Carlos Bolsonaro também homenageou Adriano e PMs no Rio

Moções a eles foram apresentadas na Câmara sete dias após homenagens de Flávio Bolsonaro na Alerj; Queiroz também foi condecorado

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), que homenageou o ex-capitão Adriano da Nóbrega e outros policiais envolvidos em crimes Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Jornal GGN – Sete dias após o então deputado estadual Flávio Bolsonaro homenagear o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC) apresentou moções na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em nome dele e de outros oito policiais acusados de crimes que vão de homicídio doloso à corrupção.

Na mesma época, está ainda uma moção em homenagem ao então sargento Sérgio Rogério Ferreira Nunes, lotado no 16º BPM. De acordo com o jornal O Globo, Nunes era um dos superiores do Grupamento de Ações Táticas (GAT) comandado por Adriano e conhecido como “guarnição do mal”, à época, e acusado de homicídio, tortura e extorsão.

Junto com eles, ainda em 2003, recebeu uma moção o então sargento da PM Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio investigado desde 2018 pelo MP no caso da rachadinha na Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro).

Nos registros da Câmara Municipal do Rio, as moções pedidas por Carlos englobam uma série de policiais do 16º BPM (Olaria). Além de Adriano, foram homenageados o capitão Flávio Luiz de Souza, os sargentos Abenor Machado Furtado, Marcelo da Silva Conceição e Ítalo Pereira Campos; assim como os soldados Alexander Duarte da Silva, Luiz Carlos Felipe Martins e Flávio Rodrigues Neves.

As homenagens aos oito policiais foram concedidas por Carlos Bolsonaro no dia 11 de novembro de 2003, cerca de duas semanas antes da prisão dos policiais. No texto de justificativa das homenagens de Carlos, consta apenas a descrição “policial militar”.

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O grupo homenageado por Carlos Bolsonaro era acusado de fazer sequestros e extorsões pelos moradores locais e, à época, foi apontado pela Corregedoria-Geral da PM como responsável por torturar três jovens da favela de Parada de Lucas, na zona norte do Rio, e pela execução de Leandro dos Santos Silva, de 24 anos, no dia 27 de novembro de 2003, um dia depois que ele prestou queixa contra abusos atribuídos à “guarnição do mal”.

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