A terceira via, parte 1, por Rui Daher

Comum os babacas das planilhas nos pedirem números. Risos. Como se eles não os tivessem e, mentirosamente, os escamoteassem.

Comum os babacas das planilhas nos pedirem números. Risos. Como se eles não os tivessem e, mentirosamente, os escamoteassem.

A terceira via, parte 1, por Rui Daher

Oráculos e financistas de seus próprios interesses aproveitam os púlpitos das folhas e telas cotidianas para criarem consenso sobre a necessidade de uma terceira via nas prováveis (?) eleições presidenciais, em 2022.

Dizem ser preciso evitar a polarização entre os populismos de esquerda e direita. Mentira. Afirmo, sem medo de errar, que na hora agá, entre Lula e Bolsonaro, voltariam a votar no Regente Insano Primeiro (RIP), apesar de todos os despautérios pandêmicos, econômicos e sociais por ele cometidos em 30 anos de inatividade e fanfarronice.  

Fosse diferente, já estaria afastado, preso ou internado em manicômio.

Apenas disfarçam, na esteira estigmatizada a que o mais recente estadista que governou o Brasil foi exposto.

Pessimismo meu, talvez. Realismo, mais provável. Analisem como está o pensamento dos 30% (?) que vão às ruas, em minguadas manifestações a pedir o “fim do comunismo”? Inteligentes, né?  Onde irão achar? Marte?

Creio apenas sermos 70% (?) acovardados por ignara minoria miliciana.

Por que uma terceira via, se a primeira, agora livre do complô que a tirou das eleições de 2018, tão bem serviu ao País, mercados internos e externo contemplados, ricos e pobres, a ponto de sair do governo com 87% de aprovação?

Claro que sei. O capitalismo selvagem, concentrador e equivocado que, na contramão do mundo, pouco se preocupa com quem morre de fome, mesmo sem perceber, na distribuição de renda potencial alavanca, pelo consumo, do crescimento no main stream.

Os mais influentes pensadores do mundo atual sabem impossível manter regimes democráticos sem diminuir a desigualdade social.

Comum os babacas das planilhas nos pedirem números. Risos. Como se eles não os tivessem e, mentirosamente, os escamoteassem.

Vamos lá! Se bem agrado aos ricos pedintes.

Em 2013, nosso PIB per capita estava (PPC – paridade do poder de compra) em USD 15,9 mil. A posição no ranking global, era 78º. Em 2019 (esqueço 2020, para não ouvir que tudo foi causado pela Covid-19), caímos 10 posições. Somos 88º. Os dados são do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Pandemia? Ainda não. Embora ela se aproximasse e já o mundo reconhecesse, quem no governo mítico e o povo inzoneiro, a reconheceria? Certeza de que estariam curados com Benegrip®, lencinhos de papel e um kit engana bobos.

Mas preferiram se manter no diapasão das classes dominantes e de um povo que acredita em mitos.

Em 2014 (quem no governo?), o PIB per capita do Brasil (paridade de compra) estava em USD 15.800. Estagnou e até 2020 caiu 11%.

A preços correntes (de mercado), entre 2003 e 2016, cresceu a uma taxa de 9,5% ao ano. Após o golpe que derrubou Dilma Rousseff, entre 2016 e 2019, o PIB per capita passou a crescer 2,9% ao ano. Em 2020, aí sim, com uma pandemia sem infraestrutura de saúde, sem vacinas, o índice caiu mais de 4%.

Os que não precisaram se entubar e sobreviveram, tenho certeza, à custo de suas próprias vidas, ainda apoiarão o Gênio da Cida, é da vida no Brasil.

Não desistirei enquanto esse monstro e sua equipe não forem defenestrados do poder incumbente do País.

Não me importa a vida. Também não sei se quando acontecer, enterrado no cemitério do Araçá, em São Paulo, ou cremado, poderei ajudá-los. Tanto faz. Apenas destruam e livrem o Brasil de Jair Bolsonaro.

Hoje, sexta-feira-feira, voltando de nossa pequena fábrica, no interior de São Paulo, vejo enorme empreendimento, beira da marginal do Rio Pinheiros. Enorme estátua da Liberdade norte-americana à frente da moderna construção. Sei pertencer a patético papagaio verde e amarelo.

Claro que irão prestigiá-la. Triste, como sempre fiz, a boicotarei.

Inté!

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