Bolsonaro: Não fosse a “politização” da cloroquina, Brasil não teria 115 mil mortes por Covid-19

"Se a hidroxicloroquina não tivesse sido politizada, muito mais vidas poderiam ter sido salvas dessas 115 mil que o Brasil chegou nesse momento", diz o presidente, no "Encontro Brasil vencendo a Covid-19"

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro participou na manhã desta segunda (24) do “Encontro Brasil vencendo a Covid”, ocasião em que declarou que “se a hidroxicloroquina não tivesse sido politizada, muito mais vidas poderiam ter sido salvas, dessas 115 mil que o Brasil chegou nesse momento.” Após cinco meses de pandemia, o País registra 114,7 mil mortes e 3,6 milhões de casos confirmados.

Bolsonaro aproveitou o evento para exaltar o general Eduardo Pazuello, que há 100 dias é ministro interino da Saúde. Ele assumiu a Pasta depois da saída de dois médicos – Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich – que se recusaram a indicar a hidroxicloroquina em casos leves e moderados de Covid-19. Não há comprovação científica de que o remédio funciona, mas há pesquisas alertando para a gravidade dos efeitos colaterais.

Apesar disso, Bolsonaro insistiu que “existia, sim, uma sinalização de que administrando precocemente, as pessoas tinham grandes chances de sobreviver.”

“Mais de 10 ministros pegaram a Covid-19, se trataram com hidroxicloroquina e
nenhum foi internado. Então a observação é que tem dado certo.”

Para Bolsonaro, o remédio “tem dado certo pelo Brasil”. “A grande verdade: quando tomei, no dia seguinte estava bom.”

O presidente ainda disse que a imprensa só sabe fazer “deboche” quando ele fala de sua condição de “atleta”, mas quando a doença “pega num bundão de vocês [da imprensa], a chance de sobreviver é bem menor. Só sabem fazer maldade com caneta,
em grande parte. Mas a chance de sobreviver é bem menor que a minha.”

Ao final, Bolsonaro exaltou médicos e servidores do Ministério da Saúde que supostamente aprovam o uso da hidroxicloroquina. “Deus nos colocou aqui. Ao lado Dele, tudo é possível. Vocês marcaram diante do mundo uma posição de coragem e altivez.”

O presidente acumula denúncias em tribunal internacional por ter provocado um genocídio na pandemia de coronavírus, com suas posturas irresponsáveis e contrárias às medidas de segurança recomendadas pela OMS e outras instituições.

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