Aécio tem conta no exterior, mas PGR não encontrou prova de recebimento de propina

A pedido da PGR, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, arquivou o inquérito que investigava a suposta propina

Brasília - Senador Aécio Neves fala à imprensa, no Palácio do Planalto (Valter Caampanato/Agência Brasil)

A Procuradoria-Geral da República confirma que o hoje deputado federal Aécio Neves (PSDB) tem contas no exterior, mas não conseguiu encontrar provas de que elas eram abastecidas com recursos do esquema de corrupção em Furnas. Por isso, a pedido da subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, arquivou o inquérito que investigava a suposta propina.

“Em que pese a comprovação de elementos informativos acerca da existência de contas bancárias de titularidade de familiares do parlamentar no exterior, não foi possível comprovar o recebimento de vantagem indevida por Aécio Neves da Cunha no esquema de Furnas”, diz trecho do pedido de arquivamento, que também beneficia o ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo.

No pedido de arquivamento, Lindôra ainda escreveu que as contas no exterior, das famílias de Dimas e Aécio, “[foram] possivelmente utilizadas para o recebimento de valores espúrios oriundos dos crimes cometidos em prejuízo de Furnas. Contudo, após a realização de diversas diligências investigativas, não se obteve êxito na produção de lastro probatório apto à deflagração de ação penal efetiva e com perspectiva de responsabilização criminal dos investigados, ante a ausência de confirmação plena dos fatos afirmados pelos colaboradores.”

O assunto já havia sido arquivado antes por Gilmar Mendes, mas a delação de Delcídio do Amaral, preso na Lava Jato, acabou ressuscitando a investigação.Em nota, a defesa de Aécio afirmou que “não há provas porque nunca houve crime. Infelizmente, isso não impediu os vazamentos parciais e ilegais feitos por aqueles que, à época, deveriam zelar pela correta condução do inquérito e, consequentemente, a enorme exploração midiática e política do caso. Esse é mais um alerta para abusos que em passado recente foram cometidos. Lamentavelmente, a correta decisão da PGR de hoje não corrige os danos causados.”

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