Agressões a jornalistas aumentam 168% em 2020

Relatório da Abert aponta 150 casos envolvendo em torno de 189 profissionais e veículos, além do assassinato de um profissional

Jornal GGN – Os casos de agressões, ofensas e intimidações a jornalistas aumentaram 168% no ano de 2020 ante o ano anterior, segundo relatório divulgado anualmente pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).

O levantamento revela que 150 casos foram registrados apenas no ano passado, envolvendo em torno de 189 profissionais e veículos de comunicação – além de um assassinato: do jornalista Léo Veras, dono de um site de notícias policiais, morto por pistoleiros na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.

As ofensas foram as agressões mais frequentes: 59 casos contra 68 jornalistas, um salto de 637% ante o visto em 2019. Mais da metade de tais ofensas foram proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

As agressões físicas foram a segunda forma de violência mais registrada, com 39 casos contra ao menos 59 vítimas, um aumento de 67% em relação ao ano anterior.

Estudo da organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o Brasil ocupa a 107ª posição no ranking mundial da liberdade de imprensa. A classificação é a pior desde o início da contagem, em 2002. De acordo com a Abert, a queda de duas posições em relação a 2019 (105° lugar) e de cinco no comparativo com 2018 (102° lugar) “mostra que o país continua sendo particularmente violento para a imprensa e “sensível” para o exercício da profissão”, ficando atrás de países como Chile (51º), Argentina (64º) e Paraguai (100º).

O relatório também apresenta dados de ataques virtuais sofridos pela imprensa: ao longo de 2020, a imprensa sofreu 7.945 ataques virtuais por dia, ou aproximadamente seis agressões por minuto. Foram registradas 2,9 milhões de postagens com expressões pejorativas, queda de 9% em relação a 2019.

Em 2020, os perfis e sites mais conservadores tiveram quase 50 milhões de interações em posts no Facebook e Instagram com expressões pejorativas em relação à mídia nacional, uma redução de 30,6% em relação a 2019.

As críticas depreciativas produzidas pela esquerda foram em menor volume: foram produzidas 296 mil interações, volume 29 vezes menor que as interações de perfis conservadores. Na maioria das vezes, o trabalho da mídia recebeu críticas com foco ainda no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e nas reportagens sobre o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro na Operação Lava Jato.

Estudo da organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o Brasil ocupa a 107ª posição no ranking mundial da liberdade de imprensa. A classificação é a pior desde o início da contagem, em 2002. A queda de duas posições em relação a 2019 (105° lugar) e de cinco no comparativo com 2018 (102° lugar) mostra que o país continua sendo particularmente violento para a imprensa e “sensível” para o exercício da profissão. Está atrás, por exemplo, de países sul-americanos como Chile (51º), Argentina (64º) e Paraguai (100º).

Confira abaixo a íntegra do relatório da Abert

jornalggn.com.br-agressoes-a-jornalistas-aumentam-168-em-2020-abertrelatorioanual2020

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