Caso George Floyd: Trump pede intervenção militar para conter protestos em Minnesota

Autoridades de Minnesota admitiram nesta manhã que não conseguem controlar as manifestações, que tomaram força em diversos estados do país

Cartaz diz "vidas negras importam", em português. | Foto: Seth Herald/AFP

Jornal GGN – Os protestos nos Estados Unidos pela morte de George Floyd, homem negro de 46 anos assassinado por um policial branco em 25 de maio, se intensificaram nos últimos dias em Minneapolis, no estado de Minnesota. Mas, em investida contra os manifestantes, o Departamento de Defesa do governo americano determinou neste sábado, 30 de maio, que a Polícia Militar do Exército seja enviada ao estado. 

As autoridades de Minnesota admitiram nesta manhã que não conseguem controlar as manifestações, que tomaram força em diversos estados do país e levou ao fechamento da Casa Branca, em Washington, nesta sexta-feira, 29 de maio. Com isso, o presidente Donald Trump decretou a intervenção da forças armadas no estado, informou o New York Times. 

Também nesta sexta-feira, dois homens morreram em meio aos protestos. No centro da cidade de Detroit, no Michigan, um manifestante de 19 anos não resistiu a um tiro disparado por uma pessoa de dentro de um carro contra a manifestação. Já em Oakland, na Califórnia, um oficial do estado morreu após ser baleado durante o protesto.

Na terça-feira, 26 de maio, as redes sociais foram tomadas pelo vídeo em que George Floyd aparece imobilizado no chão de uma rua de Minneapolis, enquanto um agente militar branco está ajoelhado em seu pescoço. No vídeo é possível ouvir Floyd clamando por ajuda. “Por favor, eu não consigo respirar, por favor”, dizia a vítima.

Durante a gravação, testemunhas pedem para que o policial saia de cima de Floyd. “Saia do pescoço dele”, disse uma delas. Mas, após cerca de cinco minutos reclamando, a vítima parou de reagir e foi colocada em uma maca, levada por uma ambulância. Segundo as autoridades locais, Floyd chegou ao hospital, mas não resistiu. 

O crime que é investigado pelo Departamento Federal de Investigação (FBI) dos Estados Unidos e levou à demissão de quatro policiais envolvidos. Ontem, o agente que matou Floyd, Derek Chauvin, foi preso. 

Com informações de O Globo.

4 comentários

  1. Mas trump, vc não pedia o povo na rua? Tá bom pra vc não poderoso chefinho?
    Não sou chegado aos eua. Acho cinica sua “religiosidade”, como acho criminosa sua autoproclamada condição de “guardião mundial da democracia e da paz mundial”, da qual se aproveita. para intervir na democracia e no modo de vida de outros países que nao lhes sejam subservientes ou governado por entreguistas.
    Enfim, estas sao algumas razões pelas quais nao sou chegado aos eua. Mas como negar que seu povo sabe fazer valer os seus direitos constitucionais dando a todo momento exemplos que, ainda que integrantes de grupos minoritários, não toleram injustiças por parte de quem quer que seja.

  2. A coisa tá preta. A coisa tá branca.
    A insatisfação já não é só contra o racismo. É contra o sistema. A revolta se expande por várias cidades americanas.
    Há um coquetel cuja receita tem doses de crise econômica, racismo , mortes dos excluídos e desesperança da juventude. É um movimento sem líder, difuso, que lembra um pouco os protestos de 2013 no Brasil.
    Aqui, os protestos foram capturados e direcionados contra Dilma.
    Nós EUA não se sabe ainda quem vai salvar Trump e o que ainda resta do capitalismo.

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