A lógica do poder: general Ramos se humilha para responder ataques da Terça Livre

Bastou um ataque do Terça Livre, certamente comandado por Carlos Bolsonaro, para assumir a atitude humilhante de ir ao Twitter hipotecar publicamente lealdade ao Presidente da República.

Um bom exemplo de como funciona a lógica de governo Bolsonaro está no general Luiz Eduardo Ramos.

Ramos tem todos os galardões do poder. É general, ainda que da reserva, e, como tal, opera em duas mãos. A participação de um general no governo confere a Bolsonaro o argumento da autoridade, de invocar suas relações com as Forças Armadas contra os críticos. Na outra ponta, serve como avalista do governo Bolsonaro junto às Forças Armadas, ao ser apresentado como membro da ala racional do governo – ao lado dos generais Braga Neto e Hamilton Mourão. É Secretário de Governo. E, como tal, o Ministro mais próximo de Bolsonaro.

Mas bastou um ataque do Terça Livre, certamente comandado por Carlos Bolsonaro, para assumir a atitude humilhante de ir ao Twitter hipotecar publicamente lealdade ao Presidente da República.

O blog o acusou de ser “comunista”, sabe-se lá por quê. Para se defender, Ramos não abriu a porta do gabinete, andou alguns metros no corredor, entrou na sala do Presidente e exigiu moderação do filho mais abilolado. Foi ao Twitter e fez juras públicas de lealdade ao pai, lembrou a amizade desde os tempos de caserna.

Como dizem por aí, não é preciso que desenhe para se entender como funciona a lógica de poder no Palácio.

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