Casa da Moeda parada. O estopim foi aceso, por Marcelo Auler

Nesta segunda-feira, nenhum trabalhador entrou na linha de produção desde às 08h00, quando os quase 50 ônibus que os transportam dos bairros em que residem chegaram à sede da empresa

Casa da Moeda - Reprodução Google Maps

Casa da Moeda parada. O estopim foi aceso

por Marcelo Auler

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Tal como previmos no sábado (11/01) em GloboNews paralisou a Casa da Moeda a movimentação dos dois mil empregados da Casa da Moeda do Brasil em solidariedade a um colega que foi forçado por seguranças da estatal a ir à sala dos diretores, foi o estopim para que viesse à tona todo o descontentamento acumulado com a nova administração, empossada há seis meses.

Nesta segunda-feira, nenhum trabalhador entrou na linha de produção desde às 08h00, quando os quase 50 ônibus que os transportam dos bairros em que residem chegaram à sede da empresa, localizada no longínquo bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, bairro limítrofe como município de Itaguaí.

Já ao ingressarem na fábrica e atravessarem as catracas, cantavam em uníssono: “Sou moedeiro, com muito orgulho, com muito amor”, como demonstra o vídeo abaixo que o Blog recebeu lá de dentro da estatal.

Após registrarem oficialmente o ingresso na casa, eles não se dirigiram aos locais de trabalho. Foram para o pátio externo, junto às grades que cerca o terreno, de forma a ouvirem relatos, por parte dos diretores do Sindicato Nacional dos Moedeiros, de como andam as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.

Na realidade, a empresa não está querendo levar adiante a negociação deste acordo que venceu oficialmente dia 1 de janeiro. Com isso, já anunciou o corte de benefícios e vantagens que os moedeiros há anos recebem, como um menor desconto no custo do transporte e até mesmo no Plano de Saúde, que se estende aos seus familiares.

Porém, como reportamos na postagem de sábado, dia 11, foi a punição ao “servidor mais debochado”, promovida pelo diretor de Gestão da empresa, Fábio Rito Barbosa, que acendeu om estopim da insatisfação. Barbosa, demonstrando total despreparo – ou, certamente, querendo ficar bem com seus superiores no governo bolsonarista – deu entrevista ao vivo, “no chão da fábrica” – usando os dizeres de uma das trabalhadoras de lá – falando da necessidade de reduzir pessoal para cortar despesas.

Leia também:  A fila no INSS e a ocupação militar, por André ZS

Todos consideraram a entrevista ao Jornal GloboNews – Edição das 10h, um desrespeito à categoria moedeira. Foi isso que levou o “servidor mais debochado”, na hora do almoço, puxar uma salva de palmas quando Barbosa entrou no refeitório. Foi acompanhado pela unanimidade dos empregados presentes o que desagradou o diretor de gestão.

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2 comentários

  1. Querem tudo privatizado, na mão dos “amigos”, mas com o dinheiro do estado regando eles… picaretas…
    Vamos lutando, se é para perder os empregos e deixar na mão das milícias e picaretas em geral, vamos dar trabalho para eles realizarem suas maldades.

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