As ondas eleitorais

    Pessoal, para não permitir que o blog caia no maniqueísmo que tem caracterizado a campanha política, vamos a algumas explicações sobre a nota abaixo:

    1. Limitei-me a analisar o movimento de ondas que caracteriza as eleições, sem emitir juízo de valor. Estou analisando movimentos de opinião pública que se repetem em cada eleição.

    2. Cada “onda” tem seu potencial de alta, muito ligado ao carisma do candidato mas, também, à estrutura dos partidos que lhe dão sustentação.

    3. Justamente por isso, supus que a “onda” Heloisa teria vida curta. A pesquisa de hoje do IBOPE confirma essa visão.

    4. Muito provavelmente Alckmin subirá até certo limite de alta, depois poderá dar sinais de saturação de novo. Ao avaliar que a “onda” Alckmin poderá crescer com a apresentação dos planos de campanha, não estou dizendo que Alckmin é bom ou mau candidato, se foi bom ou mau governante. O fato da “onda” Alckmin subir, também não significa que irá subir indefinidamente. A “onda” Alckmin tem maior capacidade de se manter justamente devido à estrutura nacional dos dois partidos que lhe dão sustentação. Mas é evidente que falta carisma e currículo ao candidato.

    5. No fim, a eleição será decidida, mesmo, entre o lulismo e o anti-lulismo.

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