Banco Mundial diz que Brasil precisa priorizar famílias sem Bolsa Família

Quase um milhão de famílias pode acessar o programa, mas limitação de orçamento impede ingresso

Foto: Reprodução/portaldaindustria.com.br

Jornal GGN – O Banco Mundial elaborou um estudo sobre o Brasil em fevereiro de 2017, onde defendia o aumento dos gastos com o programa Bolsa Família para evitar que milhares passassem a viver na pobreza durante a recessão da economia.

Tal prognóstico mostrou-se correto: em novembro de 2019, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que, em 2018, chegou a 13,5 milhões o número de brasileiros vivendo abaixo da linha da extrema pobreza – montante 4,5 milhões superior ao visto em 2014.

O retrocesso social foi confirmado recentemente:  em 2018, o Brasil caiu uma posição no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Em entrevista à BBC Brasil, o argentino Pablo Acosta, coordenador dos programas de desenvolvimento humano do Banco Mundial, diz que o governo brasileiro precisa priorizar o socorro às famílias que estão na pobreza, mas que ainda não foram atendidas pelo programa Bolsa Família.

Segundo Acosta, quase um milhão de famílias que se qualificam para o programa ainda não foram atendida, e a razão para isso é o orçamento fixado no ano que não permite o ingresso de mais pessoas.

“Uma das recomendações, não apenas nossa, mas de muitos outros, é de que realmente precisamos priorizar incluir essas famílias no programa, porque elas são elegíveis”, afirmou Acosta. Na visão da entidade, as políticas redistributivas como os programas de transferência de renda se revelam fundamentais em períodos considerados difíceis para a economia.

A definição aplicada pelo Banco Mundial é que um cidadão em situação de extrema pobreza dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que representa cerca de R$ 140 por mês, para sua sobrevivência. A linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês.

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De acordo com o Ministério da Cidadania, em setembro de 2018, o Bolsa Família atendeu 13,5 milhões de famílias, somando um valor total de R$ 2,5 bilhões. O valor médio do benefício foi de R$ 189,21.

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