As baratas saem do esgoto

As baratas invadem o Brasil. De todos os tipos. Pequenas, médias, grandes, voadoras. Antes relegadas aos esgotos, agora passeiam livremente pelas ruas, escolas, lares, empresas, mídias e pelos poderes republicanos sem serem perturbadas. Dizem asneiras. Pedem prisões e mortes. Perseguem. Nada acontece. Fica tudo legitimado pela liberdade de expressão.
Sem pudor perseguem a notoriedade. Outras, o poder econômico e político.
O Brasil ainda só não se transformou num vale tudo institucional porque ainda existe uma certa classe que não pode se manifestar, proferir, dizer, revelar, demonstrar, representar um nadica de nada pois, se o fizer, corre o risco de ser processada, agredida, censurada, execrada e imbecilizada. Falou, dançou.
E nesta busca insana pela fama as baratas recorrem até à frase antológico dita por Andy Warhol, “No futuro, todos terão seus quinze minutos de fama”. E não é que Moro e companhia lavajatenses levaram ao pé-da-letra a profecia.
Já tiveram seus momentos de fama. Viraram celebridades. Criaram gosto pela coisa. Então, insatisfeitos com o tempo dito, resolveram mostrar ao artista pop e a eles mesmos que são capazes de superar essa marcar., se eternizando .
Celebridade instantânea, fugaz? Não é com essa cambada. Objetivo é entrar para o panteão dos deuses.
Não medem esforços para tanto. E como numa guerra, usam de todas as armas e artifícios. Topam até serem ridículos.
Elaboram de forma tosca e infantil apresentação em “PowerPointes”. Chamam cidadãos homônimos para depor. Prendem pessoas que não era quem pensavam que era. Eles veem em pedalinhos, barco de lata, presentes presidenciais provas irrefutáveis de enriquecimento ilícito. Citam a si mesmos para justificar suas teses acusatórias. Triplex, triplex e mais triplex. Sítios, sítios e mais sítios.
Um pede “pena de morte perpétua”. Outro, prisão de Dilma. Outro a morte do Lula. Outro diz “é coisa de preto”. Outro, promete dar mais banana se o cara retirar o processo por injúria. E por aí vai.
Tanta estupidez desses insetos que não tem como não lembrar de Stanislaw Ponte Preta e seu Febeapá, Festival de Besteiras que Assola o País. Se tivesse vivo teria farto material à disposição para enriquecer seus escritos.
Os ortópteros descobriram como chegar lá, basta escrachar a Dilma, o Lula e o PT. Criou-se então uma disputa velada de egos. A mosca azul os deixou insensíveis, malucos, cegos, surdos e mudos.
Quem é o mais inteligente, perspicaz e golpista entre eles? Diga espelho, espelho meu.
Os concorrentes apelaram ao mundo animal, mais especificamente o canino. Parlamentar que saber por que Dilma matou seu cachorro, o Nêgo. Maus tratos, racismo? Manda para o PGR Janot, que manda pra polícia civil. Ela terá que esclarecer.
A resposta veio de imediato, os lavajatenses recorre a outro cachorro, o do Lula. O animal foi picado por uma cobra no sítio, portanto o sítio é do Lula. Prova cabal de propriedade.
As baratas se perguntam: quem será o primeiro a aparecer no Globo Rural?
Assim não é possível! Vamos salvar o país, pelo amor de Deus?

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