Apenas 2,1% dos professores da USP são pretos ou pardos

Perfil de professores segue majoritariamente branco, enquanto quadro de alunos se torna mais diversificado com a adoção das cotas

Jornal GGN – Enquanto o perfil do aluno da USP começa a se tornar mais diverso com as cotas, o dos professores segue majoritariamente branco: dos 5.655 docentes da universidade, apenas 1,8% se define como pardo e 0,3% como negro. Apenas um educador é indígena.

De acordo com informações da Folha de São Paulo, 20 unidades da USP não contam com professores de nenhum desses três grupos – dentre elas, estão a FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), a Esalq (Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz’) e o Instituto de Biociências.

A maior chance de um estudante ter aulas com educadores negros ou pardos é na Faculdade de Educação, onde 10% do corpo docente se identificam como preto ou pardo. Para ter aulas com o único indígena da universidade, é preciso ir ao Instituto de Psicologia.

Na visão de Danilo Silva Guimarães – o único que se reconhece indígena em toda a instituição -, a USP deixa de produzir conhecimento em todas as áreas ao ter um perfil de professores tão pouco diverso, pois muito do interesse dos pesquisadores está relacionado com suas histórias pessoais, e muitas delas não estão representadas na universidade hoje em dia.

Já Rosenilton de Oliveira, da Faculdade de Educação, diz que sua presença não é para mostrar que o negro é melhor do que ninguém, mas para ampliar o debate, e ressalta a importância de as pessoas brancas serem envolvidas no debate sobre o racismo, uma vez que o problema é de toda a sociedade.

Para o professor do departamento de Sociologia e pesquisador de desigualdades educacionais, Murillo Marschner Brito, uma das consequências da adoção das cotas no médio e longo prazo é a ampliação e consolidação de uma intelectualidade negra, que vai pensar temas como relações raciais do próprio ponto de vista, e não sobre a ótica dos brancos.

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4 Comentários

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Não é o professor Pardal

- 2019-12-28 12:44:38

A não ser que eu esteja enganado, o fato de não haver tem diversos fatores, que é o "durante" do processo educacional; o próprio texto reconhece que somente de uns anos pra cá que a origem dos alunos está diversificando. O que significa, até o momento, que a ponta do funil está ficando mais larga (ainda é funil, mas está alargada). Quando isso trará resultados? Por outro lado, a questão leva à pergunta; durante o processo educacional, a bagagem que possuem permitiria entrar em cursos considerados de "elite"? As formas de acesso permitem entrar nos cursos considerados de "elite"? Em Direito, por exemplo, parece que há apenas uma mulher negra (tem aquele papo que o Centro Acadêmico atualmente tem uma mulher negra no comando, mas ainda se contradiz entre a "novidade" e ser aceita pela "tradição", que é outra discussão). Repetidas vezes tem se dito aqui que a USP é algo difícil atualmente de criticar uma vez que a educação superior sofre ataques do governo federal, houve uma CPI que não deu em nada (por incapacidade dos parlamentares e pelos objetivos nada republicanos por parte deles), que só serviu como "salvo-conduto" para alguns docentes e funcionários (uns malandros que se colocam como "gestores", separando-se dos demais... agora, funcionário é quem não participa do bolo, e docente não é funcionário...) fazerem todo tipo de aberração mas vista grossa às fundações ditas de apoio, ganhando uma grana preta por meio de convênios em cursos pagos (nada fiscalizados adequadamente, inclusive pelo TCE, que nunca fez pente fino). No Brasil é assim, quando um pobre, um negro, uma mulher chega a determinado patamar dentro da escala social, já colocaram mais cem degraus na escadinha. Antes.

