reproduzido do comunicado da Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes

Esta página encontra-se em www.cecac.org.br


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