Ana de Hollanda, defensora da Idade das Trevas e contra o novo Iluminismo

 O Pelenegra  dentro de sua política de apoio à toda atitude em defesa da cultura livre e da inteligência coletiva vem ampliar as vozes de muitos que, em uníssono reclamam da atual administração do Minc, Ana de Hollanda e os demais. Podemos dizer que fomos enganados. Se Serra tivesse sido eleito, tudo bem, sabíamos que era inevitável, o leite estaria derramado irremediavelmente, o respeito ao indefensável copyright  seria um fato consumado, concretizado pela aprovação do projeto do senador mensalista Eduardo Azeredo, paralisado no Congresso Nacional, pelas 161.228 assinaturas de uma petição online e por uma intensa mobilização  da sociedade civil, entretanto, apostamos em Dilma e no PT, achávamos que tínhamos vencido, afinal a política empreendida por Gilberto Gil, enquanto ministro nos apontava um caminho muito díspare do atual. 
Focada em outros objetivos, Gil e seu substituto Juca Ferreira trilhavam uma trajetória, que tinha como base a democratização da cultura, tendo nos Pontos de Cultura seu ponto fulcral e elegendo a diversidade cultural brasileira em seus diferentes rincões como o elemento a ser incentivado. Via-se com clareza a opção pela cultura popular, sem sobressaltos ou indefinições. Chegamos a ver o ministro Gilberto Gil defender a “Peerarquia”, a cultura do P2P, em seus aspectos anárquicos e reestruturadores da economia da produção cultural.
Quando pensávamos que veríamos o aprofundamento desta política vemo-nos tripudiados, apanhados pelas costas, em uma ação covarde e demolidora. Nossos braços estão caídos desmobilizados, o amigo é, na verdade, inimigo, faz valer seu suporte à RIIA e ao Ecad, e a quem mais vier em solidariedade aos direitos de propriedade intelectual. 
Mas a blogosfera se movimenta, de braços levantados, aguerridos, em sinal de combate. Que saibam os defensores da Idade das Trevas. Vivemos um novo Iluminismo, temos as novas tecnologias ao nosso lado, e um exército de jovens antenados e ansiosos por acessar e baixar, a maior parte deles, muito pobres, e que só assim têm a possibilidade de conhecer a magnitude da criatividade humana, em todas as suas dimensões. A cultura livre pode tirá-los do gueto e da violência, inoculando-os com a sensação de que a vida é muito mais do que parece ser em seu natural habitat, e por um punhado de dólares podemos ver esta esperança ser destruída, destroçada, e logo por quem, pelo PT. Nunca poderíamos imaginar, ao lado de gente como Rupert Murdoch. É o fim da picada!

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