Atuação de milícias avança para áreas nobres do Rio de Janeiro

Moradores da zona sul e da Barra da Tijuca já relatam ofertas de proteção e de construções irregulares; padrão de atuação é bastante plástico

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A atuação das milícias já se aproxima das áreas elitizadas do Rio de Janeiro: com fala mansa, oferecem proteção e colocam cancela na rua, oferecendo proteção. Quando os moradores não aceitam pagar, os problemas começam.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o sociólogo José Cláudio Alves explica que o padrão de atuação dos milicianos é bastante plástico, e tem como foco as regiões onde se tem dinheiro.

“E aí tem as histórias de como os caras começam a se implantar progressivamente nessas partes da cidade”, explica. “Colocam cancela, dizem que vão tomar conta da rua, um morador os confronta, fala que não quer pagar e começa a ter tantos problemas que acaba pagando.”

Algo parecido pode ter ocorrido no bairro de Laranjeiras, que junto com o Cosme Velho forma a zona eleitoral onde Marielle Franco (PSOL) teve mais votos. Em 2018, uma agência do banco Bradesco virou alvo de bandidos. Um grupo chegou a oferecer segurança ao banco, que negou. A cada recusa, uma nova explosão – a agência sofreu duas ações do mesmo tipo.

Nos subúrbios e nas favelas, os milicianos cobram ágio sobre os serviços mais básicos, como botijão de gás, garrafão de água e sinal clandestino de TV por assinatura (o “gatonet”).

 

 

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