Brasil: 100 mil mortos, e um ministro da Saúde interino

Eduardo Pazuello está próximo de completar três meses à frente do Ministério, e admitiu que não tem prazo para deixar interinidade

Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O ministério mais importante no enfrentamento à covid-19 segue nas mãos de um ministro interino: o general da ativa Eduardo Pazuello ocupa o Ministério da Saúde há quase 90 dias, ao mesmo tempo em que o país atingiu a marca de 100 mil óbitos pela doença.

Mesmo com as críticas da opinião pública e de diversos especialistas ao governo federal e o avanço da pandemia pelo país, Pazuello tem conseguido reduzir a polarização em setores como as secretarias estaduais e municipais de Saúde.

A ideia era que Pazuello ocupasse a pasta por 90 dias, mas em entrevista ao jornal Correio Braziliense o general admitiu que não existe prazo para encerrar a interinidade – “Na hora que achar que a missão acabou, vou falar para o presidente que a missão dada inicialmente foi cumprida. Se ele quiser que eu permaneça, eu vou permanecer. Se ele disser ‘muito obrigado’, volto para o quartel. É simples”.

Esse período deve ser prolongado uma vez que Pazuello tem priorizado aparições discretas e se afastar de polêmicas. Contudo, ele esteve na live presidencial da última quinta-feira, quando confirmou a Jair Bolsonaro que o país chegaria à marca de 100 mil mortes neste final de semana. E o presidente reagiu com um “Vamos tocar a vida”.

 

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2 comentários

  1. Não adianta suavizar. O general Pazuello é cúmplice de Bolsonaro no morticínio da pandemia.
    Da mesma forma que os demais militares entreguistas são traidores da Pátria.

  2. Fazem isso porque povo brasileiro é indolente…
    alguém, alguma TV, algum site, precisa começar a chamar a atenção para o fato de que os mortos não pedem por proteção. É por isso que nem se tocam, parecendo brincam de tocar a boiada para o matadouro

    já coloquei uma vez, um pouco antes de chegar a 50 mil, e só vou repetir pela terceira vez um pouco antes de chegar a 200 mil mortos:
    PARA GOVERNO MILITAR, ENTERRAR OS MORTOS É MUITO MAIS BARATO DO QUE CUIDAR DOS VIVOS

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