Advogados evangélicos avançam por pauta de costumes e STF

Associação nacional considera Jair Bolsonaro ‘bem intencionado’ e defende pauta de costumes que casa com o que é defendido pelo bolsonarismo

Jornal GGN – A Associação Nacional de Juristas Evangélicos saiu do papel no segundo ano do governo de Dilma Rousseff (PT), mas sua influência passou a ser mais visível durante o mandato de Jair Bolsonaro.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, diversos elementos que ajudaram Bolsonaro a se eleger ajudam a explicar como a influência evangélica dentro de Brasília tem sido tão expressiva. Por exemplo: a Associação foi oficialmente lançada em um auditório na Câmara dos Deputados, e diversos de seus homenageados ajudaram a engrossar o bolsonarismo, como o senador Magno Malta (PL-ES), e o deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

A própria Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chegou a ocupar uma diretoria da entidade nos primeiros anos de funcionamento. E a convite dela, os juristas elaboraram um texto-base para o Plano Nacional de Direitos Humanos.

Embora a Anajure não se defina como de direita, e seja descrita como social-democrata na democracia e conservadora nos costumes, ela apresenta afinidade com a agenda moral pregada pelo bolsonarismo – a entidade é amicus curiae (chamados para opinar sobre a causa julgada) em 17 ações em andamento no STF, que vão do combate ao bullying homofóbico no Plano Nacional de Educação à demissão de uma professora adventista que não trabalhava aos sábados.

 

 

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