Bia Kicis, a bolsonarista indicada para comandar a Comissão de Constituição e Justiça

Com ajuda de Arthur Lira, deputada que nega a pandemia pode assumir mais importante comissão da Câmara; indicação surpreende aliados e adversários

A deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF). Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

Jornal GGN – O colegiado mais importante da Câmara dos Deputados, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deve ficar nas mãos da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), uma das mais fiéis defensoras de Jair Bolsonaro na casa.

Entre outras funções, o presidente da CCJ é responsável pela análise da legalidade e constitucionalidade de todos os projetos, além de estudar a admissibilidade de Propostas de Emenda à Constituição (PEC) e de pedidos de impeachment contra o presidente.

Ex-procuradora no Distrito Federal, a deputada em seu primeiro mandato é conhecida pelo negacionismo aos conceitos da ciência – além de usar suas redes sociais para compartilhar conteúdo duvidoso sobre a pandemia de covid-19, ela é autora de um projeto que desobriga o uso de proteção individual para evitar contaminações.

Bia Kicis também propôs uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a idade máxima de aposentadoria compulsória dos ministros do STF para 70 anos que, caso aprovada, poderia abrir uma brecha para Jair Bolsonaro indicar mais dois nomes para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Ela também comemorou publicamente o fim do lockdown em Manaus e a mobilização da população local contra a restrição. Semanas depois, ocorreu o colapso no sistema de saúde da capital amazonense. Entre outros pontos, ela foi um dos votos contra a aprovação do novo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), apresentou uma nova versão do projeto Escola Sem Partido, culpa a China pela propagação do coronavírus e é investigada por racismo e propagação de fake news nas redes sociais.

Segundo o jornalista Chico Lopes, do portal UOL, a indicação da bolsonarista para o posto deixou atônitos tanto os adversários como os aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Até agora, a saída mais viável é a rejeição do nome da deputada pelos integrantes da comissão, que precisam referendar a escolha – tema que será tratado assim que for definida a Mesa Diretora da Casa.

(com informações do jornal O Globo)

 

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