Após pressão, Butantan irá entregar seis milhões de doses da Coronavac à União

A politização da pandemia do governo federal de Jair Bolsonaro e do estado de São Paulo de João Doria acirrou nesta sexta-feira, 15. Confira os detalhes da briga pela vacina chinesa

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Os embates políticos na condução da pandemia ganhou novos capítulos na na noite desta sexta-feira, 15. Após ser cobrado e ameaçado pelo Ministério da Saúde, o Instituto Butantan confirmou que irá repassar ao governo federal seis milhões de doses da Coronavac, a vacina contra Covid-19 desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac e produzido no Brasil pelo entidade paulista.

Na tarde de ontem, um ofício assinado pelo diretor do departamento de logística em Saúde, Roberto Ferreira Dias, foi encaminhado ao diretor-geral do Butantan, Dimas Covas. O assunto era: “Entrega imediata de 6 milhões de doses importadas da vacina contra a Covid-19”. 

Em resposta, o Butantan disse que estava faturando a demanda apontada no ofício, mas só faria a entrega após a informação de quantas doses seriam destinadas ao estado de São Paulo. O governo de João Doria (STF), insatisfeito com a investida do Executivo nacional, avisou que iria recorrer no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido. 

A ação gerou um novo ofício da Saúde, negando a informação requisitada pela entidade paulista. “Informamos que a responsabilidade pela elaboração, atualização e coordenação do plano nacional de operacionalização da vacinação contra a covid-19 é do Ministério da Saúde”, diz o documento. 

Segundo informações da CNN Brasil, autoridades do governo ainda relataram que se o Butantan negasse o pedido, seria configurado quebra de contrato.

Após o embate, o Butantan afirmou que fará a entrega das doses da vacina, assim que a Coronavac obter a autorização de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A medida ocorre, ainda, em meio ao bloqueio das 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford na Índia, quando após o governo brasileiro anunciar até mesmo o voo que trairia as doses, a Índia requisitou manter o imunizante no país, por proteção sanitária nacional.

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