Brasil quer ser potência esportiva mundial

Jornal GGN – Passada a Copa do Mundo e com a proximidade das Olimpíadas, o esporte entra definitivamente na agenda nacional. O governo espera um resultado positivo para o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e vem focando os investimentos no esporte de alto rendimento.

O assunto foi tema de discussão no 55º Fórum de Debates Brasilianas.org.

Presente no evento, o diretor do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte (DIFE), do Ministério do Esporte, Paulo Vieira, detalhou as contas. De acordo com ele, apenas em 2014, o Orçamento Geral da União destinou R$ 967 milhões de recursos próprios para a prática esportiva.  

Esse montante é composto por convênios, Bolsa Atleta e Plano Brasil Medalhas. E ainda há outros recursos que chegam pela Lei do Incentivo ao Esporte (R$ 229 milhões em 2013), Programa de Aceleração do Crescimento (R$ 4 bilhões), Centros de Iniciação ao Esporte (R$ 967 milhões) e pela Loteria Federal (R$ 218 milhões), por meio da Lei Agnelo/Piva.

O esporte também conta com a ajuda fundamental das estatais. Banco do Brasil, Correios, Petrobras, Infraero, BNDES, Caixa, Eletrobras e Banco do Nordeste complementam os recursos.

Segundo Vieira, no período entre a escolha do Rio de Janeiro como sede para os próximos Jogos Olímpicos e realização do evento, o governo federal tomou a decisão de destinar a maior parte do orçamento para o esporte de alto rendimento, na expectativa de conquistar bons resultados. “Tomamos uma decisão de governo de transformar o país em uma potência esportiva. A meta é que o Brasil esteja entre os dez primeiros colocados nos jogos olímpicos de 2016 e entre os cinco primeiros nos jogos paraolímpicos”, afirmou.

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Democratização do acesso ao esporte

O alto rendimento é o foco principal, mas não é o único foco. Além dos Centros de Iniciação ao Esporte e do PAC, que beneficiam diretamente atletas amadores e profissionais ao criar a infraestrutura de treinamento, o governo aposta em outras iniciativas.

O Programa Atleta na Escola, por exemplo, feito em parceria com o Ministério da Educação, com foco na prática esportiva de crianças e adolescentes no ambiente escolar, já tem mais de 20 mil escolas inscritas (3,6 milhões de alunos). A crítica é que as atividades são conduzidas por monitores capacitados pelo Ministério e não por profissionais de Educação Física, mas Vieira justifica que essa é a única forma de atender a uma demanda desse tamanho.

Há também o Programa Esporte e Lazer da Cidade (PELC), com um foco maior na inclusão social e democratização do acesso à prática esportiva, tanto no ambiente urbano quanto nas comunidades tradicionais: para povos indígenas, quilombolas, populações ribeirinhas e populações rurais.

E um programa para a população de terceira idade, que tem tanto o objetivo de estimular a atividade física quanto de encorajar a convivência social. É o Vida Saudável, que conta com 35 convênios ativos e quase 31 mil inscritos.

Por fim, o Ministério do Esporte tem uma parceria com o Ministério da Defesa para que as instalações esportivas das áreas militares possam ser utilizadas pelas populações locais. É o PST – Forças no Esporte, que conta com 144 núcleos e beneficia 15 mil pessoas em 25 estados.

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Gestão do esporte

Para Luiz Gustavo Nascimento Haas, representante da Associação Brasileira de Gestão do Esporte (ABRACESP), a infraestrutura para a prática esportiva não é mais uma questão tão grave quanto no passado. Ele compreende que o principal problema do esporte nacional é a falta de visão do conjunto das entidades envolvidas e a falta de projetos sustentáveis – que a partir de um investimento inicial consigam caminhar com as próprias pernas e se multiplicar.

“Esses projetos precisam trazer geração de riqueza, ou as empresas que os realizam não terão capacidade de realizar novos projetos. Muitos sofrem com a descontinuidade causada pela falta de visão de longo prazo e por escolhas e decisões passionais, pouco técnicas”, disse.

Para ele, os projetos esportivos tendem a ser pouco estruturantes, e o anseio dos investidores é que bons resultados fomentem bons projetos e não o contrário. “Não adianta pensarmos assim. São os projetos que vão trazer os resultados”.

Gustavo Maia, diretor presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento do Esporte, concorda. “A maioria das organizações esportivas do nosso país tem problemas gerenciais e problemas técnicos. Evidente que houve progressos relevantes, até pouco tempo atrás não havia nem Ministério dos Esportes no País, mas ainda há muito para se fazer”, afirmou.

De fato, o Ministério do Esporte só passou a existir em 2003. Foi a partir daí que as políticas públicas de incentivo do esporte passaram efetivamente a ganhar corpo.

Para Gustavo, o tamanho da população brasileira e a miscigenação é que sempre foram um diferencial competitivo para o Brasil na busca por talentos esportivos. Mas não é possível contar apenas com isso se quisermos ser verdadeiramente bem sucedidos em termos competitivos. O país precisa incentivar e desenvolver seus talentos.

