A matemática financeira do modelo de metas inflacionárias

Aí vai uma planilha para vocês brincarem um pouco. Na sequência, explico a lógica.

 

Aqui, as hipóteses básicas que utilizei. O IPCA passando de 4,5% a 6,5% ao ano, a Selic de 7,5% a 11,5%, o dólar caindo de R$ 2,50 para R$ 2,20 e o custo do crédito (para pequenas e médias empresas) saltando de 1,80% para 3,5% ao mês,

Nessa tabela, a conta mais fácil, sobre os ganhos financeiros com a elevação da Selic e a queda do dólar.

No caso do Investidor em US$ ele ganha com a alta da Selic e com a queda do dólar. Se o dólar permanecesse parado, seu ganho seria de 7,5% (a Selic). Com a alta da Selic e a queda do dólar, salta para 26,7%.

No caso do Investidor em R$, mede apenas a taxa real, a Selic de cada momento dividida pela inflação esperada em cada momento. Seu ganho salta de 2,87% para 4,69% – meramente com o aumento da Selic sendo maior que o aumento da inflação esperada.

Aqui é uma conta mais complexa e que serve apenas para teste de sensibilidade.

Na primeira coluna, os setores não competitivos da economia – que têm poder de mercado. Eles têm margem maior (supus 15%). Em caso de desaquecimento da economia, teriam uma queda de 5% no faturamento, uma elevação de 6,5% nos custos (devido ao aumento da inflação), mas conseguiriam reajustar seus preços em até 10%. Além disso, mantém em Tesouraria o equivalente a 30% do seu faturamento anual, sendo remunerado pela Selic.

Leia também:  Clipping do dia

Na segunda coluna, os setores competitivos, com empresas disputando mercado, portanto com margem menor, sofrendo mais com as quedas de vendas e sem o mesmo espaço para reajuste de preços. Além disso, são tomadores de crédito, sofrendo também com a elevação dos juros.

Aqui, os efeios combinados de queda de demanda, aumento de custos e elevação dos juros – beneficiando as maiores, penalizando as menores.

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1 comentário

  1. Meio circulante

    Com os pagamentos eletrônicos o governo não controla nem o meio circulante, nem a quantidade de crédito que variam a favor dos que as comandam.

    Tirando toda a lógica do sistema e o colocando ao viéz do arbítrio de privilegiados.

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