Aras dá rosto a uma elite egoísta, por Kennedy Alencar

Defesa de 60 dias de férias mostra que privilegiados perderam o medo de defender suas mordomias

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Aqueles que fazem parte da elite do serviço público perderam a vergonha de defender suas mordomias e de adotar “o pior tipo de discurso corporativista”, conforme aponta o articulista Kennedy Alencar.

A discussão ocorre no bojo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Administrativa, na qual o governo propõe a redução do período de férias para os integrantes do Ministério Público dos atuais 60 dias para 30 dias.

O jornalista cita em seu blog o procurador-geral da República, Augusto Aras, que não só defendeu a manutenção das férias de 60 dias para os integrantes do Ministério Público como fez tal defesa ameaçando o Congresso.

Segundo Aras, a carga de trabalho dos procuradores é “desumana” e que, se as férias forem mesmo reduzidas pela metade, “a gente também vai ter que discutir as condições de trabalho de parlamentares e de membros do Executivo”.

“Para quem tem o poder de pedir investigações e fazer denúncias contra parlamentares, ele usa de forma abusiva as prerrogativas do cargo para defender uma pauta corporativista”, diz Alencar. ‘”A fala do procurador-geral da República é o retrato de uma elite egoísta e predatória, mais preocupada com seus supersalários e privilégios de casta do serviço público”.

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11 comentários

  1. É um parasita. Parece que esse adjetivo não o incomoda. Aliás, não incomoda a maioria dos membros do Judiciário. Sou um senhor com setenta nos. Trabalhei em minha infância, sem perdê-la; vivi-a com muita alegria. Como a maioria dos brasileiros, mesmo aposentado, ainda trabalho. Quem não pertence a esse “elite” referida pelo Sr. Kennedy, são lutadores e sobreviventes, também ofendidos pelo predador Paulo Guedes, herdeiro de Al Capone, que nos chamou de vagabundos, pois “não sabemos economizar”.

    A quem ele pretendeu enganar com os absurdos proferidos na “entrevista” da Folha? Sofre deficiência cognitiva? Leu e não entendeu Rousseau? Não entendeu Thomas Hobbes?

    Por que ele não fazer um passeio lá pelo Complexo ou Morro do Alemão?

  2. Certa feita, uma entrevistadora perguntou ao boxeador Maguila se não era dura a vida de lutar de boxe. A resposta dele foi exemplar: “Dura era a vida que eu levava como servente de pedreiro, carregando lata de concreto o dia todo e ganhando menos do que precisava para cuidar dos meus filhos. Hoje eu entro no ringue e troco porrada e posso ganhar ou perder a luta, mas levarei para casa muito mais do que recebia naquela época.” (ele disse isso com as palavras dele). Os procuradores não trocam porradas. Na verdade eles se sentam em gabinetes confortáveis e utilizam equipamentos sofisticados colocados à disposição deles pelo MPF. Raramente eles são obrigados a realizar audiências. Quase todo trabalho é feito “on line” de uma maneira extremamente tranquila. Existem na internet bibliotecas de legislação, decisões e de obras jurídicas à disposição deles (dos advogados também). Eles também copiam e colam pareceres e peças que fizeram no passado em casos similares. Mesmo assim Aras trata os procuradores como se eles fossem lutadores de boxe ou serventes de pedreiros. Se não ficar satisfeito com 30 dias de férias o procurador pode pedir exoneração e cair no mundo. Duvido que qualquer um deles venha a fazer isso, pois a advocacia foi esmagada. Após o golpe de 2016 minha renda anual com meu escritório caiu 2/3. Conheço diversos colegas que fecharam seus escritórios. Alguns deles já estão trocando a advocacia pelo UBER… Se algum procurador quiser trocar o MPF pelo UBER tudo bem. Ninguém ficará surpreso ou triste.

  3. Me fazendo lembrar um procurador de minas que bradou, para quem fizesse ouvir, que não dava para sobreviver com o miserê de 30 mil. Ainda acho que devemos fazer vaquinha.

  4. Você acha 60 dias de férias muito, mas isso não é nem a metade da missa, acontece que esses concurseiros que definem as próprias férias, e o mínimo de dia que eles podem gozar de férias são 5.
    Como eles não são idiotas, vão gozar as férias de segunda a sexta-feira, assim vão poder emendar os dois fins de semana, podendo fazer uma viagem de 9 dias, nos 5 dias de férias.
    E por coincidência 5 (dias) x 12 (meses) dão, tchan, tchan, tchan, 60 dias.
    Quer dizer os cretinos podem fazer uma viagem de 9 dias, todos os meses do ano, e sem contar os outros fins de semana, recesso jurídico, feriados e feriados jurídicos.
    O Seu Madruga vendendo churros e balões trabalham mais que esses caras.

  5. Deveria explicar o seguinte, porque não entendi, ok sou burro mesmo: se esse pessoal tem muito serviço a fazer, não deveria ter menos periodos de férias? Não seria o contrário?……aliás, qual a justificativa do stf e congresso terem dois recessos, é escolinha?? No máximo, deveria ser dois de quinze dias……

  6. Deveriam mesmo é duplicar e passar dos atuais e exóicos 60 dias pra 120.
    O Brasil melhoraria muito com certeza nos 120 dias para cair nos 240 restantes quando este MP tabajara estiver “positivo operandi”

  7. Como disse em outra postagem: a instituições estão apodrecidas pelo mal uso que no Brasil dão a elas. Agora a PGR chantageia o Congresso para que não mexam no seu queijo. Valha-me meu São Serapião!

  8. Sem dúvida ele tem razão absoluta! Os trabalhadores outros, os comuns, deveriam até ceder parte dos seus dias de férias, para essa classe. Assim, coitados, quem sabe eles se tornem mais humanos

  9. Certa vez, ao passar na frente da PGR, afirmei: aqui só tem bandido !!!

    A pessoa ao meu lado me repreendeu e acabei concordando que muitos eram honestos

    Vou me arrepender o resto da vida por ter dito que ali tinha 1 alma honesta.

    só tem bandido

  10. + comentários

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