Após crise em Manaus, cidade no Pará zera estoque de oxigênio

Cidade na fronteira com o Amazonas também tem dificuldade de transporte de insumos e vive de doações. Pacientes estão dividindo bala de O2

Jornal GGN – A crise de falta de oxigênio para pacientes internados em Manaus atravessou a fronteira do Amazonas com o Pará e se já estende sobre a cidade paraense de Faro. Também com dificuldade de transporte de insumos, a região começou a viver o drama da falta de O2 e outros itens necessários para o atendimento de pacientes que estão internados.

“Nossa reserva de oxigênio está zerada. Temos 37 pacientes internados dividindo 11 balas de oxigênio para que nenhuma vida seja perdida. Estamos pedindo remédios emprestados, oxigênio, não temos recursos. Hoje dependemos de doações, estamos entrando em desespero”, afirma ao jornal El País Brasil o secretário de governo da Prefeitura de Faro, Thiago Azevedo.

Faro tem cerca de 8.000 habitantes e registra 159 casos ativos de Covid-19. Segundo as autoridades locais, a cidade é dependente dos serviços de Manaus (a 380 km), que vive a segunda onda da pandemia do novo coronavírus com uma nova cepa que pode ser ainda mais viral que a primeira.

A principal fornecedora de Manaus, a empresa White Martins, não deu conta da demanda e notificou o governo estadual. O governo federal foi informado da iminente crise em 8 de janeiro.

Em Faro, a Prefeitura decidiu decretar “toque de recolher” das 21h às 5h em toda a cidade, durante 30 dias, e proibiu a população de frequentar igarapés, praias, quadras poliesportivas, igrejas, academias e bares. “Quem descumprir às recomendações deve ser conduzido à delegacia de Polícia Civil, podendo ser preso e processado pelos crimes de desobediência e infração de medidas sanitárias”, diz o El País.

O Pará tem hoje mais de 7,4 mil mortes e mais de 309 mil casos confirmados de Covid.

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