Apenas 39% das escolas públicas são ligadas a rede de esgoto

Perto de 60% das escolas públicas brasileiras não são atendidas por rede geral de esgoto. A cidade com pior índice é Porto Velho (Rondônia), onde apenas 9,3% das escolas públicas estão ligadas as redes de coleta. A capital mineira Belo Horizonte é a líder, com 99,65% da taxa de acesso ao serviço nas escolas.

A pesquisa, do Instituto Trata Brasil em parceria com o Centro de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), avalia as 27 capitais do país usando como base o cruzamento de informações do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, e do Ministério da Educação.

Em 2008, a proporção de escolas que possuíam rede de esgoto era de apenas 39,58%. Já o índice de atendimento de abastecimento de água era de 62,64%, de energia elétrica 88,24% e coleta de lixo 62,93%.

Rio de Janeiro é a 3ª capital do ranking (97,48%), antecedida por Vitória (97,77%), e precedida por São Paulo (6ª capital, com 93,75% das escolas públicas ligadas a rede geral de esgoto). Rio Branco (39,70%), Manaus (31,66%), Boa Vista (31,40%) e Macapá (14,91), estão entre as últimas no levantamento.

Cerca de 50% da população do país, que vive em área urbana e tem água encanada, recebe atendimento de coleta de esgoto – o equivalente a 74 milhões de habitantes. Segundo o Ministério da Saúde, 60% das internações hospitalares têm como origem problemas causados por deficiência em saneamento. Estima-se que cada real gasto em saneamento reflete em economias de até 4 reais nos serviços de saúde pública.

O Trata Brasil ressalta que a presença de saneamento nas casas gera redução de doenças e consequente diminuição de faltas na escola de 2%, e no trabalho de 12%.

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