4 comentários

  1.  “A crítica é que as

     “A crítica é que as atividades são conduzidas por monitores capacitados pelo Ministério e não por profissionais de Educação Física, mas Vieira justifica que essa é a única forma de atender a uma demanda desse tamanho.”

     

    Acho que os advogados descolaram mais uma boquinha. Não se engane, a OAB está em todas.

  2. PROJETO: FINAL DE SEMANA OLÍMPICO NA TV

    Sem a divulgação do esporte amador pela TV aberta, TV BRASIL , por exemplo, o nosso pais nunca vai ser uma potência olímpica. Mandei um projeto para esse governo, falando desse assunto e infelizmente,  até hoje não tive uma resposta. Esse governo é muito fraco de políticas de divulgações para os esportes e atletas amadores. Dou nota 5 para esse governo.

     Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2014

     Caros amigos (as) mandei um projeto, para ajudar os atletas amadores, para a TV Brasil, Ministério do Esportes e a Presidência da República, e até hoje não tive uma resposta, por ambas as partes. Infelizmente, ainda perdemos vários talentos, pela falta de visão dos nossos dirigentes, pois esse país poderia ser uma potência olímpica em vários esportes, se houvesse mais vontade política e apoio por parte dos nossos dirigentes. Muitas vidas poderiam ser transformadas através do esporte. A copa está aí, para mostrar para os nossos dirigentes  e comandantes, como eles erram, e no futuro também vão cobrar dos nossos atletas olímpicos pelos resultados na Olimpíada do Brasil. Espero que o próxímo presidente o presidenta um dia esculte e atenda os nossos atletas e o seu povo.

    Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2012

    Diretoria da TV Brasil
    Assunto: PROJETO FINAL DE SEMANA OLÍMPICO NA TV

    Prezada senhores (as) como o Brasil que ser uma potência olímpica se a nossa Tv aberta não cobre os esportes amadores? O Povo brasileiro deveria cobrar dos nossos dirigentes esportivos e televisivos mais apoio para os nossas atletas amadores. Por exemplo, todo final de semana a TV Brasil, poderia cobrir as competições de campeonatos brasileiro de várias modalidades como natação, judô, boxe, ginástica, hipismo, etc. tendo um calendário esportivo e televisivo em sintonia para incentivar a prática de esportes. Isso seria muito bom para quem gosta de esporte e um bom exemplo para as nossas crianças e jovens. O marco para esse nova cobertura na TV Brasil, seria um torneio internacional de futebol feminino, A COPA DAS NAÇÕES AMIGAS, um torneio de países do idioma inglês, como: EUA X INGLATERRA (português) BRASIL X PORTUGAL (Francês) FRANÇA X CANADÁ (espanhol) ARGENTINA X ESPANHA, de países que foram colônia contra os colonizadores para dar um charme e chamar mais atenção para o evento. Senhores (as) o Brasil desde já precisa preparar o seu povo para receber bem os turistas, que virão para os grandes eventos esportivos como a Copa e a Olimpíada, e esse torneio poderia servir de teste, para a organização, tendo como o ingresso a troca de um quilo de alimento, por uma entrada do evento, para que os estádios fiquem cheio, e se faça o bem para as pessoas que ainda passam por dificuldades para se alimentar. Senhores (as) o esporte tem o dom de salvar vidas e  melhorar a saúde de muita gente, e o Brasil não pode perder essa oportunidade de se transformar num país mais justo, solidário, olímpico e bom para todos.

     

  3. Mano, na boa… esta história

    Mano, na boa… esta história de ser potência mundial é uma tremenda balela. O que determina a felicidade de um povo não é sua nação ou seu Estado estar no topo do mundo, pois de fato o topo é sempre mais em baixo se o povo estiver infeliz, desempregado, deprimido, receoso em relação ao futuro ou, pior, invejando os outros povos (os norte-americanos que o digam). Os paradigmas criados no hemisfério norte também podem ser falsos. E esta é uma lição que o Brasil precisa aprender, caso contrário o governo conseguirá entristecer seu povo perseguindo fantasmas obsessivamente. Eu nasci em 1964 e cresci durante uma ditadura que tinha a mania de grandeza. E no entanto a maioria dos brasileiros era bem mais infeliz do que é agora. 

  4. O esporte brasileiro na politica

    Nota-se que todas as medidas em favor de “olimpicos” são tristemente politicas. Agora a vitória brasileira na Mundial de piscina curta, vencida pelos brasileiros com 10 vitórias, foi muito bem trabalhada. A natação brasileira sempre teve excelentes nadadores, alguns foram estudar nos USA e vieram campeões. O ultimo Cielo. Recentemente faleceu Sergio Rodrigues, campeao carioca, brasileiro e sul americano com os respectivos recordes. Sergio Rodrigues além de campeão de natação, sendo o primeiro brasileiro a baixar os 60 segundos nos 100 metros livres, foi um arquiteto excelente com diversos prêmios na Italia e outros paises com a criação de moveis (cadeiras). É um governo fabuloso. Cuidado com a Alemanha. A politica para acabar com o INSS (56 milhões de contribuintes e 9.200 milhões que contribuiram com mais de salário beneficio) já surtiu efeito. Como podemos ter uma presideta com tanto ódio dos trabalhadores da iniciativa privada.

    Jose Carlos 

     

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