Argentina retoma julgamentos contra torturadores

Enquanto governo brasileiro menospreza ditadura, país vizinho reúne os delitos julgados no período como um só

Foto: Reprodução

Jornal GGN –  A Argentina retomou o processo de julgamento contra os responsáveis pelo genocídio de milhares de pessoas durante o período da ditadura militar. Nesta nova fase, delitos como apropriação de bebes foram julgados.

Em seu artigo no jornal O Globo, o jornalista Lúcio de Castro destaca as palavras escritas pela juíza Maria del Carmen Roqueta em sua sentença: juntar todos os delitos, julgados lá atrás ou agora, como um só. “Tortura, desaparição, apropriação de bebês, tudo isso era parte de um único plano. Um plano geral que contemplava todas essas práticas sistemáticas, que agora está comprovado na Argentina”.

Enquanto isso, o Brasil nunca colocou um envolvido em tortura ou morte em julgamento. Embora o roubo de crianças não tenha se disseminado na ditadura, Castro diz que a Comissão Nacional da Verdade não deve deixar de lado as crianças vítimas de tortura, direta ou indiretamente.

“Seja como no trágico caso de Carlos Alexandre, torturado ainda bebê e cujos traumas levaram ao suicídio no mês que passou, ou no de crianças usadas para chantagem em sessões de tortura. Casos estarrecedores ocorridos com frequência maior do que se imagina por aqui”, pontua Castro. “Essa é mais uma parte dessa história que urge ser passada a limpo. Construir essa memória para que esse ontem, que vive ainda hoje, não volte amanhã. Nunca mais”.

 

 

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