Após forte queda, bolsa se recupera e sobe 8,81%

Mercado sobe depois de registrar a maior desvalorização desde 1998; cotação do dólar opera em patamar praticamente estável

Mercado retoma ganhos após dia de maior perda desde 1998

Jornal GGN – A bolsa de valores brasileira opera em alta nesta sexta-feira, depois que as negociações registraram sua pior queda desde 1998 por conta das notícias sobre o coronavírus.

Às 13h51, o Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) opera em alta de 8,81%, aos 78.973 pontos e com um volume negociado de R$ 21,443 bilhões.

Em linhas gerais, a bolsa mostra recuperação após uma quinta-feira negativa para os negócios, quando registrou sua maior queda desde 1998. Entre os eventos que levaram a Bovespa a interromper suas negociações por duas vezes, está o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de restringir as viagens da Europa (exceto Reino Unido) para os Estados Unidos pelos próximos 30 dias, o que aumentou as preocupações sobre o impacto do coronavírus.

Também pesou o anúncio de que o secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, está com coronavírus, o que levou o presidente Jair Bolsonaro a realizar o exame para diagnosticar a presença do vírus.

Por outro lado, houve alívio depois que o Federal Reserve – o Banco Central dos Estados Unidos – anunciou a oferta de mais de US$ 1,5 trilhão em liquidez ao mercado monetário por meio de operações de recompra reversa. Hoje, a autoridade monetária vai ofertar US$ 500 bilhões em títulos de três meses e US$ 500 bilhões em títulos de um mês.

No Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a pauta parlamentar pelos próximos 45 dias será direcionada ao combate aos efeitos econômicos do coronavírus, e criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes, por não apresentar iniciativas de curto prazo para o enfrentamento do coronavírus.

No câmbio, a cotação do dólar operava praticamente estável (variação de 0,021%) negociado a R$ 4,7846 na compra e R$ 4,7867 na venda. Ontem, a moeda fechou a R$ 4,786 – o maior valor nominal de fechamento desde a criação do Plano Real.

O Banco Central brasileiro vai adotar uma terceira ferramenta de intervenção no mercado cambial, com a oferta de até US$ 2 bilhões por meio de leilões de linhas (venda com compromisso de recompra). Esta é a primeira vez que o BC faz oferta líquida de moeda nessa modalidade desde 17 e 18 de dezembro do ano passado.

 

(com Infomoney e UOL)

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1 Comentário

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Bo Sahl

- 2020-03-13 14:40:57

O especulador ("competente") sempre ganha, na alta ou na baixa. Numa conta de padaria, para simplificar, se num dia a bolsa cai 10% e ele compra ações com este mesmo reflexo de 10% e no dia seguinte ela sobe 7%, idem, e ele vende, ganha 7% num dia. Se depois ela cai mais 15% e ele compra, e no dia seguinte sobe 8%, ele vendendo, ganha mais 8% e assim em 4 dias ele pode ganhar mais de 15%. Se colocar em jogo 500 mil, ganha 75 mil em 4 DIAS. Bem mais do que o brasileiro comum que em média levará 3 a 4 ANOS para ganhar o mesmo. Pagando impostos...

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