Zé Sérgio

- 2019-12-28 10:33:06

Qual é a surpresa, fora nossa doutrinada Bipolaridade Tupiniquim? Pois se a USP (1934) é projeto e verbo de Ditador Caudilhista Assassino Esquerdopata Fascista que ascende ao Poder num Golpe Civil Militar, instalando a Indústria da Pobreza, da Burocratização, da Bandidolatria, do Analfabetismo, da Censura, da Seca,... mas principalmente do Racismo. Faltam Negros no Corpo Docente? E Reitores? O que diz OAB (1930), o projeto inaugural da Ditadura Fascista? Presidentes Negros? Sua Cadeia de Comando, talvez? Alunos de Direito? Alguns dizem não compreender nossa Surrealidade. Democracia Plena, Republicana, Facultativa trocada por Ditadura Absolutista Assassina Esquerdopata Fascista. Luiz Gama, José do Patrocínio, Nilo Peçanha, André Rebouças, Machado de Assis, Lima Barreto trocados por....Por quem? Nossas Elites da 1.a República, República Paulista e Século Magistral (1830/1930), principalmente Elites Intelectuais Negras e Miscigenadas, a partir do Golpe, são substituídas pela venda no exterior de Mulher Branca, européia, caricaturizada com frutas e bananas na cabeça, como se fossemos alguma extravagância circense. Machado de Assis trocado por Caricatura Tropical em menos de 2 décadas. Vanguarda Mundial transformado em Terceiro Mundo neste mesmo período. Cabeça torna-se em rabo. Alguns ainda dizem não enxergar o abismo, mesmo depois de 1 século. "Loucura é fazer sempre as mesmas coisas, da mesma forma, e esperar por resultados diferentes". Queriam Negros, Mulatos, Pardos aonde? Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

Zé Sérgio

- 2019-12-28 10:30:18

Qual é a surpresa, fora nossa doutrinada Bipolaridade Tupiniquim? Pois se a USP (1934) é projeto e verbo de Ditador Caudilhista Assassino Esquerdopata Fascista que ascende ao Poder num Golpe Civil Militar, instalando a Indústria da Pobreza, da Burocratização, da Bandidolatria, do Analfabetismo, da Censura, da Seca,... mas principalmente do Racismo. Faltam Negros no Corpo Docente? E Reitores? O que diz OAB (1930), o projeto inaugural da Ditadura Fascista? Presidentes Negros? Sua Cadeia de Comando, talvez? Alunos de Direito? Alguns dizem não compreender nossa Surrealidade. Democracia Plena, Republicana, Facultativa trocada por Ditadura Absolutista Assassina Esquerdopata Fascista. Luiz Gama, José do Patrocínio, Nilo Peçanha, André Rebouças, Machado de Assis, Lima Barreto trocados por....Por quem? Nossas Elites da 1.a República, República Paulista e Século Magistral (1830/1930), principalmente Elites Intelectuais Negras e Miscigenadas, a partir do Golpe, são substituídas pela venda no exterior de Mulher Branca, européia, caricaturizada com frutas e bananas na cabeça, como se fossemos alguma extravagância circense. Machado de Assis trocado por Caricatura Tropical em menos de 2 décadas. Vanguarda Mundial transformado em Terceiro Mundo neste mesmo período. Cabeça torna-se em rabo. Alguns ainda dizem não enxergar o abismo, mesmo depois de 1 século. "Loucura é fazer sempre as mesmas coisas, da mesma forma, e esperar por resultados diferentes". Queriam Negros, Mulatos, Pardos aonde? Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

Zé Sérgio

- 2019-12-28 10:30:18

Qual é a surpresa, fora nossa doutrinada Bipolaridade Tupiniquim? Pois se a USP (1934) é projeto e verbo de Ditador Caudilhista Assassino Esquerdopata Fascista que ascende ao Poder num Golpe Civil Militar, instalando a Indústria da Pobreza, da Burocratização, da Bandidolatria, do Analfabetismo, da Censura, da Seca,... mas principalmente do Racismo. Faltam Negros no Corpo Docente? E Reitores? O que diz OAB (1930), o projeto inaugural da Ditadura Fascista? Presidentes Negros? Sua Cadeia de Comando, talvez? Alunos de Direito? Alguns dizem não compreender nossa Surrealidade. Democracia Plena, Republicana, Facultativa trocada por Ditadura Absolutista Assassina Esquerdopata Fascista. Luiz Gama, José do Patrocínio, Nilo Peçanha, André Rebouças, Machado de Assis, Lima Barreto trocados por....Por quem? Nossas Elites da 1.a República, República Paulista e Século Magistral (1830/1930), principalmente Elites Intelectuais Negras e Miscigenadas, a partir do Golpe, são substituídas pela venda no exterior de Mulher Branca, européia, caricaturizada com frutas e bananas na cabeça, como se fossemos alguma extravagância circense. Machado de Assis trocado por Caricatura Tropical em menos de 2 décadas. Vanguarda Mundial transformado em Terceiro Mundo neste mesmo período. Cabeça torna-se em rabo. Alguns ainda dizem não enxergar o abismo, mesmo depois de 1 século. "Loucura é fazer sempre as mesmas coisas, da mesma forma, e esperar por resultados diferentes". Queriam Negros, Mulatos, Pardos aonde? Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

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