Após ataque da Folha, Haddad encerra coluna e aponta falso pluralismo

"Infelizmente, constato que, nos momentos decisivos, a Folha, em lugar de discutir ideias, prefere agredir pessoas de forma estúpida"

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN – O ex-presidenciável Fernando Haddad (PT) encerrou neste sábado sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, após ter sido atacado pelo próprio diário em um editorial que o chamava de “poste” de Lula e o acusava implicitamente de defender a elegibilidade do petista de olho em sua própria candidatura presidencial em 2022.

Haddad defendeu a candidatura de Lula no Twitter, em resposta a um artigo no jornal concorrente, o Estadão. Ao ler o editorial publicado na Folha nesta semana, o ex-ministro da Educação constatou que “nos momentos decisivos, a Folha, em lugar de discutir ideias, prefere agredir pessoas de forma estúpida”, em vez de respeitar e praticar o pluralismo que prega.

O ex-prefeito de São Paulo ainda lembrou da falsa equivalência que Folha, assim como outros veículos da grande mídia, fizeram em 2018, comparando sua candidatura com a do extremista Jair Bolsonaro.

“Ao me desqualificar mais uma vez, inclusive com expediente discursivo desrespeitoso, ao estilo bolsonarista, esta Folha demonstra pouca compreensão com gestos de aproximação e sacrifica as bases de urbanidade que o pluralismo exige”, escreveu Haddad.

“O jornal tem méritos que não desconsidero, mas não vejo como manter uma colaboração permanente com este veículo. Por fim, a julgar pelo histórico dos políticos que a Folha veladamente tem apoiado, penso que ela deveria redobrar os cuidados antes de pretender deslegitimar alguém”, advertiu.

Nesta semana, Folha anunciou que Guilherme Boulos será seu colunista todas as terças.

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