Assim como INSS, Receita Federal está à beira do colapso por falta de profissionais

Órgão público perdeu mais de um terço de seus funcionários em um período de dez anos; mais de 21 mil cargos estão vagos

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Da mesma forma que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a Receita Federal está perto de entrar em colapso devido à falta de funcionários: nos últimos dez anos, o órgão perdeu mais de um terço de seu quadro funcional, Os dados constam de levantamento elaborado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip).

O cargo de auditor fiscal sofreu uma redução de 34% nos últimos dez anos: o número de servidores caiu de 12.721 (jan/2009) para 8.477 (nov/2019), mesmo contando com o ingresso de 278 Auditores Fiscais do último concurso público realizado em 2014.

Após a promulgação da Reforma da Previdência, em novembro de 2019, mais de 130 auditores se aposentaram até 10 de janeiro, o que reforçou a precariedade do quadro funcional para as tarefas da administração tributária e aduaneira.

Por outro lado, o total de empresas existentes no Brasil não para de crescer. Dados da Receita Federal mostram um aumento de 17,4% (1.545.242) no número de empresas abertas no primeiro semestre do ano passado comparado ao mesmo período de 2018, quando foram registrados 1.315.151 de novas empresas no país.

Segundo a Anfip, a própria Coordenação de Gestão de Pessoas da Receita Federal do Brasil apontava tal deficiência: ao todo, são 21.471 cargos vagos. Destes, 11.325 são de Auditores Fiscais e 10.416 são de Analistas. A associação ressalta que “o expressivo número de servidores em condições de aposentadoria ou próximos à ela e a demora na realização de um novo concurso devem causar impactos relevantes nos trabalhos dessa linha de frente”.

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Em entrevista para o jornal O Globo, o presidente da Anfip, Décio Lúcio Lopes, explicou que os serviços prestados à população (como análise do Imposto de Renda (restituição e malha fina, por exemplo) e realização de consultas técnicas ao contribuinte) podem ser afetados caso não seja realizado um concurso público para reposição do quadro funcional.

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4 comentários

  1. Vamos falar a verdade, o INSS está as traças faz tempo……tinha uns meninos e meninas estagiários que acredito que, se ainda houver, diminuiu bastante…..e a prefeitura também vai na mesma toada…… há um movimento silencioso para acabar com o funcionalismo, quem sabe assim sobra mais dinheiro né????

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  2. Meu assunto é outro.Está corretíssimo o ex Senador Roberto Requião sentando a mamona sobre esta tal “frente ampla”,agora proposta pelo Governador do Maranhão Flavio Dino.A esculhambação reinante é de dimensão tão estratosféricas que contaminou até a FRENTE AMPLA.Coitados de Lacerda,Juscelino e João Goulart,estão se revirando no túmulo com estes protagonistas tão chinfrins.Para cada frente ampla criada,um candidato a Presidente.O Maranhão,com todo respeito,é o responsável por 70 % do PIB brasileiro de trás para frente,e seu Governador se acha no direito de querer ser candidato ao Planalto.Ele deve repetir um certo bigodudo.Entra na chapa como Vice e aguarda o titular ir cumprimentar São Pedro.Deve agendar na proxima semana,uma reunião com Ronaldo Caiado,na outra com o Bispo Macedo,na outra da outra com Silvio Santos,na outra da outra da outra com os filhotes de Roberto Marinho.Um parlapatão,como Governador é um bom Juiz.”Restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos”Foi Paulo Henrique Amorim(In Memorian),que meteu isto na cabeça dele,ao que parece levou a sério.Frente Ampla,ao meu entendimento,deve ser entabulada por quem tem votos,não por quem detém votos que cabem numa kombi.

  3. Se o salário dos auditores for reduzido em dois terços, ainda assim continuará sendo um bom salário, e poderão ser contratados muitos servidores.

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