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2 Comentários

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Renato Cruz

- 2020-12-19 20:28:56

Habitar o tempo De um dos três maiores poetas brasileiros, João Cabral de Melo Neto Para não matar seu tempo, imaginou: vivê-lo enquanto ele ocorre, ao vivo; no instante finíssimo em que ocorre, em ponta de agulha e porém acessível; viver seu tempo: para o que ir viver num deserto literal ou de alpendres; em ermos, que não distraiam de viver a agulha de um só instante, plenamente. Plenamente: vivendo-o de dentro dele; habitá-lo, na agulha de cada instante, em cada agulha instante: e habitar nele tudo o que habitar cede ao habitante. E de volta de ir habitar seu tempo: ele corre vazio, o tal tempo ao vivo; e como além de vazio, transparente, o instante a habitar passa invisível. Portanto: para não matá-lo, matá-lo; matar o tempo, enchendo-o de coisas; em vez do deserto, ir viver nas ruas onde o enchem e o matam as pessoas; pois como o tempo ocorre transparente e só ganha corpo e cor com seu miolo (o que não passou do que lhe passou), para habitá-lo: só no passado, morto.

Renato Cruz

- 2020-12-19 20:13:43

The Road Not Taken - A Estrada Que Não Foi Seguida Por Robert Frost, um dos maiores poetas americanos. O original está abaixo da tradução, que é minha, mas existem diversas outras na internet. A estrada bifurcava num bosque outonal, E triste, vi que não poderia pegar as duas E sendo um só viajante, fiquei ali longo tempo E olhei uma delas até onde pude Ate onde fazia uma curva bem longe; Então peguei a outra, tentando ser o mais justo possível, E tendo talvez a melhor das intenções, Porque era a mais verde e a menos usada; Embora para outros caminhantes Talvez parecessem a mesma coisa, E ambas naquela manhã se estendiam igualmente Em folhas ainda não pisadas. Oh, eu deixei a primeira para um outro dia! Mas sabendo que um caminho tomado leva a outro, Duvidei que algum dia ali eu voltaria. Eu direi com um suspiro Em algum lugar daqui a muito tempo: A estrada divergiu em duas naquele bosque, e eu - Eu peguei a que menos usada me pareceu, E isso fez toda a diferença. ****************************************** Two roads diverged in a yellow wood, And sorry I could not travel both And be one traveler, long I stood And looked down one as far as I could To where it bent in the undergrowth; Then took the other, as just as fair, And having perhaps the better claim, Because it was grassy and wanted wear; Though as for that the passing there Had worn them really about the same, And both that morning equally lay In leaves no step had trodden black. Oh, I kept the first for another day! Yet knowing how way leads on to way, I doubted if I should ever come back. I shall be telling this with a sigh Somewhere ages and ages hence: Two roads diverged in a wood, and I— I took the one less traveled by, And that has made all the difference.

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