Bolsonaro agora diz que não se decidiu sobre subsídio a igrejas

Jornal GGN – Pressionado pela imprensa, Jair Bolsonaro saiu pela tangente e disse, nesta terça (14), que ainda não tomou uma decisão final a respeito do decreto que vai subsidiar a conta de luz de grandes igrejas.

A proposta visa beneficiar o eleitorado e aliados evangélicos do presidente, que se colocaram à disposição para coletar assinaturas para fundar o partido Aliança Pelo Brasil.

“Eu estou apanhando e não decidi nada ainda. Eu não sei por que essa gana de dar pancada em mim o tempo todo. Eu assinei o decreto? Então por que essa pancada?”, comentou, segundo relatos da Folha.

Ainda de acordo com o jornal, Bolsonaro acrescentou: “Eu decido aos 48 do segundo tempo. Lembram que o Palmeiras ganhou um jogo aos 54 do segundo tempo? Eu decido na hora certa.”

Na semana passada, circulou na mídia a informação de que Bolsonaro já encomendou ao Ministério de Minas e Energia uma proposta de decreta para que grandes igrejas, tempos e basílicas, ligadas às redes de alta tensão, deixem de pagar uma tarifa mais cara nos horários de pico das concessionárias – geralmente entre 17h30 e 20h30, justamente os horários de cultos evangélicos.

O valor excedente, que deixaria de ser pago pelas igrejas, seria subsidiado pelo Ministério. Para equalizar a despesa, a Pasta estudaria cobrar a diferença dos demais consumidores (“tanto residenciais quanto livres, via encargo chamado Conta de Desenvolvimento Energético, CDE”).

A Aneel não calculou quanto custaria o benefício às grandes igrejas, mas disse que a conta seria baixa. O Ministério da Economia já se posicionou contra.

Leia também:  Uma solução afinal: derrubar já Adolf Bolsonaro, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Desde 2015, o Tesouro não paga qualquer subsídio no setor elétrico.

Não é sequer a primeira vez que Bolsonaro usa a caneta de presidente para agradar os evangélicos. No ano passado, ele aprovou um projeto garantindo incentivos fiscais às igrejas até 2032. Além disso, desobrigou a adequação dos ambientes a pessoas com deficiência.

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2 comentários

  1. As ações cristãs de bolsonaro são compreensíveis, afinal, o povo de deus tem colaborado com a obra.
    Quanto a desobrigação da adequação dos ambientes a pessoas com deficiência, é cediço o entendimento de que jesus cura. Assim, o incrédulo entra no templo em cadeira de rodas e sai de lá crente convertido e andando, de modo que não se justificaria a adequação do ambiente aos deficientes.

  2. Quando um sequestrador tá com a faca no pescoço da vítima, o Franco Atirador deve abatê-lo caso apresente-se a oportunidade de abate ou deve esperar o sequestrador cortar a garganta da vítima a fim de reagir?

    Então o Bolsonaro tá com a faca no pescoço da população, e quer continuar ileso?

    Que idiota!

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