Bolsonaro avisa que não fará nada para segurar o preço do arroz

"Não vamos interferir no mercado de jeito nenhum", disse. Bolsonaro ainda demonstrou preocupação com o "prejuízo dos agricultores nos últimos 10 anos"

Jornal GGN – Jair Bolsonaro afirmou em vídeo gravado por um apoiador, na noite de quarta (9), que não adotará nenhuma medida de intervenção na economia para segurar a explosão nos preços do arroz. “Não vamos interferir no mercado de jeito nenhum”, avisou.

Em meio à pandemia de coronavírus, e com o governo cortando pela metade o valor do auxílio emergencial, o brasileiro está pagando mais caro pelo quilo de arroz. Em resposta, Bolsonaro apenas procurou alguns representantes de supermercados para pedir que eles reduzam o próprio lucro ajustando o preço da cesta básica.

Para Bolsonaro, os alimentos estão mais caros porque houve aumento de consumo em virtude das primeiras três parcelas de auxílio emergencial. “A boa notícia é que conversei com duas autoridades de supermercados. Na ponta da linha, o preço chega para eles e eles estão se empenhando para reduzir o preço da cesta básica. Que dado o auxílio emergencial, houve um pequeno aumento no consumo.”

Bolsonaro admitiu que, no caso do arroz, “houve mais exportações, nós sabemos disso aí.” Mas, surfando na alta do dólar, os agricultores estão em seu direito porque “estavam com prejuízo há mais de 10 anos”.

“Mas está sendo normalizado isso daí. Não vamos interferir no mercado de jeito nenhum. Não existe canetaço para resolver essa questão na economia”, disse Bolsonaro.

A alta no preço do arroz está relacionada ainda à queima dos estoques reguladores da Conab – que foram esvaziados desde o governo Temer, e estão no menor patamar com Paulo Guedes – e crescimento das exportações em função da alta no dólar. Entenda com o vídeo abaixo:

A íntegra do vídeo de Bolsonaro:

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