Bolsonaro é denunciado na ONU por defender ditadura militar

Representação foi feita pela OAB e o Instituto Vladimir Herzog, que juntaram entrevistas em que Bolsonaro tenta reescrever a história do golpe de 1964 com a ordem para que as Forças Armadas comemorem o aniversário de 55 anos do início do regime

Jornal GGN – Jair Bolsonaro foi denunciado a ONU (Organização das Nações Unidas) por defender a ditadura militar no Brasil e praticamente tentar reescrever a história do golpe na condição de presidente da República. A representação, noticiada por Jamil Chade na tarde desta sexta (29), foi protocolada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo Instituto Vladmir Herzog.

Segundo o jornalista, as duas entidades alegaram “tentativa de modificar a narrativa do golpe de estado de 31 de março de 1964 no Brasil” por meio de “instruções diretas do gabinete do presidente, desconsiderando as atrocidades cometidas”.

A representação considera não apenas a ordem de Bolsonaro para que as Forças Armadas façam as “comemorações devidas” no dia 31 de março – que marca a deflagração do golpe que mergulhou o País em duas décadas de regime opressor – mas também as declarações e entrevistas que o hoje presidente já deu no passado, defendendo torturadores.

“Tanto a OAB como o Instituto Herzog consideram que tais atos ‘cometidos no mais alto nível do Estado são violações dos direitos humanos e do direito humanitário’. A carta ainda aponta que usar o cargo para defender e comemorar tais atrocidades constitui ‘uma violações dos tratados aos quais o Brasil passou a fazer parte depois de retornar à democracia'”, assinalou Chade.

“A já frágil transição para a democracia no Brasil está sendo confrontada com uma outra ameaça importante por parte do esforço do Gabinete da Presidência por minar a gravidade das violações em massa perpetradas durante o regime militar”, sustentam as entidades.

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