Bolsonaro decide demitir presidente do Banco do Brasil

Instituição divulgou plano de reestruturação que incluía demissão de 5 mil funcionários; Paulo Guedes tenta reverter decisão

André Brandão, presidente do Banco do Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN – A proposta divulgada pelo Banco do Brasil na última segunda-feira de demitir 5 mil funcionários e fechar 112 agências pode levar à demissão do presidente da instituição, André Brandão, que assumiu o posto há menos de quatro meses.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a demissão foi decidida pelo presidente Jair Bolsonaro após o desgaste gerado pelo anúncio, embora o ministro da Economia, Paulo Guedes, tente reverter a decisão (e não se mostre disposto a retroceder nesses planos, assim como Brandão).

Em campanha para colocar Arthur Lira na presidência da Câmara dos Deputados, Bolsonaro recebeu oito deputados em um único dia e ouviu diversas reclamações a respeito do fechamento de agências do BB em cidades menores – e, em 2019, o presidente chegou a admitir que pediu a abertura de uma agência em uma cidade onde havia sido eleito.

O anúncio feito pelo BB foi considerado politicamente inoportuno e se configura em um novo desgaste para Paulo Guedes, já que o enxugamento do banco é uma orientação da equipe econômica. Os choques entre Bolsonaro e Guedes levaram ao desligamento de diversos integrantes da equipe econômica, como os secretários Salim Mattar, por causa do fracasso da agenda de privatizações, Paulo Uebel, pelo atraso no envio da reforma administrativa, e Marcos Cintra, pela resistência à recriação da CPMF.

 

 

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